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STAR TREK – SEM FRONTEIRAS | CRÍTICA

Classificação:
Excelente

Star Trek 3 criticaJ. J. Abrams se tornou um nome badalado em Hollywood quando abalou o mundo da TV americana com a série Lost (2004-2010). E esse status se tornou mais intenso quando resolveu revitalizar a sacralizada série Jornada nas Estrelas, criada por Gene Roddenberry em 1966, com suas várias temporadas e vários filmes. Depois da temeridade da legião de fãs com o resultado do reboot, tudo se tornou só alegria com o excelente Star Trek (2009). Depois do bom Além da Escuridão (2012), ele traz agora a terceira aventura dos tripulantes da Enterprise e mais uma ameaça interplanetária para lidar.

No terceiro ano, dos cinco, de viagem de exploração do universo profundo, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e os demais tripulantes da Enterprise recebem um pedido de socorro vindo de um planeta desconhecido. Porém, ao atender ao chamado acabam se deparando com o rebelde Krall (Idris Elba), que odeia a Frota Estelar e deseja um artefato que está à bordo da nave.

O fato de ser claramente a transformação de um produto clássico em algo que se adapte ao público moderno, essa nova franquia Star Trek é um raro exercício de criatividade que se vê em um reboot. Principalmente por que há um respeito grandioso com a série clássica e com os seus personagens, explicitada na participação do saudoso Leonard Nimoy, morto ano passado. Este Star Trek – Sem Fronteiras mantém um limite aceitável de modernidade, com uma variação maior nas características dos personagens, apesar de conseguirmos enxergar o mesmo Kirk que William Shatner interpretava décadas atrás.

Outro ponto que destoa em relação ao clássico é a mudança da linha narrativa, onde outrora se prendia mais em didatismo científico, e agora, vemos uma clara opção pela ação, que por sinal, se mantém de ótima qualidade e bem colocada. Isso pode até incomodar os mais pudicos fãs, mas, a série clássica se utilizava mais da teoria do que da ação pela limitação tecnológica do cinema dos anos 60. Ainda assim, a direção de Justin Lin é surpreendentemente balanceada para alguém que dirigiu Velozes e Furiosos, e consegue explorar o máximo de seus personagens, sem esquecer de ninguém em meio a explosões e combates corporais.

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Por falar em personagens, o roteiro de Simon Pegg, que interpreta o atrapalhado Scotty, e Doug Jung consegue dar relevância a todos seus personagens, abordando diversas características de um mundo avançado, como o casal gay que Sulu forma com outro personagem, o sexo casual, e o fortalecimento da mulher, que além de Uhura (Zoe Saldana), agora contará com Jaylah (Sofia Boutella). O trio central formado por Kirk, Spock e Bones (Karl Urban) continua impagável, com passagens de humor refinado britânico, mais um toque de Pegg. Uma pena que nos próximos não teremos Chekov, pois Anton Yelchin acabou falecendo em um acidente trágico há alguns meses.

Mesmo que o vilão de Elba seja um pouco caricato e sem motivações concretas, Star Trek – Sem Fronteiras já é o melhor filme desta nova era da franquia, ainda que não carregue o fator novidade que o filme de 2009 teve. Além de pairar no ar uma sensação que algo de melhor ainda está por vir em forma e conteúdo. Seria o inédito e esperadíssimo confronto com os míticos Klingons? Bom, ainda que não seja, só mantendo o nível já será imperdível.

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