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THE WALKING DEAD 4ª TEMPORADA | CRÍTICA

Pôster da 5ª temporada
Pôster da 5ª temporada

Quando anunciaram a produção de The Walking Dead muito se falou. Alguns fãs comemoraram, outros ficaram receosos, mas a adaptação chegou com muito status apesar da quantidade reduzida de episódio na 1ª temporada: apenas 06. Mudanças logo se mostraram presentes, alguns fãs reclamaram, deixaram o programa de lado, enquanto outros aceitaram as diferenças, e assim o projeto logo virou uma verdadeira febre. Personagens que não existiam nas HQ’s, caso  de Daryl Dixon, logo caíram na graça do público e as tensões começaram a surgir na espera por mortes, uma em particular. O primeiro erro da série foi exatamente esperar até o 2º ano para matar Shane, deixando o personagem ganhar espaço e cair na graça do público com uma versão mais pacífica de Rick Grimes.

Ao final do ano 2, após muitas confusões e a apresentação de novos personagens e a morte de Sophia e Dale, a temporada anúncio a chegada em um dos momentos marcantes de sua publicação em sua última cena. A ansiedade era instalada a partir dali, mas ainda demoraria pelo esperado. Na terceira temporada finalmente conhecemos o Governador nas telas, mesmo que com uma aparência diferente. Os conflitos começaram a surgir, mas o estopim principal não aconteceu. É a partir de tal ponto que a 4ª temporada começa, com Rick Grimes liderando agora um grande grupo de sobreviventes na prisão, com o ditador de Woodbury foragido e uma caçada sendo executada por Michonne, mas tudo pode mudar rapidamente.

 Em seu quarto ano The Walking Dead não teve apenas um simples hiatus de férias. Na verdade, é visível os dois momentos completamente separados do programa. Em sua primeira etapa, a série trabalhou o cotidiano, mas não esqueceu do seu antagonista. Focando na prisão, mas logo mostrando a jornada do Governador, o roteiro procurou um desenvolvimento de circunstâncias e construiu de tal forma o seu clímax, formado por uma grande batalha no último episódio da sua metade inicial. Novas perdas eram inevitáveis, assim como vinganças também foram executadas. O caos estava presente, assim como a matança, mas apenas para o momento necessário.

Após o grande estouro muito se esperou. Aqueles que acompanham as publicações nem tanto, mas alguns ficaram extremamente irritados com o decorrer da nova fase. A direção aqui era de certa forma parecida ao guiar a trama, mas o drama dos personagens em diversos grupos era o grande foco. Foi aqui, neste ponto, que a série mostrou definitivamente que não falava sobre zumbis, mas de humanos. Simples seres que erram, que mudam suas atitudes, que apresentam situações desesperadas e que crescem com isso. Nem todo o seu público gostou, mas era algo necessário e que causou uma grande aproximação com sua base.

The Walking Dead escolheu sim uma abordagem arriscada, mas mostrou total confiança na sua construção durante sua 4ª temporada. Muitos irão falar que estava chato, mas na verdade era o objetivo e a necessidade de passar por isso que se fizeram presentes. As circunstâncias com o grupo separado se mostraram extremas para cada um, com cada personagem tendo que superar falhas na estrada, aprendendo com seus caminhos. A verdade é que nem tudo era entregue na sua cara, mas a qualidade do programa estava presente no momento em que apresentou aos seus espectadores o passado, presente e os medos dos personagens, contados pelos próprios através de diálogos ou atitudes.

Alguns, como Glenn, tinham em seu maior pavor a perda por algo que tiveram após a epidemia, enquanto outros sentem uma simples falta do passado. É claro, acontecimentos sempre são necessários para apresentar novos fatos e isso aconteceu com Beth. O rapto da personagem foi a grande incógnita do ano 4, já que existiam duas possibilidades: o surgimento adiantado de um vilão já esperado ou o grupo da vez? Novos personagens também foram introduzidos. Alguns duraram poucos, outros chegaram para ficar. The Walking Dead aproveitou seu quarto ano para criar uma ponte de conhecimento e buscas por identidades, que devem afetar todo o seu desenvolvimento a partir de agora. Sobreviver é a palavra da vez, então já podemos esperar grandes cenas e acontecimentos na 5ª temporada, ainda mais após as últimas palavras ditas pelo xerife.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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