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LOUCO POR VOCÊ | LITERATURA

Louco por Você
Louco por Você

O nome deste site não é Cinefagia à toa. Tampouco é em vão o fato de esta seção se chamar Bebida Cultural. A associação entre as formas de arte/entretenimento aqui representadas – cinema, literatura, música, games… – e o paladar é indiscutível. No meu caso específico, ler um bom livro é como apreciar um bom prato ou experimentar um bom vinho: acrescenta gosto ao dia a dia.

Há histórias, porém, que exageram: no tempero, no açúcar, na acidez, na quantidade de ingredientes. Tive essa sensação ao ler Louco por você, da autora Jasinda Wilder. A descrição no cardápio, ops, na sinopse, prometia uma refeição interessante: “Nell e Kyle são amigos desde a infância. Sempre fizeram tudo juntos, então ela nem se lembra de quando se tornaram realmente um casal. Quando Kyle morre da forma mais repentina, o mundo de Nell é lançado em um abismo de incertezas e dor. É quando Nell conhece Colton, irmão de Kyle e até então um completo desconhecido para ela. Estranhamente, é como se Colton a conhecesse há muito tempo… é como se ele a conhecesse por dentro. Ambos passam, então, a lutar para seguir em frente da melhor maneira possível. Nell, sufocada pelo peso da culpa. Colton, lutando contra a força que o arrasta em direção a ela… Cada um à sua maneira, os dois precisam desesperadamente encontrar o sentido da cura e do perdão. Em Louco por você, Jasinda Wilder combina o calor do desejo com a angústia, a perda da inocência, o luto e as tentativas de recomeço. O resultado é uma viagem ao mesmo tempo sensual e melancólica que ficará gravada em sua pele muito tempo depois que esta história terminar.” E os primeiros goles e garfadas até tiveram, sim, um certo sabor. Mas… há um mas.

A questão é que a história de Nell e Colton é toda… demais. E sem exclamação depois, para ficar clara a entonação. Doce demais, apimentada demais, com dramas demais. A morte de Kyle e o fato de Nell se envolver com o irmão de seu primeiro amor são dramáticos por si só e renderiam um romance inteiro, sem dúvidas. Só que a autora não para de acrescentar ingredientes no caldeirão de seu romance e, no fim, o que se tem não é nem um prato sofisticado nem o bom e velho feijão com arroz, mas algo no meio do caminho, um mexido com todas as sobras da geladeira.  E um sabor que acaba não condizendo com a proposta.

É claro que gosto, de fato, não se discute. Senão não haveria tantos tipos de cozinha no mundo. Tampouco tantos livros. Tenho certeza de que o romance tem (muitas) pitadas de amor e sensualidade para fartar os fãs do tal gênero New Adult. E é um livro daqueles de se engolir inteiro, de uma tragada só. Meu estômago é que é um pouco frágil. Nada mais.

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