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THE VAMPIRE DIARIES 5ª TEMPORADA | CRÍTICA

The Vampire Diaries 5ª temporada
The Vampire Diaries 5ª temporada

The Vampire Diaries é, sem dúvida alguma, uma das séries com o público mais fiel e apaixonado. A série alcança uma ótima média de audiência para o canal CW, sempre se mostrou forte desde o seu início nisso, mas uma ideia assim sempre apresenta algo mais. O motivo para tal paixão esteve sempre ligado ao estilo adolescente do projeto, assim como seus protagonistas e o tema que aborda. Um crescimento aconteceu na história desde o  seu primeiro ano, alcançando o seu melhor momento na 2ª parte da temporada 2 e o 3º ano completo. Entretanto, quando era para o programa realmente crescer ele parece ter voltado atrás. Sua protagonista não conseguia aceitar seu destino, dramas foram exagerados e uma trama sem tanta repercussão foi abordada no ano 4.

A busca pela cura ao vampirismo foi realmente exagerada no ano anterior, assim como o tema envolvendo a abordagem sobre Silas. O personagem em si é  interessante, mas o programa parecia perdido. Agora, enquanto Damon e Elena vivem o seu momento romântico, a trama começa nos finais das férias, com Stefan trancado em um caixão e o primeiro imortal solto pelo mundo. Entretanto, o imortal é apenas o início de uma temporada recheada de novas ameaças, passando por diversos estágios e afetando a vida de cada um de seus personagens de forma diferente.

A verdade é que o final do ano 4 da série guiou o programa para o que prometia momentos interessantes. Tudo parecia perdido, mas sendo Stefan uma cópia de um ser sobrenatural original a promessa de grande revelações e uma nova abordagem foi levantada. O direcionamento logo recaiu sobre Silas, mas a narrativa e o caminho traçado pelo roteiro não foi de grande ajuda. Logo The Vampire Diaries não conseguia mostrar grande força com o público através do que era preparado, nem mesmo com a adição de Quetsyah. O que não era de conhecimento do público, é que mesmo com tudo o que estava para vir pela frente, era o momento mais interessante da season 5 em alguns sentidos.

Tal afirmativa é baseada em um simples fato: o arco falando sobre a imortalidade  foi aquele que apresentou exatamente mais explicações para o programa no decorrer do seu ano. Pelo menos aqui o público teve conhecimento dos planos de seus personagens, foram apresentados contextos, objetivos e explicações sobre o véu sobrenatural. Paralelamente, o espectador também passada a conhecer duas novas tramas. A primeira envolvia a sociedade Augustine, enquanto a segunda introduzia os viajantes, mas ligada principalmente a Katherine.

A vampira amada por grande parte dos fãs do programa, mesmo sendo completamente egoísta, é de certa forma importante no decorrer do roteiro por enfrentar situações inesperadas. Entretanto, foi de tal forma que uma certa compaixão cercou a mesma, já que ela acabou provando a cura ao final do ano 4 e está indo de encontro a morte rapidamente. É com ela que tudo começa a ir completamente para baixo, deixando a perspectiva ainda pior do que estava previsto. Com momentos especiais, principalmente com Stefan, a vampira acabou não tendo o espaço e momento que deveria. Tudo poderia ter ficado mais interessante, mas o roteiro não soube aproveitar a mesma no corpo de sua cópia e a vampira não sobreviveu, encontrando sua linha final durante a temporada e liberando a revolta do fandom.

Talvez o mais decepcionante seja a falta de foco. Katherine e Silas foram os dois “vilões” com mais tempo na série, com um foco melhor distribuído entre todos os outros. A Augustine, que tinha todas as características para se tornar um grande componente, recheado de mistérios, logo caiu por terra. Ela apenas causou confusão na série apresentando um colega de Elena, o melhor amigo de Damon, Enzo, colocou vampiros que matam vampiros nas ruas e foi o estopim para a raiva de Damon e seu egoísmo mascarado, que matou o único herdeiro da família para demonstrar sua “liberdade” em determinado momento.

Entretanto, para completar, tal tema foi  trabalhado ao mesmo tempo, sendo que tudo o que foi citado aconteceu até pelo menos o episódio 15. O único tema que esteve presente desde o início foi aquele trabalhado em cima dos viajantes. Eles passaram por Silas, Katherine e Augustine, mas foram abordados de forma mais pertinente apenas na reta final. Sem dúvida, aqui pode estar um dos maiores erros, já que a quantidade exagerada de temas causou grande confusão. Se os viajantes fossem o foco desde o início, tudo poderia ter sido diferente. Se não bastasse todos os elementos conturbados, o público ainda teve que encarar a “queda” do outro lado, a presença de Markos, muitas cópias e as mortes que nunca são definitivas na reta final do seu ciclo.

Com tudo isso, The Vampire Diaries apresentou sua pior e mais confusa temporada. A série nem mesmo soube como trabalhar o relacionamento dos seus personagens, fazendo com que o casal da vez estivesse sempre passando por altos e baixos, explorando isso de forma indevida e chata. As reviravoltas se tornaram tão cansativas quanto as discussões amorosas, além de terminarem com furos enormes e deixando diversas questões para um próximo  ano, que terá de responder todas e ainda iniciar sua próxima temática. Nem mesmo o vilão da reta final foi bem aproveitado, deixando o fato mais interessante para seu Spin-off, que trouxe de volta o pai da família original. Uma temporada que termina recheada de confusões, gritando urgentemente por respostas e uma melhoria rápida para o seu futuro.

Classificação:
Regular

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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