Eu sempre fui fã de jogos arcade. Na época do Super Nintendo, meus jogos de “esportes” favoritos foram Looney Tunes B-Ball e Hyper V-Ball (que eu sempre jogava com os ciborgues). Em terceiro vinha o Ronaldinho Soccer 97, que era unanimidade nos lares brasileiros – nada do gringo International Super Star Soccer por aqui. Quando pus as mãos em NBA Playgrounds, fiquei animado por reviver esse misto de competição, diversão e jogabilidade que só os arcades conseguem me proporcionar.

Agora, chega de falar e vamos dar uma olhada no que temos por aqui, em mais uma review do Jornada Geek!

NBA Playgrounds: bom gameplay…

Uns dos pontos altos de NBA Playgrounds são as jogadas que você pode fazer. É muito bom dar enterradas, tocos e fazer pontes aéreas que caem como um raio no aro. Você pode jogar sujo e dar uma cotovelada no adversário para roubar a bola, mas não é muito aconselhável, já que a barra de “especial” do outro time aumenta a cada vez que você faz isso. Os especiais funcionam como uma roleta (Looney Tunes B-Ball, me lembrei de você outra vez!), com efeitos diferentes para cada opção em que ela cai. Isso traz uma diversidade e dose de imprevisibilidade que mantém as partidas vivas.

…Mau gameplay

Ao mesmo tempo em que são dadas todas essas possibilidades, infelizmente não podemos fazer muito uso delas. A barra de resistência, necessária para fazer tudo que não envolve andar na quadra e lançar a bola, esvazia rápido. Se você pegar um personagem com a resistência baixa então, tem que escolher entre correr, enterrar ou fazer qualquer outra coisa. Ao acostumar com jogo, você acaba chegando à conclusão de que é muito mais vantajoso só escolher um bom jogador de três pontos (Eu ouvi Stephen Curry?) e lançar de longe. É mais fácil e dá mais pontos ao longo do jogo.

“Minicraques” da NBA

A seleção de jogadores é sensacional. Temos grandes jogadores da NBA de todos os tempos, com muitas características diferentes. Uma dupla Shaq e Lebron é possível aqui. Dream teams podem ser reais em NBA Playgrounds.

Mas se você quiser bater bola com todos os jogadores disponíveis, vai ter que ganhar muito jogo pelo mundo. O sistema de liberação de jogadores funciona através de “pacotinhos” que você ganha ao vencer torneios, principalmente.

NBA Playgrounds
Foto: Divulgação

Vamos tirar um momento para falar das qualidades gráficas e de som do jogo. Uma boa notícia para os brasileiros: o jogo está disponível em português. Não o áudio, mas a exibição de informações é toda feita no nosso idioma, o que já é ótimo. Os menus são bem simples e de fácil navegação. Os gráficos são aquilo que são bastante satisfatórios: jogadores caricatos com cabeças gigantes, lembrando os saudosos minicraques da seleção brasileira. Os cenários são bem ambientados, com quadras ao redor do mundo todo. No geral, o game tem uma boa qualidade visual.

O maior pecado de todos

Eu estaria disposto a fazer vista grossa em todos os problemas citados no gameplay se não fosse por um único motivo: não tem como você jogar online com ou contra um amigo. Um jogo desses é mil vezes mais divertido jogando com amigos, arcades foram feitos para se jogar com amigos. Uma falha assim é imperdoável, mas felizmente, a empresa anunciou que uma atualização trará esse modo. Confira:

O veredito

Se você gosta de jogos arcades simples apenas para se divertir, NBA Playgrounds é uma boa pedida. Em um mundo onde jogos esportivos tentam se aproximar o máximo de um processo realista, onde vemos cada vez mais a palavra diversão sendo trocada por simulação, jogos assim são muito bem-vindos.

Pelos valores de R$36,99 na para PC, via Steam, R$39,00 no Xbox One e R$ 61,50 para PS4, é um game que vale a pena para passar o tempo. Só tenha em mente que ele tem suas limitações em jogabilidade e que, por enquanto, você não vai poder jogar com seus coleguinhas.

Nota bom

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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