Máquinas Mortais | Crítica

O longa já está em exibição nos cinemas brasileiros.

publicidade:

Classificação:

Nota Ruim

poster de Máquinas Mortais
Divulgação

Fazendo parte de uma onda de narrativas ambientadas em um universo pós-apocalíptico, Máquinas Mortais é o primeiro de quatro títulos que formam a série literária Hungry City Chronicles. Apresentando um certo potencial com sua exploração de um futuro onde a sociedade vive através de um sistema de “darwinismo municipal”, é justamente em sua versão cinematográfica que o longa falha em entregar uma narrativa empolgante.

A trama do longa é ambientada em um mundo pós-apocalíptico steampunk, devastado por um grande holocausto nuclear conhecido como a Guerra dos 60 Minutos. Os humanos agora sobrevivem através de um sistema de “darwinismo municipal”, em que as cidades são máquinas gigantes que precisam consumir umas às outras para sobreviver.

Já pelo seu roteiro é possível perceber uma certa pressa em apresentar tantos aspectos que fazem parte do mundo pós-apocalíptico que foi criado. Desde um rápido monólogo para situar o espectador em relação ao holocausto nuclear, até diálogos um tanto rasos para oferecer uma explicação superficial em relação a motivação dos personagens, a trama se perde ao tentar lidar com a quantidade de informação e interações entre figuras que vão aparecendo sem muito contexto para acompanhar Hester Shaw (Hera Hilmarem sua cruzada – sendo um dos principais pontos pelo qual não é possível criar empatia por aqueles que estão na tela e muito menos entender os vínculos que levam todos os personagens apresentados a buscarem um único objetivo em comum ao enfrentar o antagonista em questão.

Ainda em relação aos personagens, também é necessário destacar o fato que todos os nomes introduzidos ao longo da narrativa aparecem um tanto aleatoriamente, dando a impressão de que não há um propósito muito forte em relação à trama principal e que aqueles que aparecem estão lá somente como um complemento na história. E assim, muitas perguntas sobre os personagens ficam no ar, na maioria em relação às suas motivações, construção de relações e até mesmo intenções ao cruzarem o caminho com a protagonista.

Talvez a fotografia do longa seja o um dos poucos pontos a serem elogiados. Seus planos abertos dão a dimensão e vastidão de um mundo pós-apocalíptico e, se estivesse acompanhada de um roteiro um pouco mais trabalhado e com menos pressa ao informar o espectador, seria uma adição ótima para a imersão do público e sua suspensão de realidade.

Por fim, Máquinas Mortais acaba sendo uma adaptação tinha muito potencial pela sua trama original, no entanto acabou não atingindo o seu objetivo. Com um roteiro apressado e personagens não muito bem trabalhados, o longa falha em entregar o mundo criado por Philip Reeve da maneria correta e se perde em seu próprio universo.

Confira também: Máquinas Mortais | Assista ao novo trailer da adaptação

Hugo Weaving (Capitão América: O Primeiro Vingador), Hera Hilmar (Um Homem Comum), Robbie Sheehan (Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos), Jihae (Mars), Ronan Raftery (Animais Fantásticos e Onde Habitam), Leila George (Amor de Obsessão), Patrick Malahide (Game of Thrones) Stephen Lang (O Homem nas Trevas) estão no elenco do projeto.

Peter Jackson assina o roteiro ao lado de Fran Walsh Philippa Boyens, enquanto a direção fica por conta de Christian Rivers.

Mortal Engines já está em exibição nos cinemas brasileiros.

Não deixe de acompanhar todas as novidades e atualizações diárias do Jornada Geek no facebooktwitter e instagram.

Comentários:
publicidade: