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STEVE JOBS | CRÍTICA – OSCAR 2016

Classificação:
Bom

Steve Jobs posterUm dos maiores nomes da história da tecnologia é com certeza o de Steve Jobs (1955-2011), que foi considerado um gênio que revolucionou a área e elevou a empresa Apple ao status que possui hoje em dia. Porém, ao mesmo tempo que tinha uma mente à frente de seu tempo, Jobs foi uma pessoa de temperamento difícil, que teve um relacionamento conturbado com quase todas as pessoas de seu círculo de amizades, familiar e profissional. Danny Boyle dirige uma trama, adaptada por Aaron Sorkin, em que mostra três momentos crucias da carreira do CEO que se tornou um mito.

Steve Jobs (Michael Fassbender) está sob pressão. É 1984 e ele está a alguns minutos de lançar o MacIntoshi, um computador que iria revolucionar o mercado tecnológico. Mas, além dos donos da Apple, empresa da qual é CEO, uma mulher aparece alegando que a pequena Lisa (Mackenzie Moss) é sua filha. Depois, o filme se passa em 1987, quando no lançamento de sua empresa, a Next, ele tem de lidar com a iminência do fracasso de seu Cubo. E, por fim, o retorno à Apple e o lançamento do computador IMac. Sempre tendo de enfrentar os problemas profissionais e pessoais ao mesmo tempo.

A narrativa proposta por Danny Boyle para Steve Jobs é bem delineada: mostrar o desequilíbrio entre o homem e o gênio. Aquele capaz de se relacionar melhor com elementos tecnológicos do que com as outras pessoas. Nisso, o roteiro do aclamado Aaron Sorkin se mostra um tanto desequilibrado. Pois a trama parece muito mais dedicada a mostrar o gênio, egocêntrico, que se colocava acima até mesmo da empresa para qual trabalhava. Entretanto, no que diz respeito à incursão pelo lado “humano” de Jobs, o filme perde um pouco da qualidade, pois as situações são, apesar de verídicas, teatrais demais, quase que forçadas a estarem no momento certo, na hora certa. Além dos fatos do passado de Jobs, que deveriam ter sido melhor explorado, ou suprimidos de vez. Do jeito que foi posto, ficou vago.

Este desequilíbrio que o roteiro causa na narrativa é o que evita que o filme seja uma obra-prima intimista. Pois, os outros atributos do longa são de alto nível. A começar pela excelente montagem, que dá ritmo e faz com que as passagens sejam de acordo com o estado de espírito do personagem principal. Ora o filme se mostra ágil, quase frenético, verborrágico, em outras situações, introspectivo. A direção de Boyle é competente como sempre, e ele não tem o menor pudor de direcionar os holofotes para o personagem principal, e sua fiel escudeira Joanna Hoffman (Kate Winslet).

Sendo assim, ficou a cargo dos atores a tarefa mais difícil do longa, pois, com as atenções voltadas para eles, qualquer deslize ou excesso colocaria tudo à perder. Porém, Michael Fassbender entrega uma ótima performance como o excêntrico gênio, com seus trejeitos, empáfia e até o olhar penetrante por trás dos óculos, fazendo por merecer as indicações a vários prêmios da temporada, inclusive o Oscar. Contudo, é Kate Winslet quem carrega o piano, e sua condição de advogada do diabo influenciando nas decisões certas e erradas do patrão, lhe devolve ao panteão das grandes atuações. Desde já favorita ao Oscar de atriz coadjuvante, principalmente depois de vencer o Globo de Ouro.

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Se de gênio e louco, todo mundo tem um pouco, Steve Jobs não seria diferente. Pena que o filme também teve seus momentos de louco. Se tivesse equilibrado melhor as nuances da vida do personagem que gostaria de enfatizar, teria se saído muito melhor. Mas, mesmo assim, ainda é um filme interessante e principalmente um programa obrigatório para os fãs órfãos da lenda que nos deixou em 2011.

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