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THE ORIGINALS 1ª TEMPORADA | CRÍTICA

The Originals
The Originals

The Vampire Diaries é até hoje o tipo de série que não depende apenas do seu trio protagonista. A primeira temporada, por exemplo, não conseguiu agradar o seu público de forma completamente satisfatória, mas os dois anos seguintes são tidos como o seu ponto alto até hoje. Em tal tempo personagens importantes foram adicionados, criando grande expectativa e mistérios enquanto a evolução da trama acontecia. Sua repercussão foi tão grande que logo eles passaram a possuir espectadores fieis, criando uma evolução e carisma maiores do esperado. Foi assim que um spin-off da série vampiresca adolescente começou a ser planejado, tendo um foco especial em tal família. Conhecidos como os primeiros vampiros, a família Mikaelson ganhou o seu próprio programa.

Na trama, Klaus (Joseph Morgan) retorna para a cidade de New Orleans, cidade em que jurou nunca mais por os pés, atraído por um boato de que uma conspiração contra sua vida estaria em andamento no French Quarter. O que ele jamais imaginava era que a cidade ainda pareceria com o lar que abandonou, encontrando tudo completamente diferente do que imaginava e os vampiros no poder, sob o comando de seu antigo púpilo, Marcel. Curioso para saber o motivo do retorno de seu irmão, Elijah (Daniel Gillies) segue para o local, descobrindo que a lobisomem Hayley (Phoebe Tonkin) está esperando um filho do híbrido original. Convencendo Rebekah (Claire Holt) a se juntar ao restante da família na cidade, os vampiros Originais estão dispostos a tentar recomeçar sua vida, enquanto Klaus trava uma verdadeira guerra para recuperar seu trono.

 O direcionamento de The Originals é realmente chamativo. Não pelo simples fato de trabalhar os personagens que ganharam destaque em The Vampire Diaries, mas por abordar também o seu passado além do que já foi mostrado. New Orleans é realmente o local que desencadeia todos os fatos ligado a família, mas também faz o espectador ter uma outra visão dos nomes envolvidos. Não existem mocinhos dessa vez, algo que fica claro desde os primeiros momentos da série, quando o espectador já repara na guerra sobrenatural que é travada pelo domínio da cidade. A briga é para decidir quem é o mais forte.

É exatamente através de tal ponto que a narrativa passa a ser trabalhada, mostrando reviravoltas e apresentando momentos do passado quando necessário para desenvolver algo e situar ainda melhor o público do programa. O roteiro é bem escrito de modo geral, fazendo cada vez mais sentido, explicando decisões precipitadas e as agonias que envolvem os irmãos através de sua história. A parte da produção também merece destaque, já que a cidade lembra tempos antigos por conta de sua composição e a série fica um pouco mais sombria por ser desenvolvida principalmente na parte noturna.

Contudo, não é apenas através dos irmãos Mikaelson que vive o programa. Logo de cara conhecemos Marcel, com sua inteligência e poder, assim como também Davina (Danielle Campbell) e sua magia. A trama logo se concentra entre as duas novidades e a família original, mas acaba ficando realmente interessante com o envolvimento de Lobos e outras Bruxas. Decisões geram revoltas e criam expectativas, com pontos altos na temporada através de suas reviravoltas.

É claro que as atuações não são perfeitas em, mas a produção consegue desviar a atenção para o seu roteiro com grande facilidade e fazer com que o espectador não sinta tal problema. Na segunda parte da temporada, a guerra é finalmente abordada. O planejamento dos personagens passa a ser demonstrado por mais tempo, deixando as batalhas de fora, mas isso acaba tendo lado positivo e negativo. Sem batalhas, o seriado não soube aproveitar da melhor forma o tempo de seus protagonistas, fazendo eles caminharem para alianças em um jogo de xadrez que quem está assistindo consegue prever o próximo passo na maioria das vezes. Entretanto, quando isso não acontece transforma o programa em um frenesi. É aqui também que mudanças no elenco acontecem, prejudicando um pouco o acompanhamento e fazendo o espectador perder sua empolgação por um tempo.

The Originals passou por uma fase turbulenta em tal parte, mesmo com personagens tão carismáticos estando envolvidos. Os pontos altos retornam apenas quando a batalha se torna novamente iminente, com direito a cenas épicas envolvendo seus protagonistas e reviravoltas inexplicáveis no jogo. As oscilações prejudicam, mas fica a grande possibilidade de vinganças para o próximo ano. Contudo, parece que nada mais é certo no mundo das lendas adaptadas, nem mesmo quando temos o envolvimento de grandes golpes, protagonistas carismáticos e momentos inesperados como aconteceu na reta final de tal temporada. O cansaço para a temática já fica óbvio, mas mesmo assim fica a expectativa de uma temporada melhor para um programa que começou de forma fantástica, mas que não conseguiu manter o ritmo necessário no seu desenvolvimento e dependeu do seu final para causar um novo impacto.

Classificação:


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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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