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MINHA VEZ DE BRILHAR | LITERATURA

Minha Vez de Brilhar
Minha Vez de Brilhar

Quando a pequena Indie Lee Chickory decide fazer alguma coisa, nem mesmo a vigilância dos pais é capaz de impedir. E as desventuras do verão começam antes mesmo de acabar a última aula. Moradora de uma cidade de litoral e filha de pescador, Indie tem uma lagosta de estimação, Monty Cola, que não é um crustáceo qualquer. Monty é uma lagosta dourada, rara de se encontrar, que gosta de Coca-cola.

É no último dia de aula que toda a confusão se arma. Sem que Indie veja, Monty entra na mochila e vai para a escola, e desde o ônibus os colegas dizem que a menina está com cheiro de peixe. Ela os ignora e continua fazendo suas caretas de peixe ao longo do caminho, até que Bibi, a irmã mais velha, diz para ela parar. Só na hora do intervalo é que Monty aparece e gera um enorme rebuliço.

Indie precisa correr com ela para a água salgada, lagostas não podem ficar secas por muito tempo, e faz isso perseguida pelo bedel da escola e pelo policial da cidade. Quando finalmente chega ao mar, a sirene assusta a lagosta, que cai na água e desaparece, fazendo com que o verão de Indie comece com todos os sinais de ser o pior de todos os tempos.

Como gosta muito da irmã, resolve se tornar uma Indie melhor, e decide passar as férias de verão trabalhando no teatro onde a irmã ensaia. Lá, acaba conhecendo a esquisita Sloth, uma criatura com o cabelo cheio de pontas como espinhos, com brincos e anzóis pendurados pelo corpo e um iPod de músicas estranhas ligado no último volume.

Também conhece Owen, um nerd desajeitado que anota tudo o que acontece durante o dia em seu livro de observações. Owen, curioso para ver uma lagosta dourada, resolve ajudar Indie a encontrar sua amiga e traçam enormes planos para conquistar o objetivo.

Durante o dia, os meninos trabalham no teatro, de noite, montam armadilhas e organizam um posto de observação para capturar Monty. Porém, são duas crianças, e as noites sem dormir acabam por gerar problemas que começam a incomodar a cidade inteira e, claro, os dois e as pessoas que os cercam, que não sabem o que se passa.

Indie ainda se vê em meio a um jogo de aparências. Bibi quer fazer amizade e se aproximar de Kelsey, a filha do diretor do teatro, para poder conseguir grandes papéis. Para isso, Bibi tem que mudar todo o visual desleixado de Indie e dizer a ela como se portar para não gerar problema com a amiga. E o mais grave: Indie tem que esconder sua amizade com Owen, de quem Kelsey e os outros não gostam.

Muito complicada a vida da pequena Indie, que passa por muitos apuros e, para se acalmar, lista mentalmente os nomes de diversos tipos de peixe. Também exercita suas caretas e sabe com que peixe cada uma se parece.

O livro é recheado de referências náuticas, com metáforas constantes sobre peixes, cordas, barcos e estrelas, que orientam navegadores e as jovens Chickory. Unidas pelo sangue e pelos pingentes de peixe que carregam, as duas fazem seus pedidos para a constelação de Peixes, com a qual conversam o tempo todo na busca por se tornarem pessoas melhores.

Mesmo com referências típicas da cultura americana, o livro de Erin E. Moulton não se perde na versão brasileira, com mérito para a tradução de Bianca Bold, principalmente na hora de organizar em ordem alfabética os nomes dos peixes. A história tem momentos previsíveis, mas a autora os faz parecer normais, de modo que não incomodem e nem mesmo se encaminhem para momentos piegas: a maturidade de Indie não deixa isso acontecer.

Uma boa aventura jovem, sem meiguices e com valores importantes. Ponto para o selo Irado.

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