O Primeiro Homem | Crítica

O longa chega aos cinemas no dia 12.

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Classificação:
Nota ótimo

Poster de O Primeiro Homem
Divulgação

Não é nenhum segredo que o tema da exploração especial é presente na sociedade há muitos anos. Mesmo nos primórdios do cinema era possível notar a inquestionável curiosidade sobre o Universo além do planeta Terra e, já com cineastas ambiciosos como George Méliès com seu filme Le Voyage dans la Lune (Viagem à Lua, em português), o público se encontrou em uma incansável exploração do desconhecido. E então, anos após a primeira chegada do homem à Lua, o filme O Primeiro Homem – focado na história de Neil Armstrong – chega aos cinemas para narrar este acontecimento histórico por outra perspectiva.

Baseado na biografia de James Hansen “First Man: A Life Of Neil A. Armstrong”, a trama acompanha a história fascinante sobre a vida de Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a pisar na lua através de uma das mais perigosas missões da NASA.

A primeira coisa a se destacar é justamente sobre o roteiro de Josh Singer (Spotlight), que aqui tem um ritmo mais lento, algo não tanto utilizado quando filmes deste gênero são levados ao cinema. No entanto, este fator não chega a prejudicar a trama e acaba, inclusive, dando um ótimo panorama sobre a vida o astronauta que é autor da famosa frase: “um pequeno passo para um homem, um grande passo para a humanidade”.

Abordando desde questões familiares até uma perspectiva diferente em relação a todo o preparo dos astronautas para os testes e missões que antecederam o lançamento do Apollo 11, o espectador entra em contato com os bastidores da corrida espacial aos olhos do Armstrong vivido por Ryan Gosling (La La Land) e acompanha de perto a jornada que levou a conhecida missão americana que entrou para a história – sem deixar de lado o reflexo de toda essa corrida nas famílias dos homens recrutados para o Projeto Gemini.

Já é notável que a direção de Damien Chazelle (La La Land) foi extremamente atrelada à maneira com a fotografia que foi escolhida para este filme. Com muitos planos fechados, e em momentos até claustrofóbicos, são raras as vezes que vemos um plano mais aberto em tela – este sendo mais presente no fim do segundo ato e começo do terceiro ato. Ainda assim, o cineasta traz o espectador para dentro do módulo da NASA e este fator auxilia na imersão do público para com os acontecimentos ali narrados.

Vale destacar também que, apesar dos seus pontos positivos, a fotografia também chega a atrapalhar em alguns momentos com sua câmera na mão e chega a prejudicar um pouco na contínua imersão dos espectadores, contudo é compreensível que esta tenha sido a linguagem escolhida para o longa.

Um ponto que deve ser destacado é a estética do projeto. Apesar de exibido em uma tela IMAX na exibição feita para a imprensa, o filme tem uma textura que chega a lembrar uma Super 8 ou filmes fotográficos com seus granulados como marca registrada, dando uma impressão de que estamos vendo um documentário gravado na época.

Outro ponto que vale mencionar aqui é o uso do som, ou sua ausência, no terceiro ato do filme. Chazelle se utiliza do mesmo recurso de silêncio total utilizados no filme Gravidade (de Alfonso Cuarón) em momentos que o público é levado ao espaço com Armstrong, e uma sequência que deve ser elogiada é o lançamento, trajetória e chegada do astronauta à Lua.

Partindo para os personagens, é indispensável elogiar a performance de Gosling ao trazer para as telas um lado nunca visto pelo público em relação a Neil Armstrong. Aqui o ator dá vida a uma dramática história da família do astronauta, e ao lado de Claire Foy (The Crown), que interpreta a então esposa do protagonista, Janet Armstrong, mostram em primeira mão o impacto sofrido pelos envolvidos nesta corrida espacial – inclusive os seus custos e sacrifícios durante uma das mais perigosas missões da história.

Por fim, O Primeiro Homem dá seu passo em direção a uma nova maneira de abordar a conhecida história da chegada do homem à Lua e mostra não ser mais um filme no meio de tantos títulos que já exploraram o tema ao longo da história do cinema. Intimista, focada em Neil Armstrong e sua visão dos acontecimentos que levaram a sua marcante frase e conquista na corrida espacial, o longa faz um ótimo trabalho e se destaca por sua estética.

Confira também: O Primeiro Homem | Assista ao trailer do filme

Corey Stoll (Homem-Formiga, The Strain), Jason Clarke (A Hora Mais Escura, Planeta dos Macacos: O Confronto), e Kyle Chandler (Super 8, Friday Night Lights) também estão no elenco do projeto.

A produção é de Wyck Godfrey e Marty Bowen, enquanto Isaac Klausner será o produtor executivo.
O Primeiro Homem chega aos cinemas no dia 12 de outubro de 2018.

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