Um celular cheio de funções, uma cornershot (arma que atira para determinados lados), e um enredo de tirar o fôlego. Sim, Get Even, da The Farm 51, distribuído pela Bandai Namco, tem isso e muito mais em uma história sensacional que remete aos consagrados thrillers psicológicos do cinema.

Aqui, você encarna o papel de Cole Black, ex-soldado e mercenário incumbido de inúmeras tarefas e que se vê preso em um hospital psiquiátrico desativado, parecendo ser parte de uma experiência. Retome sua lucidez e embarque nessa aventura: é hora de mais um review do Jornada Geek!

Trama envolvente

O ponto mais forte de Get Even é sua trama. Sem dar spoilers, adianto que o jogo pega referências indiretas que nos remetem a clássicos das telonas. Filmes como Alice no País das Maravilhas e A Origem, de Christopher Nolan, são lembrados imediatamente. Já dá pra imaginar que o enredo não está para brincadeira, certo?

Além dessas influências, o celular utilizado por Black ao longo do jogo, mais importante que as armas, nos remete aos clássicos filmes de James Bond. Isso se deve ao fato de conter inúmeras funções, desde escaneamento de determinados pontos, análise ultravioleta, visão noturna, mapas dos níveis e as já comuns funções de um celular que auxiliam a resolver uma série de puzzles que surgem ao longo das tarefas dadas pela voz misteriosa de Red, que parece ser o criador da tecnologia Pandora.

Get Even
O celular é a ferramenta mais importante do jogo. Foto: Divulgação.

A alta tecnologia de Pandora

O objeto mais intrigante do jogo, a Pandora, é uma espécie de apetrecho hi-tech que permite aos seus portadores retornarem à memórias e sonhos escondidos no inconsciente. Só a partir disso pode-se explorar uma série de questões sombrias da vida de um homem como Black, envolvido em uma série de questões problemáticas. Como dito anteriormente, para não atrapalhar a experiência do jogo, evitarei dar spoilers. Mas já adianto: o game vale a pena.

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A tecnologia de Pandora. Foto: Divulgação.

Alguns problemas de Get Even

A física do jogo em alguns momentos apresentou pequenos problemas, não atrapalhando a jogabilidade no geral, mas que incomoda os mais perfeccionistas (como eu). Além disso, alguns puzzles são colocados fora de hora, cortando o clima trazido pela história.

O game o tempo todo nos pede para evitar a eliminação de inimigos, dizendo que isso trará consequências, algo que não foi comprovado durante a jogabilidade, sendo em alguns casos impossível não eliminar tantos inimigos que surgiam no mapa, não nos dando nenhum sossego. Vai entender…

Get Even
Os belos gráficos tornam o jogo ainda mais interessante. Foto: Divulgação.

Tiro certo

Get Even acerta (e muito) na sua trama, nos gráficos e num ponto essencial para o sucesso de um thriller: a trilha sonora. A cada momento de tensão é perceptível a mudança da trilha, bem como gritos e outros barulhos que se imagina ouvir em um sanatório abandonado. Graças a esses aspectos o jogo nos traz uma profundidade com a qual me deparei poucas vezes enquanto gamer. Seus erros são compensados por isso, mas não apagados. Quem sabe futuramente eles possam ser corrigidos em uma segunda versão? Esperamos que sim!

Nota ótimo

Get Even está disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4, saindo por R$55,99 na Steam, por R$120,00 na loja online da Microsoft, e por R$91,90 na Playstation Store.

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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