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MARVEL – DEMOLIDOR | CRÍTICA

Demolidor posterNão é segredo nenhuma que a Marvel é um atual espelho para produções cinematográficas. Após iniciar seu universo com diversos filmes e conseguir reunir seus heróis em um único filme, logo o estúdio passou também a buscar o mundo das séries de TV. E assim, com a linha temporal compartilhada, chegou também a vez de Agents of SHIELD ganhar o seu espaço. Contudo, o entusiasmo do público foi realmente além após o anúncio com a Netflix envolvendo os personagens Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punhos de Ferro, sendo ainda concluído com um projeto do grupo Os Defensores. E assim, com a data do programa protagonizado pelo demônio de Hell’ Kitchen definida, a espera começou a tomar conta dos espectadores através de meses até a última sexta-feira (10 de abril de 2014).

Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) era um jovem atleta e excelente aluno. Contudo, ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego e fez com que ele desenvolvesse seus outros sentidos de uma forma surpreendente. Agora, formado em direito e começando trabalhar como advogado, Matt decide vestir um uniforme e proteger as ruas de Hell’s Kitchen, seu bairro em Nova York, como pode. Entretanto, durante sua longa jornada, ele passa a ser conhecido como o Demônio Hell’s Kitchen e acaba topando com situações inesperadas, descobrindo assim que um grande nome age pelas sombras do crime organizado com a intenção de mudar o lugar onde nasceu.

A primeira série desenvolvida em uma parceria da Netflix com a Marvel começa exatamente por pontos essenciais de seu personagem, relembrando o seu acidente e mostrando uma confissão. A partir de então, com a frase “Não busco penitência pelo que fiz. Peço perdão pelo que vou fazer.”, o caminho do justiceiro começa a ser traçado e o clima do programa é muito bem situado pelas diferenças em suas características e a presença de violência e sangue. E mesmo assim, deixando tal ponto claro, ele ainda é reforçado em diversos momentos da sua trajetória, com situações chocantes e sanguinárias aparecendo, sejam elas envolvendo o protagonista ou o seu antagonista ao longo dos 13 episódios.

Saindo da narrativa, outras gratas surpresas acontecem. Para começar, todos os envolvidos conseguem apresentar personagens marcantes e que mostram necessidades para a trama. Rosário Dawson apresenta uma Claire Temple direta, convincente e prestativa quando o vigilante precisa de seus serviços, além começar a demonstrar um envolvimento emocional. Entretanto, os pontos mais interessantes do elenco coadjuvante chegam mesmo com as atuações de Deborah Ann Woll, Elden Henson e Vondie Curtis-Hall. A primeira vive uma Karen Page que realmente passa por mudanças, começando como uma garota assustada e sendo desenvolvida como uma mulher forte e segura de suas decisões. Contudo, existe claramente um medo pelo seu passado que quem conhece os quadrinhos sabe do que se trata. Enquanto isso, Henson nos apresenta um Foggy realmente companheiro de Murdock, com sentimentos e convicções que vão sendo mudadas para melhor. Curtis-Hall é outro grande ponto no roteiro, já que como o jornalista Ben Urich faz uma ligação interessante entre leis, investigações e o mascarado.

É claro, existem ainda outros pontos interessantes em coadjuvantes, começando por alguns vilões, passando por Wesley, assistente de Fisk e, também, por Vanessa. Contudo, é o antagonismo e cotidiano de Matt Murdock e Wilson Fisk que chama grande atenção no decorrer de todo o projeto. Tanto Charlie Cox, quanto Vincent D’Onofrio apresentam personagens convincentes, excelentes atuações e são responsáveis pelo público acreditar nas visões daqueles que interpretam. É, de fato, interessante observar isso. Suas convicções são grandes dentro de seus pensamentos, já que enquanto um quer limpar as ruas enfrentando qualquer tipo de meliante, o outro tem um discurso de melhoria realmente convincente. Contudo, é quando o público se identifica com aquele cara tímido, educado e solitário que sua face criminosa vai sendo mostrada através dos seus envolvimentos com o tráfico e outras criminalidades.

Com todas essas questões envolvendo narrativa, personagens definidos e excelentes atuações, a produção ainda apresenta direção e fotografia dignas da tela grande. O formato utilizado ajuda, além de toda a luz que é empregada de forma correta nos momentos mais sombrios. Além disso, quando necessário, a direção ainda mostra sua grande habilidade para o gênero de ação. Uma sequência em específico chama a atenção pela sua beleza e um plano sequência incrível, passando uma sensação de grande presença para o espectador enquanto golpes vão sendo distribuídos e bandidos vão surgindo para enfrentar o mascarado. E mesmo assim, se não bastasse, outros elementos como o Parkour marcam presença para a locomoção do personagem que pula entre os telhados dos prédios em seu bairro.

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É um projeto realmente muito bem desenvolvimento, com um roteiro linear e crescente, apresentando determinações corretas e um caminho de grande aprendizagem e desafios através do crescimento e envolvimento do seu protagonista ao enfrentar o crime nas ruas de Hell’s Kitchen, mas também sabendo quando focar em outros personagens e aspectos necessários para um desenvolvimento mais amplo de suas questões. Entre tantos, vale ressaltar os pontos investigativos envolvendo Karen e Ben, assim como os momentos que mostram um pouco mais dos negócios ou a vida pessoal de Fisk. E é claro, além disso tudo, ainda vale ressaltar a presença de referências que vão sendo mostradas de forma sutil envolvendo todo o universo Marvel em diversos aspectos. Seja através dos próximos títulos ou passado, elas vão aparecendo dentro do material apresentado.

Entretanto, ainda assim o maior acerto de todo o título é o fato de que mostra um começo. Partindo exatamente dos primeiros momentos em que Matt se veste a noite, ainda de preto, para enfrentar os bandidos, o programa acerta em cheio na relação envolvendo a vida dupla de seu protagonista e momentos em que ele ainda é desconhecido, até os seus primeiros apelidos começarem a surgir com o passar do tempo. Além disso, a corrupção também é trabalhada para mostrar a intensidade e grandiosidade do seu maior vilão. E de tal forma, seguindo o formato, o envolvimento do espectador com o que é mostrado vai aumentando ao longo dos episódios e da trama construída com muita violência, humanidade, realismo e algumas boas reflexões políticas, jornalísticas e religiosas. Uma primeira temporada digna do Demolidor, com um final que ainda chama atenção para o que está por vir e o surgimento de uma lenda.

Classificação:
Excelente

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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