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Starlink: Battle for Atlas | Uma aventura épica!

Ubisoft entrega um excelente jogo para qualquer tipo de jogador

Jogos de temática espacial sempre me chamaram atenção. Ainda mais quando você pode viajar por uma galáxia imensa, rica em detalhes, contando com variados biomas e climas e, claro, simpáticos personagens. E Starlink: Battle for Atlas, lançado pela Ubisoft para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch busca exatamente trazer esses aspectos, somados a um modo história.

Porém, desde o controverso lançamento de No Man’s Sky, que tem uma temática semelhante, embora na prática sejam jogos bem diferentes, fico com um pé atrás. A título de curiosidade, o jogo teve um hype considerável e, pelo menos em seu lançamento, foi um fracasso. Claro, isso mudou completamente com as atualizações trazidas pela desenvolvedora. Mas será Starlink: Battle for Atlas é só mais uma odisseia espacial em meio a tantas? A jogabilidade é agradável? O que há de diferente? É isso que vamos descobrir aqui, em mais uma análise do Jornada Geek!

Uma odisseia espacial

Não há como iniciar essa análise sem falar um pouquinho do modo história. Em Starlink: Battle for Atlas você estará situado no sistema Atlas, onde contará com o apoio da nave-mãe Equinox, que funciona como uma espécie de QG da equipe. Porém, logo no início, a nave sofre com uma invasão, onde o líder da tropa, St. Grand, é capturado pela Legião Esquecida, que tem como mentor maligno o estranho Grax, que busca incessantemente resgatar uma antiga raça chamada de Wardens (Guardiões em português).

E a partir daí começa toda a aventura, algo que dá sentido para a imensidão do sistema Atlas, que é muito bem feito por sinal, contando com uma série de planetas, naves destruídas, cinturões de asteroides e tudo o que uma trama espacial deve ter. Particularmente, gostei bastante da história e das cutscenes, que são breves e acrescentam ainda mais ao modo. Aliás, nesses pontos a Ubisoft demonstra uma excelência incrível. Mas já não posso dizer o mesmo dos diálogos in-game, que não podem ser pulados e enrolam um bocado. Mas em algumas partes eles até que compensam, já que também funcionam como tutoriais. Ou seja, se for colocar na balança, nem atrapalham tanto assim.

Starlink: Battle for Atlas
Use as armas certas! (Foto: Divulgação)

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Na versão para Nintendo, o jogo conta um adicional muito bacana: um crossover com os personagens de Star Fox, onde Fox McCloud, Falco Lombardi, Peppy Hare, e Slippy Toad fornecem ajuda aos personagens principais a derrotar Wolf O’Donnell.

A jogabilidade

Totalmente jogado em terceira pessoa, Starlink: Battle for Atlas traz uma jogabilidade simples, mas ao mesmo tempo inovadora. Eu explico: você poderá jogar de duas maneiras, alternando entre voos interplanetários e passeios mais aproximados do solo utilizados para explorar melhor os tantos planetas visitados ao longo da aventura. E é só isso mesmo. Mas, incrivelmente, isso funciona maravilhosamente bem. Os controles e menus são muito fáceis de dominar, sendo um jogo muito fácil de ser dominado. E isso ainda melhora, já que o jogo é totalmente legendado para o português, algo que agiliza bastante o processo de customização das possantes naves.

Starlink: Battle for Atlas
As habilidades específicas de cada personagem são salvadoras. (Foto: Divulgação)

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Nesse processo de personalização, existem uma série de itens que podem ser coletados ao longo das missões ou em caixas destrutíveis ao longo dos planetas. Aliás, você poderá alternar seu arsenal quando quiser, tendo armas elementais de gelo e fogo, cinéticas e muito mais, sendo cada uma delas bastante específicas para destruir determinados tipos de inimigos. Antes de começar alguns bosses, você receberá dicas de quais armamentos utilizar. E isso ajuda demais.

Mas nem tudo são flores. Starlink: Battle for Atlas depois de um tempo torna-se um tanto quanto repetitivo, sendo as missões muito parecidas. Mas, por outro lado, parece que a Ubisoft teve uma certa sagacidade de aprimorar a dificuldade ao longo da trama justamente para ficar mais desafiadora a cada chefe derrubado. Isso é um pouco óbvio, é verdade, mas faz um contrapeso interessante com essas repetições de “entregue isso ao fulano”, “destrua coisa tal”, etc. Nesse aspecto, o jogo poderia ter mais desdobramentos.

Starlink: Battle for Atlas
Enfrente inimigos gigantescos e desafiadores! (Foto: Divulgação)

Gráficos e outras coisas mais

Não há como tratar as questões gráficas de Starlink: Battle for Atlas sem abordar os biomas específicos de cada planeta. Tendo traços um pouco cartunescos (nada tão exagerado quanto Fortnite), o jogo consegue ser muito agradável visualmente. Cada planeta tem animais e climas distintos, algo bem pensado pela desenvolvedora. Mais do que isso, é possível perceber um sistema climatológico e até mesmo o passar do tempo de cada planeta, tendo dia e noite. Um detalhe simples, mas que é interessante demais e não passa desapercebido.

Outro ponto importante é que, além de se notar essas tantas variações de tempo, clima e ambiente, elas têm relação direta com a jogabilidade. Um exemplo que aconteceu muito comigo foi o da nave congelar em nevascas com baixíssimo nível de visão. Pra mim, mais uma prova da minúcia da Ubisoft em produzir excelentes ambientes.

Starlink: Battle for Atlas
Cada bioma tem a sua própria característica (Foto: Divulgação)

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Não menos importante, vale aqui ser ressaltado a simpatia dos personagens. Cada um conta com uma breve descrição, tendo cada um deles características específicas. Mais engraçado ainda é que há uma personagem brasileira! Sim, Calisto Chase da Silva, “um fenômeno das corridas e competidora feroz de São Paulo”. Parece bobagem, mas é legal perceber que o Brasil está marcado nas produções da empresa, que sempre lança jogos dublados para a nossa língua. E é uma pena que Starlink: Battle for Atlas não esteja. Mas convenhamos, isso não faz diferença, já que contamos com legendas.

Veredito

Starlink: Battle for Atlas é mais um excelente trabalho da Ubisoft. O jogo consegue superar expectativas trazendo uma jogabilidade bem bacana e simples, onde incrivelmente eu não tive problema nenhum com eventuais bugs ou travamentos. Aliás, ainda dentro desse quesito, as customizações são infinitas e isso é muito bom pra quem gosta de explorar o máximo potencial da jogatina. Tudo flui perfeitamente bem.

Esteticamente o game também está de parabéns, por entregar gráficos belos, planetas únicos e uma série de detalhes de extrema importância no produto final. A única queixa que fica é o jogo contar com missões muito repetitivas. Senti falta de mais variações e desafios, algo que engrandeceria muito mais o game. Bato palmas para o belo trabalho da Ubisoft, que marca mais uma vez a minha vida gamer com outra odisseia maravilhosa e riquíssima em detalhes e personagens.

Nota Surpreendente

Lançado para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch no dia 16 de outubro, Starlink: Battle for Atlas alcançou a média de 70 pontos no Metacritic, algo que pode ser considerado relativamente positivo. Eu sinceramente já acho um pouco injustiçado.

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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