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MANCHESTER À BEIRA-MAR | CRÍTICA

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MANCHESTER À BEIRA-MAR | CRÍTICA

MANCHESTER À BEIRA-MAR | CRÍTICAExiste uma grande resistência do público da nova geração com os dramas familiares, onde estão sempre indo aos cinemas, em geral em shopping centers, à procura de blockbusteres. Óbvio que deve ter espaço para tudo, inclusive uma bela diversão. Mas, dramas estão ficando sempre em segundo plano, o que acaba por enfraquecer ainda mais a cultura cinematográfica do espectador. E, Manchester à beira-mar é um daqueles filmes que pouca gente vai ver e perderá a oportunidade de assistir a um filme belo, intenso e emocionante, que ainda tem uma atuação esplêndida do irmão mais novo de Ben Affleck, favoritíssimo ao Oscar de melhor ator no próximo dia 26 de fevereiro.

Lee Chandler (Casey Affleck, excelente) passa os dias trabalhando como zelador em um condomínio. Sua evidente amargura só aumenta quando ele recebe uma ligação revelando que seu irmão Joe (Kyle Chandler) morreu e ele terá de voltar à sua cidade natal para tomar conta do sobrinho Patrick (Lucas Hedges). Entretanto, fantasmas o esperam em seu retorno a Manchester e ele terá de lidar com eles, querendo ou não.

Manchester à Beira-Mar se inicia com alegria, e logo ele mergulha em um mundo modorrento de tristeza e remorso. E o filme se utiliza dessa ferramenta, salpica o presente com o passado, para que possamos compreender o porquê é tão difícil para Lee a missão de organizar a vida que seu irmão mais velho deixou. Aparentemente é apenas um desconforto, uma inadaptação, mas, em uma sequência dilacerante somos chocados com as motivações do comportamento de do protagonista.

Além disso, o roteiro muito bem escrito pelo próprio diretor, não se perde em um exagero melodramático que tornaria o filme em uma vala comum das dezenas de filmes do tipo lançados todos os anos. Há a morte, mas também a vida, alegoricamente representada pelo jovem Patty, que é astro dos times de hóquei e basquete e tem duas namoradas. Essa situação elucida um contraste com a melancolia que pesa o ambiente.

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O que não se pode passar despercebido também é a forma como Kenneth Lonergan constrói antagonismos para acentuar a personalidade de Lee. O mar, a neve, a claridade e a escuridão, são colocados como em um tabuleiro de xadrez. O crescente interesse pelo comportamento do personagem de Affleck chega em momento irreversível em seu confronto com sua ex-mulher, em mais uma atuação competente de Michelle Willians. Daí para frente tudo vai se afunilando e a bomba relógio que está a ponto de explodir acaba por revelar um homem que não sabe lidar com o peso da culpa.

Affleck é com certeza o principal motivo para o grande sucesso de Manchester à Beira-Mar. A construção de seu personagem é incrível. Percebe-se desde o início que existe algo que ele segura em seu íntimo, que não quer compartilhar, apenas manter em exílio emocional, mas que está sempre dando às caras em forma de xingamentos e brigas de bar. Se o Oscar ficar em suas mãos na cerimônia no final de fevereiro não será nenhuma zebra.

Com um elenco afinado (Hedges e Willians também foram indicados ao Oscar de coadjuvantes), Manchester à Beira-Mar é um dos melhores filmes de 2017 e mereceu muito as 6 indicações ao prêmio da Academia (Filme, diretor, roteiro além das de atuação). Seria muito bom se mais pessoas pudessem ir ao cinema para ver algo tão significativo também.

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