Temos duas certezas nessa vida. Que iremos morrer um dia, e que as empresas farão dinheiro lançando versões remasterizadas de clássicos de outrora. E, novamente, temos mais um sendo lançado: Lock’s Quest, desenvolvido pela Digital Continue e lançado pela THQ Nordic.

A versão de Steam é a versão melhorada do game homônimo, lançado para o saudoso Nintendo DS em 2008. Como será que ficou essa repaginação? Veremos agora, em mais uma análise do Jornada Geek!

História

A trama de Lock’s Quest é aquele draminha básico de qualquer RPG. Vilão loiro, cidade pequena, conquistador malvado, exércitos. Nada fora do comum, mas serve para por a coisa para andar e dar uma motivação ao nosso intrépido herói.

Estamos no controle de Locke, um garoto simples que vive em uma vila perto do mar. Uma existência idílica, que dura até o momento que um conquistador chamado Lord Agony manda seu exército de máquinas para dominar a região.

Lock’s Quest
Foto: Divulgação

O pau come, a irmã de Locke é sequestrada e sua vila destruída. Cheio de ódio, ele sai em uma aventura para punir os responsáveis e salvar sua irmãzinha querida. Claro que, para isso, ele vai ter que se envolver na guerra causada pelo vilão, se unindo aos reinos que o combatem.

Lock’s Quest
Foto: Divulgação

Gameplay

A jogabilidade de Lock’s Quest lembra bastante títulos como Sanctum e Orcs Must Die!, dentro do gênero de Tower Defense. Para quem não conhece, esse tipo de jogo consiste na defesa de um ponto específico de um mapa (um castelo, por exemplo) de ondas de inimigos fazendo uso de estruturas físicas como canhões e torres. E, as vezes, dando ao jogador a oportunidade de cair no braço com a oposição controlando um personagem que constrói e bate também.

Esse é o caso aqui. Lock pode construir muros e canhões que o ajudam a defender as cidades e pontos de interesse. Os muros funcionam bem como barreiras para os exércitos invasores, e os canhões são bons para explodir tudo, obviamente. Além de construir, podemos sair batendo usando os punhos e habilidades do loirinho. É um sistema aparentemente simples, mas que possui nuances que são introduzidas conforme avançamos a história. Não temos um sistema de evolução e experiência como num RPG tradicional, e todas as habilidades e estruturas novas são desbloqueadas através da história.

Lock’s Quest
Foto: Divulgação

Para jogar podemos usar mouse/teclado ou controle, mas sugiro fortemente que usem a segunda opção. O controle por teclado e mouse não funciona direito, muitas vezes sofrendo de delays e problemas de responsividade.

Gráfico e Som

O gráfico do jogo foi vem melhorado em relação ao Lock’s Quest original, com pixels muito mais definidos e arredondados. O charme do jogo foi mantido, mas tudo parece mais vibrante e colorido, dando um bom contraste entre as versões e mostrando que melhorias realmente foram feitas aqui.

O som ficou quase a mesma coisa, com a exceção de algumas músicas novas. Eu prefiro as antigas, mas as novidades são boas o suficiente para não se tornarem chatas com o tempo e ajudarem a animar as sessões de jogo.

Lock’s Quest
Foto: Divulgação

Problemas

Como dito antes, os controles não funcionam muito bem se decidirmos usar mouse e teclado, o que é um problema sério para jogos de PC. Patches serão lançados para corrigir isso, eventualmente, mas é um detrimento enorme para quem comprar o jogo no lançamento e acaba se tornando um empecilho real para aproveitar o título.

Outro ponto terrível é que Lock’s Quest foi entregue com muitos, muitos problemas técnicos. Crashes constantes? Temos. Bugs e freezes? Temos. Teclas parando de responder do nada, precisando de Ctrl + Alt + Del para fechar o jogo? Temos. Animações parando do nada ou não computando dano e efeitos? Temos também.

A versão inicial saiu bagunçada demais, e isso desanima demais jogar. Imagine que no meio de uma fase mais difícil um desses paus ocorra? Como não temos saves manuais, existe a grande possibilidade de ter que refazer todo o combate do início. Ninguém merece. Além disso, a curva de aprendizado não é bem definida, sendo mais uma montanha russa de desafios. Temos missões fáceis seguidas de impossíveis e depois fáceis de novo. Não há uma evolução bem delineada.

Lock’s Quest
Foto: Divulgação

Veredito

Eu realmente curti o Lock’s Quest original, e tenho até hoje para meu Nintendo DS. Fiquei empolgado pra caramba com essa versão atualizada, mas os problemas técnicos e de controles acabaram matando minha alegria em jogar o título novamente.

Com essa quantidade de bugs e glitches fica difícil recomendá-lo no momento. Por enquanto, é mais negócio jogar o original, já que roda liso e sem muitos problemas. Alguns patches vão resolver esses problemas mais gritantes no futuro, mas por hora o remaster de Lock’s Quest não está nem perto da versão mais antiga.

Nota Razoável

Lock’s Quest foi lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC, via Steam e GOG.com, no dia 30 de maio deste ano. Até o momento, o título não recebeu críticas suficientes no Metacritic para ter uma média.

*Review elaborado usando a versão de PC do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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