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OS PINGUINS DE MADAGASCAR | CRÍTICA

Os Pinguins de Madagascar
Os Pinguins de Madagascar

Depois que o gênero das animações virou verdadeira “mina de ouro” em questão do retorno financeiro, os grandes estúdios se viram na necessidade de trabalhar o marketing de seus principais produtos. Uma saída foram os “spin-offs” de grandes sucessos de bilheteria, promovendo incursões solo de “coadjuvantes”. A DreamWorks já teve a experiência do fracasso de O Gato de Botas, genérico da franquia Shrek, porém, isso não fez com que desanimassem e investem na empreitada novamente, agora com os carismáticos Pinguins de Madagascar. Porém, ao contrário do que fez na aventura do felino, investe no humor escrachado e na diversão incessante para agradar. Sem tramas mirabolantes, sem draminhas, apenas piadas.

Os pinguins Capitão (Tom McGrath), Kowalski (Chris Miller), Rico (Conrad Vernon) e Recruta (Christopher Knigths) estão entediados no circo em que ajudam a administrar com seus amigos de Madagascar (em eventos após Madagascar 3) e então decidem sair pelo mundo procurando suas próprias aventuras. Entretanto, são surpreendidos em uma emboscada pelo vilão molusco e escalafobético Dave (John Malkovich), que deseja se vingar de todos os pinguins do mundo, por ter sido preterido pelas pessoas nos zoológicos em que esteve que preferiam ver as aves. Porém, quando decidem entrar em ação, ganham concorrência de outro grupo de agentes, que não querem que eles interfiram em sua missão.

A história é de fato tão rocambolesca quanto parece, todavia, não há nada que boas sequências de gags, explosões e piadas variadas simplifique. Essa opção por não introduzir os personagens, que são o alívio super-cômico na bem escrachada franquia Madagascar, em uma trama complexa, que pendesse para o enfadonho, como aconteceu no já citado Gato de Botas. No começo até parece que a situação vai se repetir quando acompanhamos a turma ainda filhotes (fofos por sinal). Mas, rapidamente o filme mostra ao que veio, e se torna impossível não se divertir com as bobagens que se seguem.

Diferente da série animado que os personagens tinham no canal por assinatura Nickelodeon, em que a comédia era apenas o pano de fundo para as habilidades de super espiões dos pinguins, aqui a ordem se inverte, e a trama nonsense, cheia de clichês típicos e com um vilão piradíssimo são o trampolim para trapalhadas e situações impagáveis. Os personagens que formam o grupo Vento do Norte caem como uma luva, para serem o contrabalanço que mantém a boa qualidade do humor e rendem belas gargalhadas.

Talvez o fato que eleve a qualidade do filme seja a constelação que topou a ideia de participar da dublagem. John Malkovich, Ken Jeong, Peter Stormare e o provável indicado ao Oscar Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação) se divertem e dão um toque de classe ao texto absurdo de Eric Darnell e John Aboud. Até mesmo o consagrado cineasta alemão Werner Herzog, famoso pelo temperamento duvidoso faz uma participação para lá de maluca.

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Se a ideia da DreamWorks foi manter um pouco de sua tradição de fazer grandes filmes humorísticos de animação, acertou em cheio. Depois de um ano em que fez seu melhor filme animação de “drama” com Como Treinar seu Dragão 2, pode-se dizer que Os Pinguins de Madagascar tenham iniciado com o pé, ou melhor, a nadadeira direta o ano de 2015. Mas, só lembrando, não esperem uma grande história, nem um bom roteiro, esperem apenas por diversão, pois aí poderão aproveitar o que o filme nasceu para ser: Pura diversão.

Classificação:
Bom

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