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SNIPER GHOST WARRIOR 3 | “Não há guerra mais mortal do que aquela entre irmãos”

Shooter militar da CI Games traz mais pontos positivos do que negativos, e é uma boa para fãs do gênero

Sniper Ghost Warrior 3 chegou no último dia 25 de abril, com a promessa de criar a mais completa experiência sniper já vista em videogames, tamanho seria o realismo prometido pela empresa ao apresentar um atirador de elite: ser um guerreiro, um atirador e um fantasma, daí o nome que deu origem a série.

O terceiro episódio de SGW é o primeiro título AAA da CI Games, desenvolvedora e publisher do jogo, saindo para PlayStation 4, Xbox One e Windows PC. Os dois jogos anteriores passaram sem muito brilho e espaço pela prateleira de muitos gamers, que assim como eu, foram apresentados à série somente agora. E se você tem dúvidas sobre dar uma chance ao shooter, espero te ajudar agora, em mais uma crítica do Jornada Geek!

Patriotismo e traição

Em Sniper Ghost Warrior 3, você está na pele do atirador de elite Jonathan North. Logo no início da trama, após o tutorial para aprender as mecânicas do jogo, Jonathan e seu irmão Robert são capturados e separados. Quando  retoma o controle do personagem, Rob se foi e sua missão é descobrir o que aconteceu com seu irmão mais novo.

Jon faz parte da JSOC (Joint Special Operations Command – Comando de Operações Especiais Conjuntas), um grupo de operações especiais que vai ter a companhia de Lydia Jorjadze, um antigo caso romântico do protagonista, e peça fundamental para o entendimento da narrativa. É legal que os perfis de todos os personagens, acessados pelo menu, contém informações relevantes, que vão ajudar a entender melhor a trama.

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Para evitar spoilers aos nossos leitores, vamos resumir que a história central de SGW3, apesar de batida, é bem elaborada. É envolvente, tem personagens marcantes ao longo dela e com algumas reviravoltas bem legais. O que deixou a desejar foi o final, que destoou de toda a construção feita ao longo do jogo. Foi um encerramento digno, mas a forma como foi apresentado foi corrida demais.

Sniper Ghost Warrior 3
Foto: Divulgação

A República da Georgia

SGW3 se passa no leste europeu, na República da Georgia, que vive uma guerra civil contra os Líderes Separatistas que estão desestabilizando o país. Apesar da proposta, em nenhum momento você se sente em um ambiente de guerra. Os inimigos não te incomodam nos três mapas de mundo aberto do jogo, só aparecendo em locais pré-definidos já pela equipe de programação.

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Os gráficos do jogo também não agradam. Apesar da ambientação bonita, as feições dos personagens é antiga, lembrando os últimos jogos da geração passada. A maioria dos NPCs tem rostos genéricos (pra não dizer iguais), ou estão com a cara coberta por toucas e capacetes.

O jogo também apresenta alguns bugs gráficos. Assets que não carregam corretamente, uma câmera maluca em primeira pessoa que às vezes te faz enxergar através das paredes e montanhas, entre outras coisas menores. Escalar, por exemplo, muitas vezes parece um teletransporte. Eu joguei na versão 1.0.3 do PlayStation 4 e, pelo que vi nas redes sociais, a publisher já corrigiu muita coisa com os patchs. É de se ressaltar, também, as péssimas animações das killcams, que jogam o inimigo no chão como  sacos de batata.

Sniper Ghost Warrior 3
Foto: Divulgação

Experiência completa

Enfim, chegou a hora de falarmos da jogabilidade do jogo. SGW3 realmente traz uma imensa gama de personalização de armas e acessórios para melhorar a experiência do jogador. São muitos tipos de miras, pentes, silenciadores e armaduras, tudo para buscar dar mais realismo ao jogo.

Esse realismo é interessante porque o jogador é diretamente afetado pelas mudanças climáticas do jogo. Se está em um local que chove ou que venta muito, suas balas não vão acertar o centro da mira. Ponto interessante. Outro ponto de destaque é a facilidade de se entender o menu e a árvore de habilidades. Tudo é bem simples de mexer e intuitivo.

Por outro lado, é impossível não falar da jogabilidade de Sniper Ghost Warrior 3 sem citar os loadings gigantescos quando inicia-se o jogo ou quando muda-se de mapa. Ao que parece, o videogame carrega o mundo por inteiro, otimizando viagens rápidas e a movimentação ingame. Há pontos positivos e negativos nisso, mas eu não gosto.

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Sniper Ghost Warrior 3
Foto: Reprodução

Falando em demora, não dá para acessar as missões diretamente pelo menu. É preciso ir à uma das casas seguras do jogo (via viagem rápida, por exemplo), entrar no laptop de Jon e selecionar a missão. Tem uma explicação: com recursos escassos e caros, é uma boa planejar como vai agir na próxima tarefa.

Durante as 26 missões que compõe a história principal, é impossível não notar que não há uma repetição nelas. A variação entre usar as habilidades de sniper, fantasma e guerreiro de Jon são muito bem exploradas nisso. Tem missão onde um tiro de longe no alvo já resolve, já outras é preciso se esgueirar por uma base militar e roubar uma informação confidencial, sem ativar nenhum alarme. Há também missões paralelas e os “mais procurados”, que aumentam consideravelmente o tempo de jogo.

No entanto, a CI Games ainda precisa fazer alguns ajustes em relação ao gameplay. Durante o tempo de jogo para a elaboração da review, o aplicativo deu erro em duas oportunidades e, em outras três, houve congelamento de imagem, com o som seguindo ao fundo. E um desses erros foi na penúltima missão…

Sonorização e localização

Um trabalho primordial feito pela empresa foi na entrega da parte sonora do jogo. As músicas são legais, a dublagem dos personagens que conversam com Jon são com inglês carregado, aquele típico de filmes onde russos são criminosos. A ambientação sonora também te fazem se sentir em meio ao quase silêncio que precede o estrondo de um tiro.

O game chegou ao Brasil com legendas em português. No entanto, é preciso ressaltar que em dois diálogos as legendas vieram em espanhol e, em alguns momentos, faltou texto.

Ficou faltando…

Algo prometido pela CI Games e que não chegou no lançamento foi o modo multiplayer. Anunciado em trailers e em toda a campanha de divulgação, a publisher justificou a ausência para que os jogadores foquem na história single player, e que tudo chegará em atualizações futuras.

Partiu Geórgia?

Colocados os pontos positivos e negativos, chegou a hora de uma conclusão. Sniper Ghost Warrior 3 traz aos jogadores uma boa narrativa, apesar de um final corrido. A experiência como um shooter militar funciona bem, os menus são de fácil leitura e as missões são bem variadas. Pesa contra os bugs na parte gráfica, os loadings imensos e a ausência de multiplayer. Eu gostei, considerei o game divertido e com uma boa trama.

Sniper Ghost Warrior 3 está disponível por R$ 229,90 para consoles, em formato físico e digital, e R$ 159,99 para Steam. No momento, a média dele no Metacritic é de 57 para PS4 e 61 para Xbox One. Não há nota para PC.

Nota bom

*Review elaborado usando a versão de PS4 do jogo. Cópia fornecida pela desenvolvedora.

Sniper Ghost Warrior 3
Foto: Reprodução

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Lucas Soares
Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem PS4, PSVR e PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, Red Dead Redemption 2 e The Last of Us completam o Top-5.

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