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MENTES SOMBRIAS | CRÍTICA

O longa chega aos cinemas no dia 16.

Classificação:

Nota Razoável

poster de mentes sombrias
Divulgação

No meio de tantas adaptações literárias, o primeiro livro da trilogia de Alexandra Bracken ganha sua vez nas telas grandes. E assim, agora o filme Mentes Sombrias (The Darkest Minds, em inglês), que leva o título da primeira obra, chega aos cinemas.

Situada em um mundo apocalíptico, a trama mostra a época em que uma epidemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América. Aqueles que sobrevivem desenvolvem misteriosamente novas habilidades poderosas, sendo declarados uma ameaça pelo governo e detidos. Ruby (Amandla Stenberg), de dezesseis anos de idade, uma das jovens mais poderosas que alguém já encontrou, escapa de seu acampamento e se junta a um grupo de adolescentes fugitivos em busca de um refúgio seguro. Logo esta sua recém-descoberta família percebe que, em um mundo no qual os adultos no poder os traíram, não basta correr e eles devem resistir, usando seu poder coletivo para retomar o controle de seu futuro.

A começar pelo roteiro, que é assinado pela autora dos livros e Chad Hodge, deve ser destacado a urgência em apresentar todas as circunstâncias e consequências dos fatores que levaram o mundo como conhecemos ao mundo que é visto no filme, urgência esta que se estende ao longo da trama e também afeta os personagens. Este, talvez, é o maior erro da produção: sem o devido tempo de aprofundamento necessário em relação a pontos-chave, temos a falta de identificação para com os personagens.

Além disso, também são perceptíveis as aparentes referências ou inspirações que podem ser identificadas na trama, sendo elas todas já conhecidas pelos espectadores – desde o mais óbvio como X-Men até a segregação em grupos visto na série de livros Divergente. Neste ponto, temos a falta de inovação neste gênero tão explorado, e vemos mais uma adaptação fadada à mesma fórmula já tão conhecida.

Passando para os seus personagens, e como foi pontuado acima, há uma certa pressa para introduzir cada nome visto. Com exceção da sua protagonista, que por este exato motivo é a mais trabalhada dos personagens, o grupo de amigos com quem Ruby se junta – formado por Liam (Harris Dickinson), a pequena Zu (Miya Cech) e o inteligente Charles/Bolota (Skylan Brooks) – é o único que tem certo tratamento um pouco maior em questão de tempo para serem conhecidos pelos espectadores, contudo, em muitas vezes, são resumidos a esteriótipos (Liam sendo o galã e líder do grupo; a pequena Zu sendo a mais quieta, adorável e um tanto dependente; e Charles sendo o inteligente e, de certa maneira, mais isolado). Nem seu antagonista tem profundidade e motivação suficiente para justificar os seus atos.

Tendo apontado tantas falhas, é preciso destacar que em alguns momentos a diretora novata em live-actions Jennifer Yuh Nelson tenta trazer alguns pontos instigantes e que trazem críticas sociais e até mesmo reflexões sobre determinados assuntos, contudo alguns destes caem por terra quando são abordados de maneira tão rápida – como em todo este filme. Outro ponto que pode ser destacado é o constante tema de união entre as crianças e adolescentes, algo que inclusive leva a atos interessantes da protagonista e do seu grupo de amigos.

Por fim, com elementos de produções e franquias já conhecidas, Mentes Sombrias falha em trazer inovação e, mesmo com tanto potencial, cai na mesma fórmula já conhecida nas adaptações literárias vistas no cinema. Vale destacar que, apesar destas falhas, o longa ainda mantém sua aposta para uma possível continuação, inclusive ao não dar a alguns personagens um arco completo – que, provavelmente, seria resolvido no que representaria os próximos dois livros de Bracken. Resta saber se seus números de bilheteria e a recepção do público vão trazer a resposta para a possibilidade de uma sequência.

Confira também: Assista ao primeiro trailer do filme

Mandy Moore (This Is Us) Gwendoline Christie (Star Wars: Os Últimos Jedi, Game of Thrones) também estão no elenco. Jennifer Yuh Nelson (da franquia Kung Fu Panda) fará sua estreia como diretora em um filme com atores. Alexandra Bracken, autora dos livros, também assina o roteiro ao lado de Chad Hodge.

Mentes Sombrias chega aos cinemas no dia 16 de agosto.

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MENTES SOMBRIAS | CRÍTICA
Amanda Vizagre
Formada em Audiovisual, sua aventura no Jornalismo começou justamente com um convite para escrever no Jornada Geek. Amante da sétima arte, tem "Chaplin", o musical "Billy Elliot" e a série "24 Horas" dentre as suas produções favoritas. Na música, tem um gosto eclético e prefere deixar a escolha para o momento. E no universo de heróis, a trilogia "Batman" é sua escolha a qualquer momento, mesmo que a maioria dos seus heróis favoritos estejam na Marvel.
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