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THE WALKING DEAD: A NEW FRONTIER | Da forca

A lanterna dos (quase) afogados

Nota do editor: Como The Walking Dead: The Telltale Series – A New Frontier foi dividido em cinco episódios, o Jornada Geek publicou reviews individuais de cada capítulo, com exceção dos dois primeiros, que foram lançados juntos. Não atribuímos notas individuais para cada capítulo, deixando para o texto deste último episódio uma avaliação completa do jogo. Por se tratar de um jogo episódico, essa review contém spoilers que podem estragar a experiência do jogador. Leia por conta e risco!

THE WALKING DEAD: A NEW FRONTIER | Da forca

É pau, é pedra, é o fim do caminho. Da forca é o capítulo conclusivo de The Walking Dead: A New Frontier. Este é o terceiro capítulo da série de jogos baseada na consagrada obra homônima de Robert Kirkman.

Nele, vemos o desfecho da saga da família Garcia e o impacto das ações de todos, principalmente Kate, no episódio anterior. Será que o gran finale  acertou em cheio, ou deixou a desejar? Peguem seus rifles e mirem bem. Está na hora de mais uma análise do Jornada Geek. Confira as reviews dos dois primeiros episódios aqui, do terceiro episódio aqui e do quarto aqui.

Fogo na Babilônia

O episódio começa com um flashback mostrando um pouco mais da interação dos dois irmãos antes do apocalipse. É um toque interessante, mas que não adiciona praticamente nada à trama nem aos fatos que ocorrem no final. Me parece que colocaram mais para manter a sequência feita nas partes anteriores. Não foi mal feito, mas foi um tempo mal aproveitado em minha opinião.

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Após isso, retomamos diretamente de onde o anterior terminou. Richmond está sendo invadida por uma horda, Kate e Dave sumiram e os homens de Joan estão abrindo fogo. O começo pode variar um pouco com base nas escolhas do episódio 4, mas as ideias e acontecimentos gerais são as mesmas.

Isso é uma coisa recorrente em jogos da Telltale e , infelizmente, ocorre em The Walking Dead: A New Frontier. Nossas escolhas moldam, sim, alguns aspectos do jogo. Mas, salvo uma morte aqui e acolá, tudo fica na mesma. Por exemplo, a escolha de quem morre e quem vive no episódio anterior não tem praticamente impacto nenhum. Os dois sobreviventes desempenham um mesmo papel, e tem o mesmo final.

Sangue ou consideração

Uma outra coisa que chega ao ápice é a questão que está no cerne dos conflitos dessa temporada: qual família vale mais: a de sangue ou aquela que escolhemos? Se notarem, durante toda a temporada fizemos escolhas que moldaram o comportamento do Javi acerca de sua família de sangue e a agregada.

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Decidimos valorizar mais a Kate ou o David, ou a Clementine em detrimento dos outros. Esse capítulo lida com essas questões muito bem, e seu ponto mais forte está nos momentos em que vemos os personagens lidando uns com os outros e sendo humanos.

Inclusive, muitos irão tirar o chapéu para a cena de David e Javi no telhado. Ela foi muito bem escrita, e coloca The Walking Dead: A New Frontier no top três da Telltale para mim. Não chegou no nível do final da primeira temporada. Mas, ainda assim, foi poderosa e muito bem desenvolvida.

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Fonte: Divulgação

Fora do núcleo familiar

Se por um lado o drama familiar e elenco principal foram muito bem feitos, o que cerca isso deixou a desejar. O conflito por Richmond é trivial, e os personagens que vivem na cidade nunca foram desenvolvidos ou apresentados o suficiente para nos fazer sentir sua perda.

Em um momento vemos o resultado da invasão, causada indiretamente pela Kate, e somos induzidos a nos compadecer pelos moradores. Mas é complicado quando não conhecemos nenhum. Um personagem do primeiro episódio volta, tendo perdido a filha e sendo mordido. Mas sua aparição é rápida e só serve para levar à cena do telhado que citei mais cedo.

Do mesmo jeito, escolher o destino da cidade após o climax não tem lá muito impacto, e não tem serventia prática além de ser um gancho para ser usado no início da inevitável quarta temporada.

Por baixo dos panos

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Como em todos os episódios, vou falar da parte técnica. A nova engine do jogo continua agradando, com modelos e cores muito bem feitos. O estilo cel-shading está muito legal, e dá um ar de quadrinhos muito marcante ao game.

Mas, pra variar, está salpicado de bugs. Saves sendo corrompidos, personagens passando por partes do cenário, bugs em animações, nada de novo. Uma hora, inclusive, vi o Tripp andando casualmente no ar. Sendo que ele havia morrido no episódio anterior. Isso quebrou totalmente minha imersão, mas pelo menos me fez rir.

Eu cito isso porque esses tipos de problema ocorrem em TODOS os jogos da empresa. Fica difícil relevar quando vemos que o gameplay de The Walking Dead: A New Frontier não é nada além de apertar um botão ou segurar o analógico para frente. Não é um mundo expansivo e vivo como The Witcher, por exemplo, com muitas coisas que podem dar errado.

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Fonte: Destructoid

Descendo as cortinas

Tudo em tudo, essa foi uma temporada forte. O drama familiar dos Garcia e seu relacionamento com a Clementine foram bem feitos, no geral, e eu espero poder ver mais deles nas próximas temporadas.

Contudo, o episódio final foi morno e não teve a urgência e impacto dos anteriores, até da segunda temporada. No geral, a terceira foi mais forte, mas o final ficou inferior em linhas gerais. Outra coisa que achei estranha é que a escolha derradeira, que decide a vida de dois personagens, não é muito clara e as ramificações não ficam bem definidas. Tanto que me surpreendi da primeira vez que vi o resultado.

The Walking Dead: A New Frontier foi uma terceira temporada divertida, e uma melhora considerável se compararmos com a anterior. A Clementine está ficando cada vez melhor na trama, e o final deixa tudo no ar para que tenhamos ainda mais aventuras dela no futuro. O final fraco e os erros técnicos que permeiam a obra diminuem o brilho, mas não ofuscam o bom trabalho e o título sólido que a Telltale nos entrega esse ano.

The Walking Dead: The Telltale Series – A New Frontier foi lançado com versões para PlayStation 4, Xbox One, Android, Microsoft Windows e iOS, com preços variando de acordo com a plataforma escolhida.

Nota bom

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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