Turma da Mônica: Laços | Crítica

Filme já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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Imagem de turma da mônica: Laços
Divulgação

Classificação:

Nota ótimo

Criados inicialmente em 1959 por Maurício de Souza, a Turma da Mônica vem ao longo das décadas marcando presença na vida de diversas gerações brasileiras. Foram diversos gibis lançados ao longo dos anos, além de grandes licenciamentos envolvendo brinquedos, alguns vídeos feitos para home vídeo, e até mesmo diversas edições de episódios animados. E assim, com esta grandiosa trajetória e presença constante na vida das pessoas, agora chegou a vez destes amados personagens também ganharem espaço no cinema através de um filme com atores chamado Turma da Mônica: Laços

Baseado na graphic novel homônima de 2013, escrita pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, a trama do longa acompanha uma grande aventura da turma do limoeiro envolvendo o desaparemento de Floquinho, o cachorro do Cebolinha. Após fazer uma investigação pelo bairro na companhia de Mônica, Magali e Cascão, ele decide partir em uma missão para resgatar o seu cãozinho. E claro, ela contará com diversos planos infalíveis, mas também muita amizade.

É interessante destacar que desde a primeira cena você percebe os cuidados que toda a equipe de produção teve com a adaptação de Laços. Desde a ambientação do bairro do limoeiro, até o quarto dos personagens, suas casas, ou figurinos, tudo é excepcionalmente detalhado na trama que leva a Turma da Mônica para as telonas. A partir destes pontos bem estabelecidos, temos também então um desenvolvimento cuidadoso da trama, que por sua vez segue um ritmo constante para entregar ao público exatamente aquilo que ele já esperava.

Turma da Mônica
Divulgação: Turma da Mônica: Laços

O diretor Daniel Rezende cuidou de cada detalhe mostrado na tela da melhor maneira possível, e isso é claramente exposto ao longo de todo o projeto. E tudo isso começa justamente com os personagens principais, que por sua vez nem sempre apresentam características físicas das HQs, mas claramente foram bem construídos em tela de uma forma que você para de se importar com tal fato logo nos 5 primeiros minutos da trama por conta de outra qualidade: as ações naturais e características de cada um dos personagens.

Após 60 anos, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão chegam aos cinemas no momento, sob a interpretação certeira de Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira. Cada um dos 4 jovens atores mostram as melhores versões cinematográficas que poderíamos desejar desta turma que aprendemos a amar em algum momento da nossa infância, e que acabaram ficando em nossas vidas para sempre. Um quarteto que, com certeza, promete muito brilho para um universo que parece estar apenas dando os seus primeiros passos através de Turma da Mônica: Laços. Bem, pelo menos é isso o que sentimos em tela através de diversas situações.

O nascimento do universo da Turma da Mônica através de easter eggs

Louco em Turma da Mônica Laços
Divulgação

Voltando a questão de todos os cuidados tomados pela produção e o diretor Daniel Rezende, tivemos então diversas cenas que acabam chamando atenção do espectador também por conta da presença de outros elementos. Seja através de pelúcias do jotalhão e horácio, ou de uma simples cena tentando fazer medo ao cebolinha com uma referência ao Penadinho, o filme acerta ao trazer para a telona diversos easter eggs para o público. O Chico Bento, por exemplo, pode ser visto na banca de revista, enquanto outros nomes como Quinzinho, Cascuda, Titi, Xabéu e até mesmo o Louco, em uma interpretação fantástica de Rodrigo Santoro, vão aparecendo naturalmente ao longo da trama.

O filme que a Turma da Mônica merece

Tivemos que esperar gerações, mas a verdade é que finalmente os personagens de Maurício de Souza chegaram na telona como mereciam. Cercados de amor, competência, cuidados, e uma grande expectativa do público, a Turma da Mônica dá um dos seus maiores passos de forma certeira. É um filme que não tenta ser mais do que deveria, entregando o que prometia desde o início, e acertando em cada decisão tomada ao longo de toda a sua trama.

A história não cansa em momento algum, sendo bem elaborada e desenvolvida em todos os seus núcleos. Ela não apenas leva a turma do limoeiro para as telonas, mas também instiga à vontade do espectador em querer ver cada vez mais histórias destes personagens no formato cinematográfico. E a nossa torcida é justamente para isso: que Turma da Mônica: Laços seja apenas um aperitivo, e que possamos ter uma franquia grandiosa vindo pela frente com a presença deste elenco fantástico e personagens inesquecíveis.

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