HomeCríticaOS CAVALEIROS DO ZODÍACO - A LENDA DO SANTUÁRIO | CRÍTICA

OS CAVALEIROS DO ZODÍACO – A LENDA DO SANTUÁRIO | CRÍTICA

Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário
Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário

Existem títulos que marcam infâncias. Em 1996, Masami Kurumada foi o responsável pela criação de um anime que seria uma febre em certos lugares no mundo, incluindo o Brasil. Anos mais tarde, no ano de 1994, estreava na extinta Rede Manchete Os Cavaleiros do Zodíaco. Conhecido como Saint Seiya no Japão, logo o anime deixou de ser um simples programa na tarde, para virar a obrigação de toda criança. Uma época muito marcada por Tokusatsus agora ganhava um ótimo reforço, só que em um formato que não era tão adorado pelos brasileiros. Seiya e seus amigos não foram os responsáveis apenas por grandes lembranças, mas também por aberturas para o futuro. Com isso, o mercado logo se enchia não somente de novos títulos, como de novos capítulos e brinquedos relacionados aos guerreiros de Atena.

Muitos anos depois, para marcar os 40 anos de carreira do seu criador, o título mais famoso foi remodelado. Saem os traços dos desenhos, entram os moldes de animações atuais. A aparência de personagens foi trocada, assim como suas armaduras ganharam novos aspectos. É claro, o interesse não é em simplesmente fazer o seu público reviver aquele período, mas também buscar novos espectadores. Após a grande demora pela animação de Hades e as novidades envolvendo Ômega, uma nova aventura no cinema era aceitável. Bem, o momento chegou.

Na trama, em uma remota era mitológica, haviam os defensores de Atena. Quando as forças do mal ameaçavam o mundo, os guerreiros da esperança sempre apareciam. A animação adapta o famoso arco do santuário, quando os bravos guerreiros viajam com Saori Kido em busca de falar com o mestre, mas acabam tendo que travar um combate mortal com os 12 Cavaleiros de Ouro.

Nota de quem escreve:

Afirmar que essa animação representa o mesmo que tantas outras seria uma grande mentira. Falar sobre Cavaleiros do Zodíaco é complicado pela sua representatividade, mas o objetivo é mostrar pontos que mostrem a razão pela sua nota final. De tal forma, vale ressaltar: será um texto com SPOILERS.

A Lenda do Santuário…

Os aspectos de diferenças na história mostrada na tela para quela acompanhada na televisão começam bem cedo no projeto cinematográfico. A introdução envolvendo Aioros é construída, assim como sua fuga, mas logo momentos são alterados, mostrando situações totalmente modificadas desde o seu início. Após isso, Lutas dignas dos Cavaleiros de Bronze são travadas logo cedo, ditando o ritmo do filme, que corta momentos importantes como a guerra galáctica, as batalhas contra os Cavaleiros Negros e o envolvimento dos Cavaleiros de Prata. A intenção é clara: correr através do seu objetivo e abordar o Santuário. O perfil dos guerreiros logo é mostrado, para em seguida Aioria aparecer e reconhecer Athena. A flecha é lançada antes de irem ao santuário, mas Saori não fica no chão. Ela vai perdendo o seu cosmo aos poucos.

É então que, com a chegada dos jovens guerreiros no local, as costuras no roteiro começam a surgir. Shiryu conhece Mu através do seu mestre, sem saber que o mesmo era o Cavaleiro de Libra. O filme começa a andar, ainda de forma interessante. O primeiro ponto positivo chega com Aldebaran. Fica evidente que o Touro apenas impõe um teste aos jovens, sem ser “derrotado”. Vencer é diferente de passar, algo que não era tão claro nos desenhos. Entretanto, é também no passo seguinte que os erros começam a surgir na trama: Máscara da Morte está mais para um Coringa cantor do que para o famoso assassino. Um personagem que não era adorado, mas que agora teve sua reputação derrotada.

De tal ponto em diante o filme apenas desanda. É desgostoso assistir cada momento, cada lembrança mitológica de uma saga ser derrubada. Batalhas são drasticamente alteradas, enquanto outras nem chegam a acontecer. Nessa ausências a produção se mostra completamente perdida, ainda mais pela representatividade que cada uma teve não apenas para o público, mas para pontos significativos em momentos adiante envolvendo Os Cavaleiros do Zodíaco. Chega a ser ridículo. Só para você ter uma ideia, não existe Shaka x Ikki. E isso nem é o mais absurdo.

Se não bastasse, o desfecho consegue se mostrar ainda pior. A essência de Saga está lá, mas não as situações certas. Cada um dos principais personagens parece perder sua essência com o passar dos minutos, sem evoluir e apenas apanhar em momentos perdidos. A alteração de cada um agride aquele que conhece a verdade contada nos desenhos. Além disso, o fato de que 6 Cavaleiros de Ouro sobrevivem, mas gastam suas energias contra um grande monstro de pedra (isso mesmo!) é uma afronta. Apenas um deles daria conta tranquilamente. Enquanto isso, Seiya é o único que luta contra o mestre do santuário, sem o apoio de Ikki, completamente menosprezado pelo roteiro. Em resumo, o título começa dando passadas firmes, mas desmorona em sua metade final e vira uma das maiores decepções da história. Os gráfico são bonitos, mas a grandiosidade não é a busca pelo melhor dos Cavaleiros, que sempre tiveram o foco apenas em defender e lutar pela justiça.

 Classificação:
Ruim

- Publicidade -

Notícias relacionadas

OS CAVALEIROS DO ZODÍACO - A LENDA DO SANTUÁRIO | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
- publicidade -

Jornada Geek + Lolja

Últimas Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here