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Aftercharge | Pane no sistema

Um jogo com potencial, mas que precisa de melhorias

Aftercharge é o terceiro título da Chainawesome Games e teve como embrião o projeto desenvolvido durante uma maratona de criação de games em 48 horas, lá em 2015. O protótipo tinha visão top-down, como o outro game da desenvolvedora, Knight Squad, só que desta vez a equipe queria algo com mais apelo competitivo e mudou a perspectiva para primeira pessoa. 

Mas será que essa proposta deu certo? Descubra qual foi o resultado dessa mudança total de perspectiva em mais uma análise do Jornada Geek!

Invisibilidade e gameplay

Para não ficar no escuro, há uma historinha motivadora: os tais extratores de energia fazem a mineração de Quanta, um tipo misterioso de energia encontrada no planeta distante chamado Dusk 11. Resumidamente, robôs foram enviados para Dusk 11 e deveriam extrair a energia. Estes robôs, chamados Workonics, tinham tecnologia de invisibilidade para evitar espionagem industrial. Contudo, a Aftercharge Corporation resolveu desativar o lugar por muito tempo até um forte terremoto liberar uma enorme quantidade de energia Quanta, capaz de reativar os Workonics dormentes – mas, desta vez, com a missão de destruir os extratores. Ao perceber a rebelião, a empresa resolveu mandar uma força-tarefa para conter a revolta e manter a ordem, composta pelos Enforcers, na tentativa de preservar suas instalações.

Assim, as partidas assimétricas representam a guerrilha entre Workonics e Enforcers e têm foco nos seis extratores de energia de cada um dos quatro mapas – Quarry, Refinery, Glacier e Sanctuary. Eles são os poucos e típicos ambientes que poderíamos esperar: uma mineradora, um local industrial, um mapa glacial e um mapa no deserto com um pequeno oásis. O time de Workonics deve destruí-los, enquanto o time de Enforcers deve protegê-los. São três jogadores para cada lado e eles devem usar de muita cooperação e comunicação para vencer em Aftercharge – somadas a um mínimo de coordenação motora, claro.

Aftercharge
Destruir os extratores de energia é o objetivo dos Workonics (Foto:: Divulgação)

Como a única arma dos Workonics são os próprios punhos e socar as coisas, sua capacidade de ficar invisível é o “algo a mais” que dá equilíbrio ao jogo e que torna as coisas interessantes. Dez socos são necessários para destruir cada extrator de energia e, a cada soco, a invisibilidade é desarmada por alguns segundos, deixando o robô exposto aos Enforcers. Não fosse o suficiente, os Enforcers possuem armas e estão equipados com um Rayvealer, uma bugiganga cuja função é tornar os robôs visíveis quando estiverem por perto e colando um raio perseguidor neles. Quando um robô é nocauteado, outro parceiro pode chegar perto para reativá-lo; caso os três Workonics sejam derrubados, a vitória vai para os Enforcers.

Mais além: classes e estratégia

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Cada uma das facções conta com cinco classes. Uma sexta classe está prometida na próxima atualização, tanto para Workonics quanto para Enforcers. Os primeiros receberão Cannon, que atira bolas energizadas para danificar os extratores a distância, enquanto os fiscalizadores receberão Buster, que detecta robôs de longe. Os seis Workonics (Bubbles, Glitch, Cyclops, Turbo e Buddy) possuem modelos próprios e a habilidade especial de cada um é, respectivamente, gerar um escudo, destruir componentes deixados por Enforcers, cegar adversários, acelerar o próprio movimento por algum tempo, e dar invulnerabilidade temporária aos parceiros. Estes poderes são conhecidas como Overcharge Abilities, e precisam de cargas de energia que podem ser enviadas entre membros da equipe, algo que torna ainda mais profundo o fator estratégico do game.

Aftercharge
Enquanto os Enforcers devem impedir os Workonics (Foto: Reprodução)

O outro lado também possui suas seis classes, pois os Enforcers (Striker, Liquidator, Builder, Huntress e Tinker) contam, respectivamente, com rifle automático, dupla de pistolas, escopeta, sniper e submetralhadora. Dentre as habilidades extras estão granadas contra invisibilidade e bombardeio aéreo, projéteis teleguiados, criação de bloqueios e unidades de reabastecimento de energia, colocação de armadilhas e roubo de cargas dos Workonics e capacidade de colocar jump pads para auxiliar os companheiros.

A variedade dá ao game uma sensação parecida com aquela de jogar Team Fortress. Cada personagem, com suas habilidades exclusivas, cumpre um papel único durante um combate. Uma equipe bem coordenada dificilmente será batida por outra que seja montada ao acaso. Como cada uma das classes possui habilidades, a jogabilidade também é diferente. Algumas são mais fáceis de controlar, enquanto outras requerem mais experiência.

Aftercharge
A invisibilidade dos Workonics é a sacada de Aftercharge. (Foto: Divulgação)
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Se estratégia e jogo em equipe são fundamentais, o ritmo será ditado pela qualidade e estilo de seus jogadores, podendo variar de monótono a hiperativo. Estar em um time desentrosado ou não saber o que fazer atrapalha bastante e, para contornar este problema, Aftercharge apresenta duas lições para ensinar como jogar com Workonics e com Enforcers. As duas primeiras partidas serão jogadas contra a inteligência artificial da própria máquina, para ganhar ritmo antes de cair nos modos online contra jogadores.

Lanternagem: gráficos e som

Mais além da simplicidade no formato 3×3 e da história boba, que serve apenas como pano de fundo para a situação toda, há um problema maior no game da Chainawesome… Se a mecânica de classes pode lembrar Team Fortress 2, parece que os gráficos também buscaram inspiração por aí. O estilo cartunesco dos personagens e as texturas chapadas lembram o título da Valve, porém não existe o mesmo cuidado.

Aftercharge | Pane no sistema
Trabalho em equipe é crucial para conseguir a vitória. (IMAGEM: Reprodução)

As animações e diversidade de personagens estão bem trabalhadas e os gráficos servem seu propósito sem brilhar. O maior incômodo está no som, praticamente inexistente ou esquecível. Os efeitos sonoros, além de repetitivos e irritantes, parecem ter saído de uma versão barata daqueles filmes que plagiam a Pixar.

Veredito

O conceito de Aftercharge é interessante e certamente encontrará um público dedicado se o game for atualizado e ganhar mais cenários e modos. Há substância no meio disso tudo que pode ser explorada. Contudo, a falta polimento em diversos aspectos, o mais gritante deles em seus efeitos sonoros, pesa contra o título. Muito provavelmente, aqueles que curtirem o estilo serão obrigados a viver em um ambiente online nivelado pelo alto, extremamente competitivo, tal qual o desejo original dos desenvolvedores. É difícil recomendar games que são exclusivamente online, mas, se puder, é melhor continuar com Splatoon ou Team Fortress 2 – só para citar alguns que não fogem tanto da proposta.

Aftercharge | Pane no sistema

Aftercharge está disponível em formato digital pela Steam, por R$ 36,99, e para a família de consoles Xbox One, por R$74,95, além de fazer parte do programa Xbox Game Pass. Uma versão para Nintendo Switch está prometida, com lançamento previsto durante o outono brasileiro. No Metacritic, o jogo teve média de 69 pontos na versão avaliada.

*Review elaborado usando a versão de Xbox One do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

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