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POWER RANGERS | CRÍTICA

Filme chega aos cinemas com a intenção de se reinventar, mas sem esquecer a nostalgia

Classificação:
Nota ótimo

Power Rangers pôsterHá muitos anos o mundo foi apresentado ao universo Super Sentai. Com origem japonesa, os grupos eram geralmente a reunião de 5 ou mais personagens, que por sua vez utilizavam armaduras coloridas. Alguns chegaram ao Brasil, estando entre eles Flashman e Changeman. Contudo, em 1993, foi a vez da versão americana destes personagens tomar conta da televisão. Com o nome de Power Rangers, logo o programa se tornou uma verdadeira febre, gerando muitas temporadas e formações diferentes. Algumas mais marcantes do que as outras, mas nenhuma superior a sua primeira temporada. Agora, mais de 20 anos depois, eles chegaram aos cinemas com uma nova abordagem, figurino, efeitos e mudanças.

A trama começa nos apresentando Jason, um jovem estudante que se envolve em uma perseguição de cerro e sofre um grave acidente. Quando o mesmo passa a ir para detenção, estando também em prisão domiciliar, logo é descoberto que ele era muito conhecido como uma grande promessa do esporte. É também na detenção que ele conhece Billy e Kimberly. Em uma noite, quando decide ajudar Billy a visitar uma antiga pedreira, o trio acaba encontrando também Zack e Trini após uma grande explosão. No local eles encontram 5 moedas, cada uma de cor diferente. Contudo, o que eles não sabiam era que suas vidas estavam prestes a mudar para sempre por conta disso.

É interessante ressaltar logo de início que grandes mudanças foram feitas na mitologia dos Rangers nesta nova produção. As características dos personagens são as menores delas, mas todas funcionam perfeitamente. Aliás, algumas até melhores do que aquelas já apresentadas ao público na versão televisiva. No mais, o roteiro de Power Rangers também não é algo corrido, mas que tem uma evolução gradativa. Em alguns momentos até escorrega, deixa a sensação que falta um pouco mais de ação, mas acima de tudo se mostra um projeto de origem.

A direção de Dean Israelite acerta exatamente neste ponto, mostrando as falhas dos personagens, seus problemas pessoas, enquanto os mesmos também vão conhecendo uns aos outros. Os efeitos, por sua vez, também são muito eficientes. Mostram uma qualidade incrível e não pecam em momento algum. Se não bastasse já seguir uma linha eficiente, a produção ainda traz homenagens aos fãs, tocando a tão comentada musica tema em um certo momento e criando um clima interessante para o que está por vir.

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Saindo um pouco do aspecto técnico, o elenco é mais um dos pontos altos de todo o projeto. Na verdade, talvez seja um dos melhores dele. A equipe formada por Dacre Montgomery, Naomi Scott, Becky G, RJ Cyler e Ludi Lin funciona muito bem. Cada um dos seus personagens tem uma clara função, mas a química entre os cinco é realmente clara na tela. Contudo, existem destaques. O maior deles fica para Cyler, que rouba o filme com sua versão de Billy. É ele quem une o grupo de certa forma, mesmo que estejam sob a liderança de Jason.

Além disso, o longa ainda traz temáticas como autismo, sexualidade e outros problemas que envolvem a vida dos  seus protagonistas na adolescência. O ponto alto da química entre a equipe é em uma cena longe das lutas, quando seus personagens falam sobre suas vidas e dificuldades em busca de se conhecer ainda mais. Ali suas frustrações são expostas, com a excelente interação do quinteto protagonista ficando ainda mais evidente.

Voltando aos aspectos dos Rangers, as mudanças da sua mitologia ficam exatamente pelas origens. Aqui é claro desde a primeira cena que trata-se de uma tecnologia alienígena, mas o resto não é muito alterado. A origem da vilã Rita Repulsa também passa por modificações, deixando tudo ainda mais interessante. Por sinal, a sua intérprete, Elizbeth Banks, ganha um destaque interessante sobre a personagem, já que seu retorno chega a contar com cenas icônicas que beiram o terror.

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É também neste ponto que Zordon ganha uma trama de fundo, com o mentor do grupo longe de ser aquele ser bondoso visto em outras versões. Ele tem uma motivação e necessidade de novos guerreiros, mas também passa por uma trajetória de decisões e redenção no decorrer disto. O personagem aparece pouco em tela, mas é o bastante para uma ótima participação de Bryan Cranston. Alpha 5, por sua vez, é um nome a ser mencionado à parte. Mesmo com as mudanças em sua aparência, o mesmo continua excelente. As frases ainda causam efeitos e lembranças, assim como criam certos aspectos cômicos quando necessário.

No mais, o longa entrega exatamente aquilo que prometeu. Ele diverte, faz sua parte no entretenimento, nos apresenta uma nova abordagem sobre os personagens e traz lembranças. Tudo na medida correta, nos momentos certos. Além de uma nova mitologia e abordagem, ele também se prova uma grande homenagem a franquia iniciada há tantos anos. O caminho escolhido é o certo para um início, que mesmo sem muita ação se prova promissor para o andamento de uma nova franquia. Trata-se de uma tradicional trama de origem, mas que agora poderá aproveitar tal abertura para qualquer tipo de evolução. Sim, os Power Ranger encontraram um novo caminho para brilhar nos cinemas.

Ahhhh, por último…tem uma cena durante os créditos.

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POWER RANGERS | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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