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SIMPLESMENTE ACONTECE | LITERATURA

Simplesmente Acontece
Simplesmente Acontece

Quando vi P.S. Eu te amo no cinema – e chorei e ri durante o filme inteiro, na mesma proporção – fiquei pensando que o livro que inspirara a adaptação era digno de entrar na lista de futuras leituras. Nunca entrou e não sei explicar por quê. Talvez por ser um daqueles casos em que pensamos “Ah, já conheço a história…” e passamos outras coisas à frente. Eis que agora, no entanto, sem esperar pelo atropelo iminente do cinema (a estreia, me parece, será em janeiro), tive a oportunidade de conhecer a escritora Cecelia Ahern por outra via: a do romance Simplesmente acontece (Love, Rosie, no original).

Minha experiência recente e entusiasmada com narrativa epistolar em sua versão mais, digamos assim, “pós-moderna” havia sido com @mor e a continuação Emmi e Leo – A sétima onda, sobre os quais já falei por aqui. Lá, porém, a troca de correspondências – e-mails, no caso –, com uma única exceção, é feita apenas entre o casal de protagonistas. Ahern radicalizou um pouquinho minha humilde e paradoxal pretensão de querer dizer “Arrá! Isso eu já conheço!” e transpôs para as páginas de seu livro um emaranhado de e-mails, mas também de cartas, bilhetes, cartões e conversas em chats que envolvem quase todos os personagens que giram dos dois principais: Rosie e Alex.

Pegar o ritmo não foi tão fácil , ainda mais porque a história começa com bilhetinhos infantis trocados pelos dois na linguagem ingênua e ortograficamente problemática das crianças (ponto tanto para a autora, que conseguiu o tom coloquial adequado para a história, quanto para os tradutores, que, na medida do possível em se tratando de línguas tão distintas, tiveram sucesso em mantê-lo). Entretanto, uma vez pego o embalo, ele segue assim, embalado, até o fim das quase 450 páginas.

A trama não poderia ser mais clichê. Só que, ao mesmo tempo, não poderia sê-lo menos! E isso é bastante sensacional. Rosie e Alex são inseparáveis desde crianças e todos acreditam que eles têm tudo para ficar juntos, como em todas as típicas histórias a respeito da descoberta da paixão entre melhores amigos. Todavia, a cada vez que se espera o caminho para o óbvio, Cecelia Ahern torna-o tão tortuoso que demonstra não ter a menor compaixão por seus personagens. E é justamente aí que ela acerta, sobretudo com Rosie e sua impressionante falta de sorte/ capacidade de enfrentar a vida de frente. Para mim, mesmo tendo vontade de bater nela muitas vezes, foi impossível não gostar (muito) da personagem, que, para completar, ainda tem um quê de Lorelai Gilmore (na trajetória de vida, nos sonhos e no senso de humor) incontestável e irresistível.

Não cabe revelar muito aqui para não estregar as surpresas, os risos, as lágrimas. Mas não se pode deixar de dizer que, às vezes, procuramos um livro leve mas também instigante e demoramos a encontrar. Noutras, sendo eu também bem clichê, simplesmente acontece.

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“Thanks, Cecelia. Love, TS”.

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