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Boundless | Um novo sandbox

O game conta com crossplay entre computadores e PS4

A indústria gamer está cada vez mais repetitiva em suas fórmulas de jogo, e isso todo mundo sabe. Desde o estouro de Minecraft, jogos no formato sandbox se espalharam nas prateleiras. Isso necessariamente não é ruim, mas cria uma série de jogos semelhantes – embora com enredos e possibilidades totalmente diferentes. E isso pode até surpreender. E Boundless, jogo produzido pela Wonderstruck para PC, Mac e PlayStation 4 (com crossplay, inclusive), é mais um título feito nessa pegada.

Mas o que há de novo nesse game que o diferencie dos já consagrados no mercado? Se você está curioso, fique ligado em mais uma análise aqui no Jornada Geek!

Mais um sandbox?

Em Boundless, a primeira coisa que percebi foi a semelhança com Minecraft. Seria hipocrisia se eu não falasse isso. Porém essa semelhança vai se distanciando com as experiências que fui tendo ao longo da jornada. Logo de cara, percebi um sistema de assentamento, onde é possível ver propriedades de jogadores ao longo do imenso mapa, na qual você tem acesso limitado. A partir dessas “casas”, foi possível perceber os jogadores se aglomerando em pontos estratégicos para coletar água, comida e minerais preciosos para a elaboração de ferramentas, algo que esbarra novamente em outros tantos jogos do estilo.

Mas a experiência vai um pouco além. Mercados são consolidados e até mesmo amizades podem ser feitas entre os planetas. Sim, entre os planetas! Em Boundless, é possível a criação de portais para viajar para outros pontos do universo, em uma mecânica bastante interessante e simples. Ou seja, você poderá visitar mundos com paisagens completamente diferentes, com características e riquezas únicas. Aliás, essas riquezas podem ser comercializadas, constituindo uma rota intergalática que pode beneficiar a vários jogadores. Nesse aspecto, me vejo transportado para as grandes capitais de Ragnarok, onde virava noites com minha tendinha de venda – sendo este aspecto um ponto muito bacana do game.

Boundless
A cidade, local de interações (e tretas) infinitas. (Foto: Divulgação)

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Só por esses aspectos citados acima, dá pra perceber que a pegada de Boundless é muito mais voltada para a interação do que em outros títulos congêneres. Mas existem mais distinções por aí. As que mais me chamaram atenção foram as loot boxes recebidas ao longo dos níveis alcançados, que entregam materiais e itens de diferentes qualidades além de cubits, uma espécie de moeda com a qual é possível comprar seus lotes (ou plots, como é citado no jogo) e outras coisas. Nesses espaços, você poderá construir e guardar coisas sem ser importunado.

Gráficos e jogabilidade

Que Boundless tem gráficos melhores do que Minecraft, e isso é fato. Além disso, as criaturinhas do jogo são muito mais simpáticas (e redondas) que um personagem de cabeça quadrada em um mundo completamente… quadrado. O mundo de Boundless é ainda um pouquinho menos quadrilátero, e isso já é um alívio – embora a dinâmica de coleta de recursos e construção seja bem parecida com outros sandboxes.

Ou seja, se você já teve alguma experiência em títulos congêneres, saberá que aqui a coisa inicialmente se repetirá: você vai cavar, pegar madeira, comida, criar um forno, etc. Todo início é sempre lento, ainda mais quando deve se começar a levar em consideração as peculiaridades e ferramentas únicas de cada game. É dose, mas faz parte. Inicialmente, não há muita ação, mas muita exploração. Me sentia quase um Bear Grylls intergalático,  perdido em um mundo sem ter e nem saber para onde ir… Mas logo fui me achando e falando com outros jogadores, algo que me fez gastar boas horas na frente do computador. E olha que eu poderia ter explorado muito mais. Aliás, jogos com tantos mundos assim são um perigo. Quanto mais você vai vendo, mais quer ir conhecendo.

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Boundless
Um dos tantos mundos de Boundless. (Foto: Divulgação)

Há também uma aproximação com os RPG’s que afasta Boundless dos demais jogos. O jogo traz uma árvore de habilidades que pode ir sendo desenvolvida de acordo com os níveis. Nela, você pode aprimorar atributos como, por exemplo, saúde ou agilidade. Há também a possibilidade de se desbloquear atributos considerados “épicos”, que são mais do que apenas habilidades, sendo também alguns deles executados passivamente.

Por último, mas não menos importante, vale a pena falar da morte no jogo. Ela conta com um peso muito menor, onde o jogador não perde seus itens, mas “apenas” 50% de experiência. Com isso, as opções de exploração podem ser mais pesadas, valendo a pena correr os riscos que seus variados mundos oferecem.

Boundless
É bem fácil se perder por lugares assim. (Foto: Divulgação)

Veredito

Boundless ficou em desenvolvimento desde 2014 e parece mesmo ter buscado uma maneira de sair da mesmice. Mantendo o melhor do gênero, é um jogo simples – embora eu tenha sentido a ausência de um tutorial mais bem elaborado. De toda forma, a Wonderstruck conseguiu fazer um bom (e bonito) trabalho, sem cometer exageros nas opções – coisa que deixa muitos jogadores perdidinhos.

Ainda pouco conhecido no mercado, o título merece maior atenção. O seu crossplay entre computadores e PS4, por exemplo, é um ponto que deve ser ressaltado, mostrando a atenção da desenvolvedora para mesclar o mundo dos PC’s e dos consoles e assim consolidar a população do jogo, ponto tão importante.

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Nota ótimo

Boundless não com uma média no Metacritic, mas 73% dos jogadores da Steam o avaliaram positivamente. Não indo muito com essa corrente, acredito que o jogo é melhor do que isso e oferece uma experiência divertida, mesmo com todos os seus clichês. Para os fãs do estilo sandbox, é uma escolha muito boa e audaciosa.

*Review elaborado usando a versão de PC do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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