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SOBRENATURAL – CAPÍTULO 2 | CRÍTICA

Sobrenatural - Capítulo 2
Sobrenatural – Capítulo 2

O terror voltou mesmo. Além do retorno de títulos que trabalhem o gênero, novas franquias estão ficando cada vez em maior evidência com este renascimento. Até trouxeram ícones de volta, mas parece que as novas apostas são as que estão apresentando maior resultado atualmente. Com isso, títulos recentes ligados ao gênero começam a confirmar continuações, enquanto outros já estão começando a formar uma franquia. O segundo exemplo  é o caso de Sobrenatural. Após um primeiro filme arrebatador, de deixar o espectador completamente ligado ao que lhe era mostrado, o segundo capítulo finalmente chegou aos cinemas já chamando atenção e buscando crescer o seu público. O interessante? A produção é uma continuação direta do projeto anterior.

As imagens começam no passado, em 1986, mostrando Josh quando criança, sem querer falar, mas incomodado por algo em sua vida. Na ocasião, Elise Rainier foi chamada por Carl para tentar solucionar o problema. A solução encontrada foi suprimir as habilidades do garoto. Logo após isso, a trama começa a trabalhar os acontecimentos seguintes ao primeiro capítulo, com um breve resumo antes do mergulha para a trama inédita. O assunto começa a ser abordado com um interrogatório da polícia com Renai (Rose Byrne), onde a morte de Elise é abordada. Após isso, passamos a acompanhar a família Lambert morando com a mãe de Josh (Patrick Wilson), enquanto sua casa está em reforma. Contudo, não demora muito para eles constatarem que os problemas sobrenaturais ainda se fazem presentes em sua vida e que o passado pode conter todas as respostas para os eventos atuais.

O mais interessante desde o início em Sobrenatural 2 é perceber que ele não é um filme isolado. Ou seja, desde as primeiras cenas fica evidente que em algum momento o primeiro capítulo será abordado, que uma ponte deve ser criada e que sua abordagem tem a intenção de percorrer exatamente em torno de sua proposta inicial. Uma das grandes provas disso é o envolvimento da infância de Josh desde o início, mostrando o garoto ainda consciente de suas habilidades “paranormais”. É através de tal pilar que o roteiro segue sua narrativa de suspense e mistério, apresentando diversos aspectos do gênero desde seu início e procurando trabalhar cada personagem de uma forma única e envolvente para a trama.

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Ao contrário do capítulo 1, onde o caso envolvendo Dalton (Ty Simpkins) era o centro da trama, agora o jovem é deixado mais de lado e uma concentração ainda maior acontece sobre o elenco adulto. Neste ponto, Leigh Whannell e  James Wan travam através de um conjunto envolvendo suas funções, um brilhante acerto. O filme aos poucos mostra através de suas cenas que a produção está em total sintonia, independente do momento imposto. A fotografia também aproveita os momentos divergentes entre o sobrenatural e o real para utilizar um tom diferente e guiar o espectador da maneira certa através das imagens. Entretanto, mesmo sabendo como utilizar todos os seus recursos, inclusive criando um diálogo entre o original e sua continuação, o atual não consegue superar o projeto lançado em 2010.

É claro, todo o elenco apresenta uma série de atuações convincentes para a trama. Entretanto, nada é mais surpresa como aconteceu em 2010. Talvez por isso o segundo não consiga superar o seu antecessor, mas isso não faz dela um descaso e lixo. Nada disso, um precisa do outro para ser entendido, sendo o segundo o responsável pelas respostas e questionamentos levantados anteriormente. É um verdadeiro diálogo, com Josh no meio de tudo e uma atuação fantástica de Patrick Wilson que aos poucos vai revelando um pouco mais sobre o protagonista. A produção cumpre o seu papel, apresentando momentos próprios para sustos, enquanto mantém o seu clímax no alto desde o início. Um bom filme para os fãs de terror, com uma narrativa que estava ausente há algum tempo.

Classificação:

Bom

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Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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