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A CHEGADA | CRÍTICA

Classificação:
Excelente

a-chegada-posterEcos. Sussurros aqui e acolá. Um tanto Terrence Malick, um pouco Shyamalan. Um grande filme. Talvez pareça banal, mas, desde que o burburinho de que Denis Villeneuve dirigiria uma ficção científica, sci-fi para os modernos, muito se esperou, já que o diretor é, com certeza, um dos dez melhores diretores em atividade no cinema americano, por que não, mundial. Eis que surge a “concha” no trailer, e o público (que não conhece o livro) não sabe o que esperar. Um monólito (2001 – Uma Odisseia no Espaço), uma esfera (Contato), mas, aos poucos temos ali uma estória original, ainda que nossa mente nos force a encontrar referências. Enfim, candidato forte a melhor filme do ano.

Quando estranhas e gigantescas naves alienígenas pousam em doze diferentes pontos do planeta, o governo americano recruta a linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) para tentar descobrir uma forma de se comunicarem com eles. Com a ajuda do físico Ian (Jeremy Renner) ela vai conseguindo ensinar nosso alfabeto para os visitantes, até o momento em que finalmente descobrirá algo que mudará para sempre a história da humanidade.

Pode até ser que algumas pessoas demorem a digerir todas as informações sutis, algumas vezes, subliminares que A Chegada distribuiu desde seu primeiro minuto de projeção. E isso não é nenhum demérito do espectador, muito menos do filme. É sim um mecanismo inteligente de conectar os pontos que levam ao desfecho, digamos, modesto do longa. São fins que justificam os meios e retornam para serem os fins dos fins. Mas, diferente dos últimos grandes filmes de sci-fi, não perde tempo em explicações acadêmicas (tal qual Interestelar), a resolução é bem humana, um fator fantástico, um detalhe.

O roteiro nos entrega três frentes diferentes para que possamos compreender o que está se passando. A trama paralela de Louise aos poucos dá pistas sobre o que está acontecendo na segunda sub-trama, que é o contato direto com os aliens e a tentativa de compreendê-los. Os dois juntos dão sentido à terceira parte, a do medo que o ser humano tem do desconhecido, a instintiva atitude de demonizar o que não compreendemos. Parece complicado, e é, mas no fim, quando as luzes se acendem e os pontos se ligam de fato, nos resta o sorriso bobo, uma mescla de ódio de ter sido enganado e o êxtase de ter acompanhado algo fora de série.

Denis Villeneuve, que desde que despontou para o mundo cinematográfico com o extraordinário Incêndios (2010), e continuou em grande forma com os soturnos Os Suspeitos (2013), O Homem Duplicado (2014) e Sicário – Terra de Ninguém (2015), provou que sabe se diversificar. Sua câmera tem uma paixão pela plástica da cena, no valor das atuações e no trabalho de sua equipe técnica. Os trabalhos de Bradford Young (fotografia) e Johann Johannsson (trilha sonora) são simplesmente brilhantes. É uma poesia com toques de lirismo e tensão a cada enquadramento.

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Enfim, A Chegada tem traços de Mllick, alguma coisa de Shyamalan, e por que não, sonhos de Spielberg, mas, tem uma alma própria, uma singularidade deslumbrante. Potencial para palmas e prêmios (Oscars?). E o que é essa atuação de Amy Adams? Se o Oscar já fez justiça a Julianne Moore e Leonardo DiCaprio nos últimos dois anos, talvez seja a hora da ruivinha pegar sua estatueta também. A parte dela, ela faz.

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