Imagem de divulgação da série O Mecanismo
O’Mecanismo

Após muita espera e cercada de grande expectativa, a série O Mecanismo estreou na última sexta-feita. Entretanto, não precisou de muito tempo para ela já se vê cercada por polêmicas na internet. 

Acontece que o programa, como esperado, dividiu opiniões. Contudo, causou uma confusão ainda maior ao pisar em territórios perigosos: estando entre eles a inclusão de uma fala de Romero Jucá na boca do personagem que representa o Ex-Presidente Lula. Além disso, outro ponto acabou agravando ainda mais a situação: Dilma Rousseff apareceu no twitter afirmando que a série propaga as tão debatidas “fake news”.

A ex-presidente inclusive divulgou o link para um texto em sua postagem, que pode ser conferida abaixo:

Com todas essas situações surgindo, logo começou a surgir também um grande movimento de pessoas falando sobre cancelar suas contas do serviço de streaming. Enquanto isso, um outro grupo defende a série por conta da sua abordagem, destacando diversas cenas da mesma.

Enquanto isso, em uma entrevista recente ao site Observatório do Cinema, o cineasta José Padilha defendeu a série na qual é produtor e criador. Na ocasião, ele ressaltou o caso da frase citada pelo personagem inspirado no ex-presidente:

“Não escrevi o roteiro do episódio 5, nem o dirigi. O roteiro foi de Elena Soárez e a direção foi de Marcos Prado. Seja como for, chequei os diálogos. São diferentes. Não houve transcrição por parte da Elena. Além disso, a repetição do uso de uma expressão idiomática comum, como ‘estancar a sangria’, não guarda qualquer significado. Delcidio usou a expressão ‘acordo’. Se Higino falar ‘acordo’ ele é o Delcidio? O fato de o Jucá ter usado a expressão ‘estancar a sangria’ não a interdita. Escritores continuam livres para fazer uso dela.

De fato, esse é um debate boboca, mas que revela algo: se a principal reclamação é o uso desta expressão, pode-se imaginar que o público petista está achando difícil negar todo o resto. Nada a dizer quanto aos roubos e desvios de verba públicas praticados por Higino e Tames com os empreiteiros…? Hummm… Interessante”, pontuou o criador de O Mecanismo.

E aí, qual o seu lado nessa história!?

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Na série, Selton Mello (Ligações Perigosas, Meu Nome Não é Johnny, O Palhaço) é Marco Ruffo, um delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando; Carol Abras (Avenida Brasil, Se Nada Mais Der Certo, Perto de Qualquer Lugar) é Verena Cardoni, a determinada aprendiz de Ruffo; Enrique Diaz (Justiça, Felizes para Sempre?) interpreta Roberto Ibrahim, um criminoso que é o objeto da obsessão de Ruffo.

O elenco também conta com Lee Taylor (A Pedra do Reino, Velho Chico, Riocorrente), Antonio Saboia (O Lobo Atrás da Porta, Fora da Lei), Jonathan Haagensen (Cidade de Deus, Noel – Poeta da Vila), Alessandra Colasanti (A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho), Leonardo Medeiros (Cabra-cega, Onde Quer Que Você Esteja), Otto Jr. (Malhação, O Abismo Prateado), Susana Ribeiro (O Dono do Mundo, Meu Bem Querer) e Osvaldo Mil (A Máquina, Preamar), entre outros.

José Padilha (Narcos, Tropa de Elite 1 e 2) e Elena Soarez (Filhos do Carnaval, Eu Tu Eles) são responsáveis pela criação do projeto.

A primeira temporada de O Mecanismo já está disponível na Netflix.

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