O Retorno de Mary Poppins | Crítica

Filme já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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Nota Surpreendente

Pôster do Filme O Retorno de Mary Poppins
Divulgação: Walt Disney Pictures

Em um momento em que hollywood é dominada por grandes blockbusters e filmes de heróis, a Walt Disney Pictures resolveu fechar o seu ano de 2018 de uma forma diferente. Ao invés de apostar em um título badalado do momento, a empresa decidiu apostar em um dos seus maiores clássicos da história. Ou melhor, em uma continuação do mesmo após mais de 50 anos. E assim, com uma nova atriz no papel de protagonista, a icônica personagem criada por P.L.Travers ainda na década de 1930 está de volta aos cinemas em O Retorno de Mary Poppins.  

Ambientada 20 anos após os acontecimentos do seu original, a trama em questão se passa no ano de 1930, justamente no momento da Grande Depressão de 1930. Nela passamos a acompanhar a vida dos agora crescidos Michael Banks (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer). Michael, agora pai de três filhos, descobre então estar em uma situação delicada, tendo um empréstimo vencido e podendo até mesmo perder sua casa. E é neste momento de uma nova grande confusão em sua vida, em que ele tem passado também por uma grande perda pessoal, que a enigmática Mary Poppins (Emily Blunt) retorna para a vida da família Banks para lhes ajudar a redescobrir a alegria perdida de suas vidas.

Algo que é necessário ser dito logo de início é que O Retorno de Mary Poppins beira a perfeição através dos seus detalhes. 20 anos se passaram na trama do filme, mais de 50 anos para o desenvolvimento do cinema, e ainda assim desde a primeira cena a fotografia, direção de arte e a direção de Rob Marshall conseguem transportar o espectador de volta para a Rua das Cerejeiras. E não para por aí, já que o longa ainda nos faz também retomar o grande sentimento e saudosismo por aspectos que por muitas vezes parecem esquecidos pelo cinema. 

Novos momentos verdadeiramente dignos de uma continuação envolvendo um grande clássico então começam a surgir nas cenas do novo longa, que por sua vez agora conta com uma perfeita Emily Blunt no papel da icônica personagem babá. A mesma já chega, como esperado, contando com uma cena triunfal logo de início, que por sua vez é muito bem construída nos mínimos detalhes através de referências ao seu original e presenciada pelos filhos de Michael Banks, formando assim então uma perfeita ponte do original para a sua continuação. 

Cena do Filme O Retorno de Mary Poppins
Divulgação: Walt Disney Pictures

Os novos nomes do elenco também conseguem desenvolver o que é necessário para a composição perfeita da trama. Julie Walters é um dos nomes que podem ser citados facilmente, mesmo que com poucas cenas, já que ainda assim a sua governanta é carismática nos momentos certos. Por sua vez, Ben Whishaw Emily Mortimer também conseguem o seu espaço certo nos acontecimentos como Michael e Jane Banks, mas é através das crianças Pixie Davies (Anabel)Nathanael Saleh (John)Joel Dawson (Georgie) que temos a companhia perfeita para Blunt na telona. 

Por mais que as agonias principais sejam de Michael Banks, acaba sendo novamente o foco nas crianças e em sua babá que a trama tem a sua evolução mágica através de novos números musicais, aventuras no que era para ser um simples banho, ou até mesmo nas analogias que a magia por qual eles passam constrói uma ligação com o que está acontecido com a família. E tudo isso ainda conta com mais um elemento: Jack (Lin-Manuel Miranda), o acendedor de rua que claramente já conhece a personagem. 

E toda esta aventura ainda consegue guardar premiações ao espectador através de duas participações. A primeira delas é de Meryl Streep como a prima de Poppins, Topsy. Em uma cena cheia de sotaques e com um número musical bem trabalhado, a atriz mostra mais uma vez que é capaz de fazer tudo o que for necessário em uma cena. Já a segunda é ainda mais icônica para a trama, já que trata-se de Dick Van Dyke. Mesmo que seu personagem original seja referenciado na trama, não é entretanto com ele que vemos sua participação que não deixa de ser cativante.

O que mais surpreender em O Retorno de Mary Poppins é justamente no material encontrado pelo espectador. Ele não foge daquilo que já é conhecido, mas sim aproveita realmente para lhe levar para mais um passeio ao seu molde clássico através dos seus personagens. Grandes números musicais são executados com uma grande perfeição, independente do número de personagens envolvidos. 

Além disso, Blunt nos entrega uma personagem muito memorável, se mostrando realmente a escolha certa para assumir o lugar que já foi de Julie Andrews no passado. Sua personagem é tudo aquilo que vimos no original, conseguindo manter a compostura e a elegância do passado enquanto também traz os seus próprios jeitos para Poppins da forma necessária e muito bem feita. Com tudo isso sendo mostrado ao longo de todo o longa, incluindo em uma cena final perfeita, só nos resta agora torcer para que não tenhamos que esperar outros 50 anos para ver uma nova história contando com esta excêntrica e mágica babá que tanto amamos. 

Confira o trailer:

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