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AGENTS OF MAYHEM | Quando a surpresa é (muito) boa

Com uma grande variedade de missões principais e secundárias, o título rende muitas horas de jogo, compensando o fato de ser single-player

A desenvolvedora Volition revelou no meio de 2016 o desenvolvimento de Agents of Mayhem, mais um jogo de mundo aberto e single-player, no mesmo universo da franquia Saints Row. Confesso que, após assistir aos primeiros trailers, minha expectativa não era das melhores.

Mas, mais de um ano depois do anúncio, Agents of Mayhem foi lançado pela Deep Silver. Testamos por muitas horas e podemos garantir que a surpresa foi muito boa! Quer saber mais? Prepare suas armas, agente. É hora de mais uma review do Jornada Geek!

Terror contra terror

Para começarmos a explicar Agents of Mayhem, precisamos falar de duas coisas antes. Quem são esses tais agentes e o que eles fazem. A MAYHEM é uma agência “responsável” por combater a LEGION, uma organização criminosa que tomou controle do mundo após obter acesso à tecnologia de matéria-escura e teletransporte. Em uma bela noite, também chamada de Noite Demoníaca, esses camaradas resolveram agir contra o planeta inteiro, tomando para si cidades, comércios e, claro, assustando pessoas inocentes, que nada tinham a ver com a história.

Vendo tudo fora de controle, a Ultor Corporation forma uma nova iniciativa antiterrorista e convida a ex-ministra da LEGION, Persephone Brimstone, para se unir à MAYHEM e combater o terrorismo da LEGION. Ela rouba a tecnologia dos malvados vilões e consegue replicá-lá para seus agentes (a maioria com moral duvidosa). A trama não vai ganhar nenhum prêmio de melhor roteiro por aí, mas funciona e faz o game andar.

Agents of Mayhem
Dr. Babylon, um dos supervilões da LEGION. (Foto: Divulgação)

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Pois bem, já começamos a entender o que são os Agents of Mayhem e o que eles fazem. Mas a loucura de se combater maníacos atirando com armas a lasers não poderia ser tão simples. No jogo, temos 12 agentes, totalmente controláveis, com armas, características e personalidades próprias. Cada um com sua própria motivação para combater a LEGION (explicada em suas missões individuais, vale ressaltar). Cada um com sua própria pirotecnia/arma particular. A Mayhem, é bom lembrar, opera livremente pelo mundo. Isso significa que você pode andar pelas ruas atirando em pessoas inocentes sem ser perseguido por ninguém, não que isso seja divertido.

Se Saints Row foi uma sátira aos jogos de mundo aberto, a Volition caprichou mais ainda em Agents of Mayhem. O jogo é engraçado, divertido e cheio de referências e piadas. Acompanhar as discussões entre os próprios agentes é, por vezes, mais engraçado do que realizar as próprias missões!

A hora de explodir coisas

Bom, logo nos primeiros minutos de gameplay, já podemos conferir um pouco do nosso arsenal. Controlando o Esquadrão Franqueado (sim, o jogo é legendado em português!), temos Hollywood, Hardtack e Fortune para brincar. As primeiras missões funcionam como tutoriais que vão nos ensinar como explorar as habilidades individuais de cada agente, o que fazer para evoluí-los e qual a melhor forma de jogar.

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O legal é que em Agents of Mayhem você não começa com todos os personagens desbloqueados. É preciso avançar no jogo, realizando missões individuais para que eles se tornem jogáveis. À medida que você vai avançando, também consegue realizar as missões dos outros esquadrões, revelando as motivações que cada um teve para se juntar à Mayhem e como foram se formando os esquadrões. A história de muitas pontas soltas vai se encaixando aos poucos.

Agents of Mayhem
Fortune, uma nem tão simpática ex-pirata. (Foto: Divulgação)

Além disso, todos os 12 agentes têm uma enorme variedade de combinações em seu arsenal. Com um estilo bem puxado do RPG, você usa pontos para melhorar os atributos individuais, além de personalizar armas e habilidades especiais de cada um. Assim, você consegue montar um esquadrão bem do seu jeito. São muitas opções e funciona perfeitamente bem.

Montado seu time, é hora de se mobilizar e ir às ruas. Apesar da equipe ser formada por três agentes, você só controla um por vez. Os outros ficam à um botão de trocar de lugar, nada muito complicado. O formato traz mais dificuldade, afinal, é muito mais complicado enfrentar uma legião (perdoa o trocadilho) sozinho do que em grupo!

E, falando em dificuldade, o game também oferece dificuldade progressiva. O próprio sistema ajusta o nível do game de acordo com o nível dos seus agentes. Mas, se achou difícil, basta voltar ao anterior. Quanto mais alto, maior a recompensa.

Partiu, Seul!

Agents of Mayhem é situado em uma Seul (Coréia do Sul) fictícia. Temos carros futuristas super maneiros para dirigir e roubar de pedestres indefesos em um mapa relativamente grande. São cinco regiões em que você poderá desbloquear o ponto de viagem pra facilitar sua vida.

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Além de horizontal, a Seul virtual é bastante vertical. Com todos os agentes com habilidades de pulo triplo, escalar telhados é uma tarefa importante para encontrar recursos. A melhor parte? Cair não dá nenhum dano.

Agents of Mayhem
Único bigode POSSÍVEL. (Foto: Divulgação)

Ainda no mapa do jogo, temos muitas coisas para fazer. Além das missões de campanha, temos atividades extras, que funcionam como missões secundárias. Elas vão te ajudar a subir o nível da agência, ganhando XP, dinheiro e desbloqueando mais habilidades para seus agentes.

No seu HQ, chamado aqui de ARK, você encontra personagens secundários que te auxiliam a entender história e missões. São os agentes de apoio, responsáveis pelos carros da equipe, arsenal, treinamento e inteligência. Em nosso ARK, ainda podemos enviar personagens para fazer missões pelo mundo, embora não controlemos eles nestes momentos, apenas para pegar recursos em troca de informações, obtidas dentro dos covis da LEGION.

Nem tudo é perfeito…

Apesar de Agents of Mayhem vir caminhando bem até o momento, é hora de falar dos problemas do jogo. Tecnicamente não tenho muito a me queixar. O jogo se comportou bem em meu computador com gráficos no Alto, me apresentando uma cidade bem construída. Os loadings são curtos e a taxa de quadros se manteve estável, mesmo em momentos com muitas explosões. Sobre o estilo dos gráficos, eles me agradaram. Simples, bonitos e eficientes. As cutscenes ainda são em formato de desenho animado!

Porém, é importante dizer algumas coisas. Vários assets são repetidos no jogo. Os covis da LEGION são praticamente idênticos, mudando somente as portas que vão nos levar à saída e o tamanho, para repetir mais locais. Por dentro, são incrivelmente semelhantes.

Agents of Mayhem
Hammersmith, mais um supervilão da LEGION. (Foto: Divulgação)

Apesar de termos uma enorme variedade de missões, a cidade é “morta”. Poucas pessoas andam pela rua. Isso é meio bizarro, e é algo que sempre me incomodou em jogos como Grand Theft Auto e Watch_Dogs.

Outra coisa notável, negativamente, é a direção. Os veículos são “quadrados”, e não passam a sensação de velocidade ou de que estão fazendo a curva. É algo que poderia receber uma atenção maior da produtora em uma atualização futura.

Operação: Diversão – Missão concluída!

Agents of Mayhem teve uma proposta bem clara desde que foi anunciado: trazer diversão aos jogadores. E isso o jogo faz com excelência. Com uma grande variedade de missões principais e secundárias, o título rende muitas horas de jogatina, compensando o fato de ser single-player.

Com muitas opções de personalização, o novo jogo da Volition ainda conta com recursos como dificuldade progressiva, um mapa grande e estímulo suficiente para liberar todos os agentes, afinal, só assim conheceremos a história completa do game.

Os problemas existem e não podem ser ignorados. Mas, diante de tantas outras qualidades, só nos resta dizer que o game é…

Nota ótimo

Agents of Mayhem ficou disponível nesta terça, 15, para PlayStation 4, Xbox One e PC, via Steam. Na versão de computador, o jogo é encontrado por R$ 105,99. Já as versões de console estão à venda por R$ 249,90.

*Review elaborado usando a versão de PC do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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Lucas Soares
Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem PS4, PSVR e PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, Red Dead Redemption 2 e The Last of Us completam o Top-5.

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