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HOMEFRONT: THE REVOLUTION | Há saída para os problemas do jogo?

No dia 17 de maio, a Deep Silver lançou ao mercado o game Homefront: The Revolution, desenvolvido pela Crytek e Dambuster Studios. O game estava cercado de expectativas, já que foi anunciado em 2014 e ficou em estágio de produção por mais de dois anos. Ao longo deste tempo, fomos recebendo trailers que nos deixaram com muita vontade de jogar, afinal, a proposta da série sempre foi boa e os gráficos chamavam atenção. Porém, a execução neste título vem deixando muito a desejar.

Homefront: The Revolution é um FPS em mundo aberto, com uma Terra alternativa, em que a Coreia do Norte é a maior potência do mundo e desativou os equipamentos eletrônicos dos Estados Unidos. A proposta parecia ser intrigante, profunda e promissora, afinal, este é um cenário praticamente improvável de se tornar realidade. No game, você é Ethan Brady, um americano nascido na Filadélfia que faz parte do grupo de resistência contra o “governo norte-coreano”, que dominou os EUA.

Porém, os problemas já começam aí: Brady não é um protagonista pra lá de carismático e até onde eu consegui jogar, não tem falas. A história começa a se desenrolar sem um pio do protagonista. As primeiras cenas são intensas. Mas essa empolgação acaba no instante em que se começa a ter o controle dele.

A execução do game é recheada de bugs. Trava com frequência, a taxa de quadros cai o suficiente para deixar a experiência bem lenta às vezes. Lembra algumas partidas online de futebol quando se está com lag, porém, offline.

O processo de gerenciamento de armas é confuso o suficiente para se perder. Você monta e desmonta uma pistola, por exemplo, transformando-a em uma metralhadora. Atalhos rápidos de troca de arma existem, mas não é intuitivo. Há opção de criação de itens, como molotovs, e é bem intuitivo para quem já está acostumado com esse esquema.

Texto originalmente postado no site ACESSA.com, com a mesma autoria.
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Os gráficos seguem o padrão da nova geração: cores vívidas, ambientes cheios de detalhes, personagens esteticamente bem feitos. No entanto, o menu é confuso – basicamente é um smartphone – e a barra de energia está escondida e não se destaca quando você está sendo atingido. A Filadélfia do jogo é muito bem construída e é o ponto mais positivo para o jogo.

A história começa a se perder com as missões, que são meio entediantes. Ir de um ponto ao outro, fazendo favores para os NPCs, hackeando objetos e liberando partes do mapa. Aquele trabalho clássico de officeboy.

Homefront também têm problemas com a jogabilidade. Tive dificuldade para mirar com as armas, já que o controle de câmera é descalibrado. Os NPCs se comportam em padrões e é muito fácil escapar deles. Nada como uma fuga da polícia em jogos de GTA ou dos soldados rivais em Metal Gear Solid V: The Phanton Pain.

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Conclusão: Homefront, que chegou por R$ 129,99 para PC e R$ 229,90 para Xbox One e PS4, não vale o que cobra. Os próprios desenvolvedores reconhecem os erros e trabalham para ajustes, mas os problemas são muitos. Jogar um game com o protagonista mudo ainda é tolerável (como The Division), mas algumas modificações precisam ser feitas para o game cair nas graças do público. A sensação que eu tenho é que, com outros títulos na estante aguardando para serem jogados, este vai ficando de lado…

Homefront: The Revolution
Arte: ACESSA.com

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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Lucas Soares
Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem PS4, PSVR e PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, Red Dead Redemption 2 e The Last of Us completam o Top-5.

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