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EU FICO LOKO – AS DESAVENTURAS DE UM ADOLESCENTE NADA CONVENCIONAL| LITERATURA

Eu fico loko capaA capa, a diagramação e as imagens prometem uma história diferente, com as desaventuras de um adolescente nada convencional. “Eu Fico Loko” de Christian Figueiredo de Caldas, pele selo Novas Páginas, da Editora Novo Conceito, traz uma série de crônicas da vida do autor, que carregam detalhes divertidos e leves, totalmente escancarados. A honestidade funciona bem nessa obra, além do tom bem fluido que condiz com a imagem de um garoto, hoje com mais de 20 anos, possuidor de uma mente efervescente, bom de expressão e bem azarão.

Após sucesso na internet, o jovem resolveu ampliar os horizontes de atuação e realizar o sonho antigo de ser escritor. Essa primeira inserção narrativa abordou algumas passagens emblemáticas e cômicas de sua trajetória, ainda diminuta, mas cheia de contratempos, confusões e reflexões. Para tanto, os fatos perpassam vários ritos de passagem típicos da conturbada adolescência.

O nervosismo velado do primeiro beijo ganhou contornos diferenciados com a grande expectativa do autor devido a anos de filmes românticos nas telinhas. O primeiro porre com a galera terminou em catástrofe épica com direito a acidente e muito sangue à la “Carrie, a Estranha”. Não poderiam faltar, claro, a insegurança quanto a imagem, a busca desesperadora pelo fim da virgindade, a preocupação com uma possível gravidez e o início das aulas práticas para tirar a sonhada CNH.

O intuito de comover, influenciar e gerar reflexão é bem claro. Isso é facilitado pelo tom de diário, permeado por muitas fotos e desenhos ilustrativos. O livro desempenha bem o seu papel de criar laços e vínculos com o leitor, num tom volátil, que possivelmente coaduna com a juventude extremamente versátil, elétrica e agitada de hoje em dia. Num mundo com tantas dispersões, o autor quer realmente fisgar o público-alvo. E mantê-lo.

Por Christian ser oriundo de um meio verborrágico e oral, a leitura praticamente voa, as histórias vão transcorrendo velozmente. Com isso, até surge uma vontade de saber mais, de entender mais. A superficialidade promove uma aproximação e uma distorção, pois, ao fundo, parece que o livro não pinta todo o seu criador. Talvez seja estratégia para nos fazer visitar o canal de vídeos. O penúltimo capítulo faz esse tipo de gancho folhetinesco. Ao atiçar nossa curiosidade sobre um evento constrangedor, avisa que o caso está disponível apenas online.

Embora tenha se intitulado de “lokão” e “nada convencional”, o escritor é gente como a gente, totalmente fruto do mundo onde está inserido. Essas (des)aventuras não são novas ou exclusivas. Por trás da roupagem diferenciada, ele faz exatamente como qualquer um de nós fez, tem feito e fará. Seria inusitado e diferente se Christian tivesse colocado em prática o que aparentemente a cabeça dele tem de extraordinária nas pontuações e maquinações. Percebe-se que para ganhar maturidade e percepção, é necessário errar e muito. Contudo, as histórias ganhariam mais brilhantismo se houvesse agido na contramão, já que, no fundo, os erros, os medos, as descobertas e os sonhos são os mesmos (sim, pela interatividade proposta, eu preenchi o final do livro com minhas ansiedades e desejos futuros). Mudam-se os personagens, o substrato da adolescência é o mesmo.

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