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24 HORAS – VIVA UM NOVO DIA | EM DVD / BLU-RAY

24 Horas - Viva Um Novo Dia
24 Horas – Viva Um Novo Dia

De vez em quando fenômenos acabam surgindo independente da sua arte de origem. Com as séries de TV não é diferente, já que algum título pode virar uma febre rapidamente. Atualmente, Game of Thrones, The Walking Dead e American Horror Story podem ser nomes interessantes para definir o exemplo, mas no passado outros conseguiram realizar um feito igual. No ano de 2001 o público começou a conhecer Jack Bauer, um agente da Unidade Contra-Terrorismo. Era apenas o primeiro ano de 24 horas, que posteriormente ainda contaria com mais 7 anos, todos sempre com o desenrolar dos acontecimentos acontecendo durante um dia inteiro. Novas tramas e propostas foram apresentadas para situar o projeto, que foi ganhando cada vez mais fãs e abriu portas para títulos futuros. Agora, 4 anos após sua finalização, o lendário agente está de volta para protagonizar Viva Um Novo Dia.

Vivendo exilado do seu país nos últimos quatro anos, o ex-chefe da Unidade Contraterrorismo Jack Bauer (vencedor do Emmy Kiefer Sutherland), é encontrado em Londres e precisa correr para salvar a vida do Presidente dos Estados Unidos, James Heller (William Devane), que após autorizar um ataque com drones, entra na mira da Al-qaeda. Contudo, Jack precisa confrontar alguns rostos do passado como sua antiga paixão, a filha do presidente, Audrey (Kin Raver), que se casou com o coordenador Mark Boudreaou (Tate Donovan). Junto a Cloe O’Brien (Mary Lynn Rajskub), Jack vai precisar ser mais rápido do que a CIA e não medirá esforços para proteger a vida do presidente. Como sempre, uma grande tensão pulsante em tempo real.

 A trama que começa a ser trabalhada em Viva Um Novo Dia tem uma introdução muito similar aos outros anos do projeto, mas acaba colocando o seu protagonista inicialmente em outro contexto. Dessa vez Bauer inicia o ano como um procurado pelos seus crimes nos últimos 4 anos, que deixa algumas situações em aberto e cita apenas ações envolvendo o governo russo. Entretanto, logo situações começa a ser estabelecidas e o ano começa a trilhar o ritmo em que o público sempre esteve acostumado. A direção e fotografia também aplicam o mesmo estilo, utilizando até mesmo a edição como um auxílio comum em certos momentos, envolvendo a contagem de tempo. São aspectos normais do programa, que estão em suas raízes, e não foram abandonados para manter a originalidade que conquistou o mundo desde o seu início.

 Com estilo e ritmos mantidos, o projeto acabou sendo desenvolvido em cima de outro formato. A abordagem é a mesma, envolvendo novas situações terroristas e ameaças ao presidente, mas agora em apenas 12 capítulos. Talvez esse tenha sido o maior acerto para um retorno em formato de minissérie, já que o formato antigo estava cansativo e repetitivo nos últimos anos. O foco acabou melhorando com isso, já que apenas um arco foi necessário para um crescimento detalhado da trama dentro da sua concepção. A criação de pontos clímax para trabalhar a ansiedade do espectador também funcionou sempre que necessário.

Entretanto, talvez o que mais chame atenção vem do passado de alguns personagens. Os traumas de Audrey e a amizade de Chloe com Jack estão no centro do projeto em alguns momentos, já que acabam sendo necessários para uma evolução das personagens. Utilizadas em pontos distintos e sem interação, elas são as duas provas de algum envolvimento sentimental do protagonista no passado, que agora parece ainda mais duro do que no passado. Além disso, para compor o núcleo da CIA, o programa adicionou alguns personagens importantes como Kate Morgan (Yvonne Strahovski), Steve Navarro (Benjamin Bratt), Erik Ritter (Gbenga Akinnagbe) e Jordan Reed (Giles Matthey).

E foi com excelentes adições que 24 Horas retornou, mas sabendo exatamente como guiar o seu elenco para o desenvolvimento necessário. Desde os primeiros momentos cada personagem conseguiu ocupar o seu espaço, tendo participações eficientes no decorrer dos capítulos e não representando apenas mais um nome nos créditos. A tradição do título foi mantida, já que ele é guiado exatamente em cima das ameaças e das reviravoltas necessárias para uma melhor evolução, tendo como um ótimo destaque a atuação de Michelle Fairley como Margot Al-Haraz. Além disso, o ritmo dessa vez foi perfeito para desenvolvimento do roteiro. Sem cansar o espectador, a solução na quantidade de episódios foi eficiente para manter a tensão, dando até mesmo espaço para mudanças de caso e desenvolvendo rápida subtrama. Um ano de retorno interessante, recheado de impactos, que quando chega ao final deixa o público satisfeito com o resultado da minissérie. Se Bauer retornará mais uma vez? Não podemos prever, mas ainda assim seria gratificante.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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