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Jagged Aliance: Rage! | Sobreviva a uma ilha repleta de inimigos

Um jogo mais difícil que o normal, sem ser justo

A série Jagged Aliance já teve seus momentos de glória, sendo uma excelente franquia de ação em turnos. Lembro-me muito bem de jogar o primeiro título da série, ainda no DOS/Windows 98, quando moleque. O jogo em si não era difícil, precisando apenas de um pouco de estratégia e de certo domínio dos comandos que, aliás, eram poucos se comparados ao novo Jagged Alliance: Rage!, lançado para PC, via Steam, PlayStation 4 e Xbox One  em dezembro de 2018.

O título até tenta se aproximar do passado, mas coloca em sua fórmula uma série de habilidades e detalhes que acabam o distanciando por demais da versão antiga. Se você é fã da série ou de jogos de ação em turnos e quer saber minhas impressões sobre o game, fique aí que contarei tudo em mais uma crítica aqui, no Jornada Geek!

Difícil demais

Em Jagged Alliance: Rage!, logo de cara pude perceber que a dificuldade havia sido aprimorada. Isso até seria legal se a mecânica também fosse, mas acho que colocaram coisa demais em um jogo que era bom sobretudo por sua simplicidade nas ações. A primeira fase, por exemplo, funciona como um tutorial interessante, mas logo na segunda a situação muda radicalmente. A curva de aprendizagem do jogo é muito lenta e chega até a ser irritante, visto a quantidade de vezes que seus mercenários morrerão.

Somada a toda essa dificuldade, me vi errando vários tiros que tinham 85% de chances de acerto. Ou eu sou um cara muito azarado, ou o jogo tem os cálculos malucos. Na questão de pontos de ação, os PA, o jogo funciona como qualquer outro do estilo, não sendo algo problemático, fazendo parte da tônica estratégica da série.

Jagged Alliance Rage 3
O mapa da ilha. (Foto: Divulgação)

Novidades positivas também estão presentes

Nem tudo é negativo em Jagged Alliance: Rage!. Um dos pontos mais interessantes a se observar no título é que agora você poderá criar acessórios e reparar equipamentos, algo estrategicamente importante para sobreviver em uma ilha repleta (e põe repleta nisso) de soldados.

Há também a questão de doenças, que acontece caso os personagens não bebam água ou álcool para se hidratarem. Caso o nível de desidratação chegue a níveis extremos, os mercenários terão a imunidade baixa e começarão a ficar doentes, algo que traz impacto direto nas atividades em campo. Um quê de realismo que torna o jogo até mais interessante – e muito mais difícil.

Jagged Alliance Rage 2
Algumas das habilidades permitem o jogador a ser mais furtivo. (Foto: Divulgação)

Há de se ressaltar que cada personagem tem habilidades próprias, e isso faz toda a diferença na hora de escolher os dois mercenários que irão para campo. O total de 6 é realmente pouco para o que já estamos habituados, mas valem a pena por conta dessa questão crucial das habilidades. Um exemplo interessante são as habilidades de Vicky, que pode arrumar os equipamentos sem precisar de kit e, além disso, aumenta a durabilidade dos objetos em até 30%. Ou seja, uma ótima forma de aguentar o tranco durante as batalhas.

Gráficos e jogabilidade

Jagged Alliance: Rage! apresenta gráficos cartunescos interessantes e bonitos. Os mapas são bem delineados, deixando explícito ao jogadores que os personagens podem se esconder no matagal ou se proteger em paredes, por exemplo. Não é um “senhor gráfico” ao se comparar com títulos AAA, mas a ambientação parece combinar perfeitamente com a temática do game.

Jagged Alliance Rage 1

No quesito jogabilidade, acredito que o jogo colocou ideias demais, e isso pode confundir. Como dito acima, a curva de aprendizado e o sistema de cálculos do jogo pode ser um tanto quanto frustrante até mesmo para os jogadores mais experientes. Às vezes, o simples faz falta, e os jogos contemporâneos acabam por inventar demais e se perde um bocado da diversão. 

Veredito

Não sei se tive uma má impressão, mas sinceramente achei Jagged Alliance: Rage! mais difícil do que o normal. Mas esse é só um problema e talvez falte mais habilidades da minha parte, não nego. O pior pra mim foi justamente o maldito sistema de cálculos. Em diversos momentos os tiros e ações que eram praticamente certas de acontecer, falhavam. Tiros de poucos metros de distância eram frustrantes. Mas nem por isso o jogo em si é ruim. Acerta em vários pontos também, como deixei claro acima. Mas eu não senti nenhuma nostalgia ao jogar o novo título da série, mesmo que eles tenham tentado.

Jagged Aliance: Rage! | Sobreviva a uma ilha repleta de inimigos

Para se ter ideia, o jogo conta com a média de 58 pontos no Metacritic, algo que mostra o insucesso do novo game de acordo com a crítica no mundo todo. Mas é o que sempre digo: se você gosta de games nesse estilo, sugiro que tente dominá-lo, pois é possível sim ter boas horas de diversão. Só é preciso paciência…

*Review elaborado usando a versão de PC do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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