FROSTPUNK | Enfrente o frio no fim do mundo

Se você gosta de desafios e jogos de gestão e construção de cidades, o título é ideal!

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Jogos que envolvem gestão geralmente são um pouco complicados, e isso todo mundo sabe. Não é tão simples gerir população, soldados, economia, etc. (a vida real que o diga, não é!?). Isso nos colocou no jogo tema da análise hoje: Frostpunk, desenvolvido pela 11 bit studios, mesma criadora de This War of Mine. Nele, o mundo é levado ao frio extremo, restando pouquíssima esperança para sobreviver.

Se você está curioso pra saber o que esse mundo frio e complicado tem para oferecer, fique ligado em mais uma análise do Jornada Geek!

O frio requer um líder

Em Frostpunk, a situação no gerenciamento chega a um novo nível: o de lidar com o frio extremo que assola a terra. Antes de mais nada, o jogo não tem legendas oficiais, o que é problemático, mas a TriboGamer disponibilizou há poucos dias uma uma tradução bacana, então fica aí uma dica. Digo isso pois é complicado jogar algo desse estilo sem um total entendimento do que se está fazendo – e do que é necessário fazer – afinal, o jogo tem objetivos. Existem três cenários específicos, mas vamos abordar, de forma geral, o que o Frostpunk se propõe.

Em suma, esses objetivos são de satisfazer os anseios da população, sendo dividido em dois aspectos: esperança e descontentamento. Então se prepare para ser duramente criticado ou, até mesmo, deposto. Tomar medidas drásticas e impopulares (é possível empregar crianças!) é uma tarefa corriqueira neste gélido mundo.

Frostpunk
Esperança e descontentamento: saiba jogar o jogo do povo. (Foto: Divulgação)

A aldeia fixa-se ao redor de uma espécie de gerador de calor, que queima carvão, um dos itens primordiais do jogo. Quanto mais a aldeia cresce, mais aprimoramentos a fonte de calor precisa, tendo de alcançar um raio cada vez maior. Em aspectos “realísticos”, o jogo até preza por uma similaridade com a vida humana. Mas isso vai até o momento que surgem as máquinas mega-elaboradas que trazem aquele tom steampunk, mesclando o novo e o velho.

Jogabilidade e as temidas decisões

O jogo consiste, assim como em outros construtores de cidade, em criar prédios específicos para tarefas específicas. Coisas simples que vão desde casas até a fábricas imensas e aquecedores para salvarem a população do frio. Neste ponto, não há grandes diferenças, embora seja necessário analisar as necessidades do povo o tempo todo.

Sobre essas necessidades, eles sempre clamam (e reclamam) de algo que precisam, sendo esse aspecto importante para balancear a esperança e o descontentamento deles. Há de se tomar um cuidado pois, caso esses índices atinjam níveis alarmantes, você poderá ser deposto, acabando assim o jogo. Isso não é muito difícil de acontecer, acredite. Precisa-se de tempo para dominar as dinâmicas (ou eu sou burro mesmo…).

Frostpunk
Uma das árvores de “habilidade” do jogo. Foto: (Divulgação)

Além disso, existem algumas árvores de habilidade que tratam diretamente dos trabalhos e da população no geral, onde você poderá levar seu povo para determinadas discussões, tendo isso impacto direto nos índices já citados. O já mencionado trabalho infantil é um deles. Existe também uma árvore tecnológica, onde será possível otimizar o gerador, criar fábricas, depósitos, etc.

Mais um entre tantos, vale a pena?

Particularmente, Frostpunk me surpreendeu pela proposta quase apocalíptica. Em um momento onde discute-se cada vez mais sobre as questões da nossa camada de ozônio e do próprio clima do planeta, o jogo traz o extremo possível.

Em questão de jogabilidade, Frostpunk manda muito bem em dar a nós, “líderes”, a possibilidade de tomar decisões drásticas “em prol” da população. E bem, em situações extremas, isso não é nada fácil. Há um “quê” de moral ao se escolher, por exemplo, a liberação do trabalho infantil. Mas o jogo quase que nos força a isso. É a vida que o jogo nos dá. Será esse um alerta? Acredito piamente que sim. Aliás, o fato deste jogo nos fazer pensar no absurdo que isso se torna é, no mínimo, interessante.

A proposta é desafiadora e já adianto que não é NADA FÁCIL. Pra isso, eu sugiro tempo e paciência. Afinal, se fosse tão simples assim, Frostpunk não teria a graça que tem. A graça dele consiste, basicamente, em superar o desafio da gestão em um momento tão extremo como esse. Ou seja, se você gosta de desafios e jogos de gestão e construção de cidades, o título é ideal!

Nota ótimo

Frostpunk está disponível exclusivamente para PC, via Steam, e GOG.com por R$ 57,99, e na Microsoft Store, por R$ 54,95. No Metacritic, o game ficou com a excelente média de 84 pontos. Não há previsão para o jogo ser lançado para consoles.

*Cópia fornecida pela desenvolvedora.