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JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1 | CRÍTICA

Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1
Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

Jogos Vorazes foi uma saga literária que chegou conquistando o seu espaço de forma crescente. Sucesso literário, logo o título teve seus direitos para adaptação comprado. O resultado? Um estouro com o lançamento da sua primeira adaptação, que acabou também ajudando em mais um passo na carreira de Jennifer Lawrence. Com o tema recheado de críticas a sociedade, logo o tema ganhou destaque por conta de seus acontecimentos e abordagens. O perfil dos personagens também chamavam atenção dentro do roteiro construído, apresentando diferentes faces e começando a gerar um grande clima em torno da sua  protagonista e o Presidente Snow. O sofrimento, a pressão e a luta pela vida acabaram sendo apenas o início de uma franquia que começou a buscar outras direções. Um caminho de revolução, que agora começa a encontrar o seu desfecho em Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1.

A trama retorna após os impactantes acontecimentos de Em Chamas, mostrando uma Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) completamente  traumatiza com os acontecimentos, tendo pesadelos e desesperada com a situação pela qual está passando. Entretanto, logo ela é requisitada a ser o rosto da revolução que início, decidindo assumir o símbolo do Tordo quando descobre que Peeta (Josh Hutcherson) ainda está vivo, mas encontrando sua verdadeira motivação ao presenciar mais um massacre do seu grande inimigo. Sob a liderança da Presidente Coin (Julianne Moore) e uma nova nação movida por coragem, logo a jovem passa a conduzir uma união dos distritos de Panem contra o tiranismo e a corrupção do Capitol. Entretanto, enquanto a guerra está em desenvolvimento, Katniss também deve decifrar por conta própria em quem ela pode confiar e o que precisa ser feito para alcançar o seu objetivo.

Mesmo com a mudança da abordagem, o estilo desenvolvido no roteiro e sua fidelidade aos livros no quesito adaptação são mantidos. É claro, as arenas não fazem mais parte do contexto, uma evolução está sendo desenrolada, mas ainda existe aquele tom distópico em diversos momentos. A mudança mesmo é mais por conta de Katniss e os dramas pessoais, além das consequências mais acentuadas através de alguns momentos e consequências de atos. Deixando os jogos de lado, o foco agora é na política e propaganda para apresentar seus ideias, sendo que a protagonista e Peeta são as principais peças nas campanhas desenvolvidas pelas lideranças do distrito 13 e o Presidente Snow. Com tal mudança, também deixam de existir as cores extravagantes. Os tons escuros e sem vida tomam conta da tela, sempre acompanhados de uma grande destruição mostrada pela direção e fotografia do projeto com clareza para introduzir o espectador ao que é apresentado. Tudo é mais denso, até mesmo a trilha sonora.

Entretanto, no meio de tantas mudanças e nomes consagrados do cinema, é Jennifer Lawrence quem acaba encontrando situações ainda mais fortes para demonstrar o seu talento. Sua personagem oscila em momentos de determinação, traumas e um sentimento crescente que no começo não era verdadeiro. Tudo perturba Katniss, mas ela ainda é o símbolo escolhido e acaba agindo de tal forma em determinados momentos. É uma luta pela sua vida, mas em uma proporção ainda mais, que acaba por exigir algo mais da personagem que no início não parece ter total conhecimento do que representa.

De tal forma, os personagens que rodeiam a protagonista são aqueles que conhecem o seu significado, mas apenas os amigos sabem como fazê-la seguir o caminho correto. É em tal ponto que os coadjuvantes ganham também o seu espaço, servindo como uma verdadeira equipe e guias da jovem campeã do Distrito 12 em aspectos e momentos distintos. E assim, cada um dos envolvidos acaba tendo o seu papel em uma ambientação pessoal e objetiva dentro do que é construído na evolução da trama. Com tudo isso acontecendo, pessoas ajudando e passos em busca de uma solução aparecendo, o drama para a tomada de suas decisões é o grande ponto. Afinal, toda ação tem uma reação, sendo que elas vão aparecendo dentro do contexto imposto. Com isso, trabalhando nessas questões e sem envolver ação, por alguns momentos o projeto parece até cansativo. É um projeto que não deveria ter sido dividido, mas ainda assim ele sabe colocar a política no centro de tudo para não se perder.

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Afinal, além da sua temática, provavelmente o que seja mais chamativo em Jogos Vorazes é exatamente o fato de que a inteligência é um ponto forte para seu desenvolvimento. Desde o começo, a sensação política é presente com encenações de que tudo vai muito bem no Capitol, enquanto os distritos sofrem e aparecem completamente oprimidos. Agora tudo é invertido, sendo que o interessante é mostrar o que acontece em outros pontos, fazer com que uma união seja construída. É um grande jogo de inteligência, que movendo suas peças com o decorrer da trama através exatamente das atitudes dos seus principais participantes. O resultado? No final de tudo, um confronto será realizado, mas a primeira parte fica apenas com o dever de anunciar isso sob as lideranças de Coin como uma Presidente revolucionária e Snow como aquele que fará de tudo para ficar no poder. O clímax não acontece, mas o filme A Esperança – Parte 1 inteiro é trabalhado para sua construção de forma clara, com a intenção de que o seu momento chegue na segunda parte que estreará em 2015.

Classificação:
Bom

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JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - PARTE 1 | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

1 COMENTÁRIO

  1. Adorei a crítica, muito bem escrita. Agora uma coisa que gostei muito no filme foi que mesmo sem ter visto os dois primeiros da franquia não me senti nem um pouco perdida na trama, mesmo assim com certeza vou procurar ver os filmes e ler os livros.

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