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TRUE DETECTIVE 1ª TEMPORADA | Crítica

True Detective
True Detective

Séries policiais tendem a seguir um formato de casos por episódios, mesmo que exista uma outra trama sendo desenvolvido para sua temporada completa. É de tal forma que o gênero funciona há anos, mesmo dentro dos possíveis subgêneros diferentes como The Mentalist, Blue Bloods e o famoso Lei & Ordem. Todos os programas que estreiam acabam buscando tal fórmula, evoluindo cada um dentro do seu roteiro e com um formato pré estabelecido. Contudo, nem sempre os mesmos projetos em desenvolvimento tem a liberdade encontrada no gênero de suspense policial nos cinemas. É claro que existem Cold Case e C.S.I. para realizar uma pequena alteração no já estabelecido. Contudo, nenhuma trama havia conseguido ultrapassar certas linhas, pelo menos até hoje.

A trama de True Detective começa simplesmente com uma cena macabra, algo sendo carregado e um grande clarão no mato. Após isso, a temporada começa a desenvolver sua trama através dos depoimentos dos ex-detetives Rust Cohle (Mattthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), onde ambos estão compartilhando informações sobre o ano de 1995, época em que trabalharam em um macabro caso de assassinatos e desaparecimentos. No decorrer da estória, momentos são alternados entre o presente e o passado, mostrando situações do cotidiano dos ex-parceiros antes, durante e após a investigação da caçada atrás do serial killer no estado de Louisiana. Um passado mal resolvido que acaba puxando ambos para uma nova jornada de sua vida.

A fórmula com que o programa é desenvolvido desde suas primeiras cenas já consegue chamar atenção. O roteiro desenvolve praticamente uma única linha através de depoimentos, mas mostrando as cenas do passado ao espectador para ele ter uma melhor visão do que realmente acontecia na época, enquanto por vezes retorna ao presente para desenvolver situações nos tempos em que tudo é contado. Só por isso a série já se torna única através de sua abordagem, mas aproveita também para trabalhar a forma com que é dirigida, utilizando por vezes a edições, por outras a união do passado com o presente. A trilha sonora também se faz necessária para o desenvolvimento, sendo aplicada nos momentos corretos, assim como toda ambientação policial e de localização.

Um fator muito interessante e sem pudores, é que o projeto não perde tempo em ambientar o espectador nos cenários de crimes, conseguindo uma melhor evolução de tal forma. É claro que nada seria muito possível sem a perfeita atuação de Woody Harrelson e Mattthew McConaughey com seus detetives totalmente opostos, mas necessários para um desenvolvimento. Enquanto Martin Hart (Harrelson) é um policial de completa confiança, Rust (McConaughey) é o novato transferido, sem papas na língua e odiado por todos no trabalho. De tal forma ambos acabam como parceiros e convivendo com decisões e precipitações no dia a dia, mas todas as situações mostradas são utilizadas de forma necessária e envolventes, até mesmo as “alucinações” de Rust. Além disso, em cima de seu personagem complexo, não fique surpreso se Mattew McConaughey colecionar também prêmios para TV em 2014.

True Detective não tem pudores ou censura para desenvolver os seus episódios, colocando a trama na cara do espectador e mostrando situações que beiram o macabro quase sempre que necessário. Sendo assim, o programa não apenas desenvolve o crime, mas também as reações de seus protagonistas, suas diferenças e as mudanças que vão acontecendo com cada um deles em seu desenvolvimento, englobando de forma coerente relações extraconjugais (com participação de Alexandra Daddario), uso de drogas, investigações fora do horário de trabalho e até questões de insubordinação aos superiores. Outro ponto forte é o fato de que a série entra nas investigações de forma profunda, mas também mostra suposições e reações de todos com os acontecimentos.

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Mantendo o seu nível desde o primeiro episódio, é exatamente a narrativa utilizada que chama atenção para o desenvolvimento apresentado. A forma com que as narrativas são interligadas se mostra uma dinâmica interessante, já que os depoimentos não dizem toda verdade sobre o passado e o espectador tem conhecimento disso através da evolução e cenas mostradas. Fatos que não ocorreram são contados, enquanto outros que ocorreram são completamente omitidos, deixando apenas os principais envolvidos tendo conhecimento de tudo e criando um clima de mentiras e expectativas. No entanto, o maior reconhecimento acontece quando ambos os personagens protagonistas, completamente diferentes, enxergam suas fraquezas e complementos um no outro. Uma temporada moldada do seu início ao fim, para ter um ponto final de forma fantástica após tantos altos e baixos envolvendo seus protagonistas através de suas reações e relações.

Classificação:
Excelente

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TRUE DETECTIVE 1ª TEMPORADA | Crítica
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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