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O DIÁRIO SECRETO DE LIZZIE BENNET | LITERATURA

CapaCreio que já insinuei isso aqui, mas não com todas as palavras. Então, aí vai: “Meu nome é Táscia (você respondem: ‘Oi, Táscia!’) e eu sou viciada em Orgulho e preconceito”. Já aceitei com serenidade aquilo que não posso mudar. É fato. Sou apaixonada por Mr. Darcy, acho Elizabeth Bennet a heroína mais incrível da literatura, perdi a conta no número de vezes em que assisti ao filme de 2005 (e virei fã do Matthew Macfadyen por causa dele) e, preparem-se para e revelação!, leio compulsivamente fanfictions sobre a história. Dos mais variados tipos: das que apresentam o ponto de vista do nosso cavalheiro preferido às que propõe versões alternativas de alguns acontecimentos; das que se passam no próprio período da Regência às adaptações modernas. Enfim, todas. Ou quase (a condição é não ter nada a ver com zumbis, porque aí já acho um pouquinho demais).

O consolo de poder fazer essa confissão pública é saber que não sou a única. Se fosse, O diário secreto de Lizzie Bennet não existiria. Nem a websérie que lhe deu origem. E a ausência dessas duas pérolas da adaptação seria uma perda irreparável para a humanidade.

Tanto no livro quanto na série, Lizzie é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a da família – incluindo a mãe casamenteira (“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna necessita de uma esposa”) e as irmãs, Jane e Lydia. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, o interesse de Bing Lee (o Charles Bingley do original) por Jane é tão imediato quanto a antipatia de Lizzie por William Darcy. E é a partir daí que se desenvolve a moderníssima versão da história de amor e ódio mais famosa de todos os tempos.

A adaptação é hilária e consegue uma façanha incrível: ser extremamente fiel ao romance de Jane Austen e, ao mesmo tempo, absurdamente original. É claro que há detalhes que soam inverossímeis, como a perda de contato entre Jane e Bing Lee num mundo repleto de meios de comunicação, do celular ao Twitter (no livro original, a irmã de Bingley, Caroline, recebe uma carta de Jane avisando que estará na cidade e esconde do irmão, com a ajuda de Mr. Darcy). Também é difícil acreditar nas vezes em que Darcy conversa com Lizzie em frente à câmera, sabendo que esta está ligada, e mesmo assim continua a ignorar que ela tem um vlog no qual as críticas a ele são o assunto favorito (ou nem ao menos quer saber o destino do vídeo).

Mesmo assim, o modo como os autores Bernie Su (também criador da websérie) e Kate Rorick recontam a história consegue arrancar risadas e suspiros e certamente agrada a maioria dos fãs de Jane Austen. Mais uma vez, com orgulho e sem preconceito.

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