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For Honor: Marching Fire | Voltando à batalha com força total

Expansão ressuscita o game com novos modos de jogo

Quando foi lançado, em fevereiro de 2017, For Honor tinha uma ideia original e ambiciosa. A Ubisoft criou um jogo de luta com mecânicas únicas, onde estratégia é o principal para sair vitorioso. Unido a uma ambientação atraente, o jogo despertou a curiosidade de muitos, incluindo eu.

Lembra quando você era criança e assistia a filmes como o Último Samurai ou Coração de Cavaleiro? Então você e seu amigos nerds passavam horas discutindo quem ganharia uma luta entre um cavaleiro ou samurai?

For Honor é exatamente isso.

Não, For Honor não um jogo sobre três pré-adolescentes discutindo sobre seus personagens preferidos. É sobre esses guerreiros de culturas distantes se enfrentando em batalha. Inicialmente, o jogo contava com três fações: Cavaleiros, Samurais e Vikings. A grande novidade da expansão Marching Fire, fruto dessa análise, é a introdução de uma nova fação: os guerreiros chineses chamados Wu-Lin.

Mas essa é apenas a ponta do iceberg. For Honor: Marching Fire mudou o jogo drasticamente para apenas uma expansão.

Sempre foi sobre combate

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É engraçado pensar nisso, mas não existem muitos jogos que possuem como foco principal o combate com espadas e armas do gênero. Apesar de ser um tema muito recorrente na cultura pop através de livros, séries e filmes, em videogames a parte técnica da luta é removida para dar espaço a um sistema mais leve e, consequentemente mais divertido.

For Honor abandona esse conceito e parte para uma aproximação muito mais complexa. Aqui, guerreiros se enfrentam de igual para igual, e o mais habilidoso é o vencedor.

For Honor: Marching Fire
Foto: Divulgação

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Com foco total no combate armado, o game passa uma certa dose de realismo, com inimigos controlados por IA aparando ataques, fazendo fintas e esperando que você, o jogador, dê uma abertura para ele atacar, quando em 99% dos jogos acontece o contrário.

Onde a Ubisoft pecou?

Obviamente, ao ver todas essas qualidades, o trailer e os primeiros gameplays de For Honor me fisgaram. Porém, ao chegar no primeiro beta do jogo, fui recebido com um balde de água fria. Um sistema de progressão que exigia muito grind e o foco quase 100% no PvP me afastaram do jogo.

For Honor: Marching Fire
Foto: Divulgação

Não foi por falta de tentativas. Várias vezes liguei o console cheio de vontade de jogar por algumas horas, e, logo após umas três partidas, já o desligava. Em teoria, eu queria jogar For Honor, mas na prática não conseguia me encantar com o game.

Esses não eram os únicos problemas. Os personagens, divididos em classes, traziam outro agravante. Antes eram poucos, com três para cada clã. Isso foi melhorando com o lançamento, com novos personagens sendo acrescentados a cada temporada do jogo (mas você precisava pagar por eles para usá-los imediatamente).

For Honor: Marching Fire
Foto: Divulgação

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O que era para ser a solução, complicou ainda mais: classes desbalanceadas. Algumas classes e mecânicas do jogo criavam situações muito vantajosas para os jogadores, que acabavam abusando do seu uso. Com isso, muitas vezes as lutas se resumiam a usar um só golpe/estratégia, quebrando a partida por completo.

A reformulação total de Marching Fire

Depois de muitos patches, a Ubisoft colocou ordem na casa. As classes estão mais balanceadas, e o ambiente de jogo é muito menos tóxico que há um ano. Os gráficos também passaram por uma melhoria, chegando bem mais perto dos trailers de anúncio o jogo (esse update veio para todos que possuem uma cópia do jogo, mesmo que não tenham a expansão). Mesmo assim, ainda faltava alguma coisa.

For Honor: Marching Fire
Foto: Divulgação

O que faltava chegou em Marching Fire: o modo Arcade. Nesse modo de jogo PvE, novas missões são criadas com diversos bônus que dão vantagens aos inimigos, fraquezas ao seu personagem e pequenos modificadores que mudam a maneira com a qual você deve encarar os adversários.

A melhor coisa deste modo é que você pode pegar qualquer herói e aprender a jogar com ele fora do PvP. Todos os equipamentos que você ganha no modo Arcade podem ser usados no Multiplayer. Assim, você treina com um personagem e ao mesmo tempo o evolui para levá-lo ao modo PvP de For Honor. O Arcade pode ser jogado sozinho ou com amigos, em modo cooperativo.

E falando em PvP, também temos um novo modo: Invasão. Aqui, você deve invadir ou defender um castelo e seu lorde, em equipes de 4 contra 4. É bastante parecido com o antigo modo multiplayer (que ainda permanece disponível), mas o fato de você ter que contribuir para o avanço das tropas ou repelir os exércitos inimigos torna tudo muito mais divertido.

Novo clã: os Wu-Lin

Marching Fire marca também a chegada dos Wu-Lin, um clã totalmente inédito. Com isso, quatro novos heróis estão disponíveis: o monge Shaolin, com seus movimentos acrobáticos e bastão; o Tiandi, protetor real da espada; O Jiang Jun, general do exército da China antiga; e a Nuxia, assassina e guarda-costas treinada com a espada de gancho.

Os novos personagens são bastante distintos, trazendo grande variedade ao jogo. Mesmo quem já é veterano, vai precisar praticar bastante para se acostumar aos novos movimentos dos Wu-Lin.

Marching Fire dá vida nova a For Honor

Por muito tempo, For Honor era um jogo com potencial, mas que não entregava a diversão necessária para te prender. Hoje, ele finalmente parece completo. Marching Fire é uma excelente oportunidade para novos jogadores entrarem de cabeça e para veteranos voltarem para um jogo completamente renovado.

Nota ótimo

A expansão Marching Fire pode ser adquirida por R$99,99 para Xbox One e PlayStation 4, e R$79,99 para PC. Os jogadores que ainda não possuem o game podem comprar For Honor Marching Fire Edition, versão que inclui tanto o jogo base quanto a nova expansão, e custa R$199,99 para consoles e R$159,99 para PC.

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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