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VINGADORES – ERA DE ULTRON | CRÍTICA

Classificação:
Muito bom

Vingadores - Era de Ultron
Vingadores – Era de Ultron

Após a construção do seu universo cinematográfico na fase um, a fase dois da Marvel foi aquela que serviu para mostrar que tudo ainda pode melhorar. Para exemplificar de uma maneira melhor, basta utilizar os títulos filmes solos de dois personagens: Capitão América e Thor. As primeiras produções dos dois heróis foram recheadas de contestações, mesmo com a aceitação dos seus intérpretes. Eram os roteiros que não conseguiam agradar completamente, mas as continuações, com os subtítulos respectivamente e O Soldado Invernal e O Mundo Sombrio, afastaram de vez as desconfianças criadas. A evolução era incontestável, mas ainda assim o mundo ainda foi surpreendido pelos Guardiões da Galáxia. Agora, após as produções de seus principais personagens e com a fase três já anunciada e prometendo novos nomes, Vingadores – Era de Ultron chega aos cinemas como penúltimo capítulo na atual etapa cinematográfica da casa das ideias.

 A trama já começa de uma forma completamente diferente da anterior, mostrando já em sua primeira cena a equipe em ação, trabalhando em conjunto e atacando uma instalação da Hidra em busca do cetro utilizado por Loki. É aqui também que os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff aparecem, sendo a jovem uma das responsáveis pelos acontecimentos futuros. A partir de então, com o objeto recuperado, Tony Stark e Bruce Banner fazem descobertas fantásticas de uma grande inteligência, tendo a ideia de reativar um antigo projeto em busca da paz mundial que resulta na ameaça conhecida como Ultron. E assim, os heróis devem se unir mais uma vez para salvar a humanidade.

Desde o primeiro momento a Era de Ultron já se mostra um filme mais evoluído do grupo de heróis da Marvel. É claro, provavelmente isso acontece por conta da união apresentada inicialmente, seus comentários e modo de agir na batalha. Agora sim, eles são uma verdadeira equipe e cada um deles tem parte nisso. Um bom exemplo chega até mesmo em uma ótima cena de confraternização, muito bem dirigida por Joss Whedon e que consegue citar e encaixar pequenas peças da fase 2 dentro do contexto da produção. Entretanto, tal narrativa também logo começa a mostrar que existem também segredos e medos dentro do grupo. Ultron surge exatamente a partir de tal atitude, fazendo também com que os relacionamentos dos personagens sejam expostos e a trama seja guiada para um caminho mais obscuro do que aquele já conhecido pelo público do estúdio.

Além de tal caminho, os personagens também passam a ganhar destaques na trama recheada de conflitos. Entre eles, é claro, tem o próprio antagonista. Ultron não é apenas um robô maluco e assassino, mas tem características próprias de Tony Stark. O humor ácido utilizado pelo vilão durante todo o filme é claramente reconhecido como uma obra do Homem de Ferro, só que ele também tem uma visão completamente diferente e deturpada do que aquela que é seguida pelo seu criador. É genial, principalmente pela interpretação de James Spader, além de também ser o vilão ideal para abrir as portas por algo ainda maior no universo que está em constante desenvolvimento.

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Entretanto, mesmo levando o subtítulo do filme, a inteligência em forma de máquina não é o único grande ponto na nova produção sobre o supergrupo. Saindo da polarização Thor, Capitão América e Homem de Ferro, outros nomes foram ganhando destaque ao longo da trama, começando pela tensão sexual que existe entre a Viúva Negra e Bruce Banner / Hulk. Ambos os personagens são totalmente crescentes ao longo da continuação, seja pelo seu possível interesse ou pelos seus medos e questionamentos que vão sendo apresentados. É uma fórmula interessante, fazendo com que o espectador conheça um pouco melhor eles, mas principalmente Natasha por conta de cenas que vão aparecendo e também revelações feitas pela própria durante as conversas.

Além disso, outro nome coadjuvante que também ganha uma certa notoriedade é o Gavião Arqueiro. Fica evidente a sua fragilidade perto dos companheiros no início, destacando sua humanidade e ganhando mais espaço por isso no decorrer do projeto. Aqui, diferente do primeiro caso, Barton serve como o elo pra manter a equipe unidade nos momentos de dificuldade. No fim, sua importância é mostrada exatamente em cima de tal aspecto, até mesmo quando ele acaba tendo que enfrentar os irmãos Maximoff.

A introdução de Pietro e Wanda já havia acontecido em uma cena pós-créditos, mas é desta vez que os gêmeos realmente são apresentados através da trama e sua importância. Interpretados por Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen, os irmãos acabam se tornando um ponto chave por conta de suas decisões e caminhos. Além disso, ambos são muito bem desenvolvidos e trabalhados durante o título. Contudo, entre os dois, a jovem “bruxa”, referência utilizada por Stark, ainda consegue um maior destaque. Tanto atriz quanto roteiro foram perfeitos para a personagem, mostrando seus poderes e fazendo que em momentos você ame a Feiticeira Escarlate, enquanto em outros você vai ter um verdadeiro medo do que seus poderes podem fazer. Contudo, eles ainda não são as últimas novidades. O último grande nome surge mais pra frente, quando Visão é apresentado de uma forma magnífica, no meio de uma grande tensão entre os protagonistas e já chega apresentando toda sua sabedoria, dono de uma grande dignidade e sendo um ponto chave para o restante do projeto.

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Uma coisa é fácil de afirmar: muitas pessoas não vão ter o mesmo impacto que sentiram no primeiro filme. Não é pra estragar o prazer, nem que o projeto seja pior, mas ele é uma continuação e não é mais algo inédito. Ainda assim, é mais interessante que o seu antecessor em certos aspectos. Tal ponto é evidente desde a primeira cena, que já começa mostrando um boa evolução na direção, aplicando alguns pontos que vem do primeiro, mas com um jogo de câmera completamente diferente. Com isso, claramente já fica a sensação de melhora, mas não para apenas por aí. O diálogo desenvolvido e apresentado também apresenta pontos notáveis, com frases de impacto no momento certo, assim como aquelas que são carregadas de humor. De fato, é muito interessante ver toda essas nova perspectiva construída por Joss Whedon.

Entretanto, o que chama mesmo atenção e demonstra todo o potencial do título é a sua descentralização no meio de todo o conflito. Mesmo com o já eminente embate moral e ideal entre Capitão América e Homem de Ferro sendo ressaltado, os outros personagens também conseguiram o seu espaço no decorrer da trama. Começando pelo vilão, que claramente ganha um bom destaque e vai tendo suas ideias expostas durante os acontecimentos, passando então para o desenvolvimento de todos os outros nomes. Além disso, introduções e referências também fazem parte do projeto, mas é mesmo o foco no grupo de heróis que chama atenção. Todos tem uma importância e são explorados da melhor forma possível através da batalha global que vai se desenrolando. E é assim, com todas as pequenas peças se encaixando, no final o segundo filme dos Vingadores consegue abrir uma grande porta para o que está por vir, servindo também como uma grande ligação para a fase 3 da Marvel ao apresentar embates internos e deixando cada vez mais claro que suas tramas devem ficar mais densas e obscuras.

Para completar, ainda somos apresentados aos novos Vingadores e o filme contém uma cena durante os créditos, apenas para deixar bem claro o que está por vir.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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