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Darksiders III | O novo nem sempre é bom…

A história de Fury é boa, mas esbarra em uma jogabilidade confusa

Logo de cara, quando abri Darksiders III, ficava tentando imaginar o que me esperava. A franquia da THQ Nordic é conhecida por sua simplicidade, gráficos bonitos (e leves, diga-se de passagem) e uma jogabilidade sem muito rodeios. A história do antecessor, feito há seis anos, era bastante cativante, então logo fui esperando um grande enredo com uma jogabilidade simples, mas bastante funcional.

Mas toda vez que colocamos certas expectativas nas coisas da vida, podemos nos decepcionar, não é mesmo? Será esse o caso de Darksiders III? Confira mais uma review aqui, no Jornada Geek!

Os sete pecados capitais

Em Darksiders III, misturam-se lendas e personagens conhecidos. Desta vez, a protagonista, Fury (Cólera, em português), uma Cavaleira do Apocalipse e Nephilim (filha de um cruzamento entre anjos e demônios) parte em uma missão para enfrentar e derrotar os Sete Pecados Capitais (Gula, Luxúria, Avareza, Ira, Soberba, Preguiça e Inveja). Além disso, a personagem encontrará Construtores, humanos e outras tantas espécies por sua jornada.

Na hora em que percebi a sacada genial de mesclar anjos, demônios, pecados e tudo mais, adorei a história e fui me envolvendo nela. Porém, em poucos minutos de jogo foi impossível não perceber a semelhança da nossa anti-heroína (seria esse o caso?) com o aniquilador Kratos dos jogos mais antigos de God of War, sobretudo pela semelhança das armas utilizadas e golpes em geral. Pra mim, até é uma boa referência a se fazer, mas parece que aqui faltou dar uma diferenciada.

Darksiders 3
Kratos, é você!? (Foto: Divulgação)

Gráficos, trilha sonora e jogabilidade

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Seguindo a tendência do título anterior, Darksiders III não teve mudanças muito bruscas nos gráficos. Claro, eles estão mais polidos e bem feitos, mas o estilo segue muito próximo. Pra mim, um grande acerto da desenvolvedora, sobretudo pela possibilidade do game rodar em máquinas mais modestas.

A trilha sonora do jogo é muito interessante e segue bem os momentos de maior tensão. Em alguns momentos, me lembrava novamente God of War. Os efeitos de som também são muito bem executados e dão uma elevada no nível do jogo. A dublagem, sobretudo da protagonista (mesmo sendo em inglês, mas com legendas em português), é muito bem feita. Esses pontos podem parecer banais para alguns, mas causa um poder imersivo muito interessante para a trama apocalíptica de Darksiders III.

Darksiders 3
Os belos gráficos de Darksiders III. (Foto: Divulgação)

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Agora, a famigerada jogabilidade. Nesse aspecto, parece que o jogo piorou. Darksiders II, por exemplo, era um jogo tranquilo de ser jogado. Era até gostoso. Seu sistema era intuitivo, esquiva e golpes eram fáceis de se dominar (sem tornar o jogo em algo muito fácil). Na nova versão, senti que nesse aspecto a desenvolvedora não mandou tão bem assim. O jogo ficou bem mais difícil, o que não seria tão ruim, se não destoasse tanto dos anteriores.

Em alguns momentos eu me sentia em um Dark Souls mais colorido (e olha que nem sou tão ruim assim). Os checkpoints não salvam antes de alguns desafios mais complicados como sub-bosses ou puzzles que apareciam sem um tutorial mínimo para orientar os jogadores de primeira viagem. Em um dado momento, fui cercado por diversos inimigos e não pude nem reagir. A esquiva não era efetiva e, por mais que eu fugisse, os monstros me jogavam de volta pro meio do samba. E isso aconteceu em diversos momentos… E nesse ponto, acho que o jogo poderia oferecer mais opções, como um botão de defesa.

Darksiders 3
Este ser maldito me deu foi dor de cabeça… (Foto: Divulgação)

Veredito

Se a história (e sua protagonista bolada), os gráficos e até mesmo a trilha sonora e os efeitos de áudio de Darksiders III são bons, a jogabilidade deixa a desejar. Mesmo seguindo a premissa de simplicidade dos jogos anteriores, deixa a desejar por não dar um pouco mais de opções para os jogadores. A já citada defesa, por exemplo, nos pouparia de poucas e boas. Parece que esse aspecto ficou esquecido e os combates épicos vistos anteriormente se dissiparam em momentos de tensão e frustração. E tudo que tinha pra ser simples, torna-se complexo. Posso até estar sendo exagerado, mas o jogo parece ter tomado um caminho mais tortuoso por conta dessas questões.

De toda forma, acredito que, ainda assim, Darksiders III tenha um certo potencial. O título esbarra no posto de “grande”, mas ainda falta esforço da produção para atingir um nível acima. Sua simplicidade, desta vez, saiu cara demais. Mesmo com aspectos básicos (bem básicos mesmo) de RPG, o jogo não fugiu muito do que era visto antes, a não ser pela questão da jogabilidade. Talvez esses detalhes possam ser corrigidos nesta versão, ou até mesmo em uma possível continuação.

Nota bom

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Darksiders III tem o lançamento marcado para esta terça-feira, 27, com versões para PC, via Steam e Nuuvem, Xbox One e PlayStation 4. As mídias físicas chegam ao Brasil na sexta, 30, produzidas pela Ecogames.

*Review elaborado usando a versão de PC do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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