HomeCríticaMALÉVOLA | CRÍTICA

MALÉVOLA | CRÍTICA

Malévola
Malévola

No decorrer de sua história, a Walt Disney criou uma linha de desenvolvimento para a maioria dos seus clássicos. Sempre trabalhando o bem e o mal, assim como o amor e príncipes, os desenhos do estúdio alcançaram o sucesso com o passar dos anos. Clássicos foram construídos de tal forma, entre eles A Bela Adormecida. Entretanto, os tempos mudaram, assim como as abordagens das produções da casa do Mickey também caminham para inovações. Novos pontos de vista começam a surgir de tal forma, seja através de novos contos e personagens ou até mesmo algumas releituras. A verdade é que um movimento de reformulação está sendo formado, estando Malévola no meio disso tudo.

Na trama, uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola (Angelina Jolie) leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como a mais feroz protetora, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição — um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra. Determinada a se vingar, ela enfrenta uma batalha épica contra o rei dos humanos e, como consequência, amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora. Conforme a menina cresce, Malévola percebe que Aurora é a peça essencial para estabelecer a paz no reino — e para sua verdadeira felicidade.

Em seu modo inicial, as cenas não mostram uma personagem adulta, mas fica evidente que as cenas em questões deveriam ser contadas para um melhor desenvolvimento. É assim que a inocente Malévola, ainda criança, conhece aquele que vai magoá-la. Encontrando o caminho do coração partido, o filme passa a desenvolver o que era de fato esperado: a visão da antiga fada. Entretanto, para mostrar isso todos os aspectos técnicos passaram a ser utilizados de forma correta. Tanto direção, quanto fotografia se completam, mas é no aspecto envolvendo os efeitos visuais que a produção mostra o seu ponto mais alto. Fora isso, os figurinos utilizados também chamam atenção, assim como  a trilha sonora.

Para apresentar a nova visão da vilã mais icônica da Walt Disney, o novato na direção Robert Stromberg juntou suas habilidades com uma atuação impecável de Angelina Jolie. Uma nova construção deveria ser o ponto mais delicado da trama, mas acaba parecendo mais fácil do que realmente é por conta da grande dedicação de Jolie. Tudo é muito bem elaborado em volta da personagem, passando por pontos precisos de sua adaptação em cima de novidades ou até mesmo na entonação de sua voz em momentos clássicos do desenho. Uma obra prima, dignada de aplausos e reconhecimento por algo tão detalhista que vai, aos poucos, desmontando a visão que o espectador tinha no clássico A Bela Adormecida, enquanto apresenta uma nova perspectiva.

Ao restante do elenco bastou seguir a atriz, já que o roteiro não foca em mais nenhum nome da história da mesma forma. Aurora, interpretada por Ellen Fanning, é apenas uma coadjuvante em tal visão, assim como Diaval (Sam Riley), Rei Stefan (Sharlto Copley) e as fadas Fauna, Flora e Primavera, que agora possuem os nomes de Thistletwit (Juno Temple), Knotgrass (Imelda Staunton) e Flittle (Lesley Manville).

Dizer que Malévola é o estilo de produção perfeita seria informar uma mentira. O filme claramente tem seus remendos e caídas em alguns momentos, algo que acontece pelo fato de ter passado por outras mãos enquanto seu roteiro era escrito. Em certos momentos você até sente ele um pouco acelerado, ainda mais pela falta de presença das 3 fadas que devem cuidar de Aurora. Contudo, sem dúvida alguma, ele possuí mais qualidades que defeitos. Em todos os momentos as imagens agradam, mas é na relação da personagem título com a princesa e, consequentemente, no último ato da história, que o encanto recaí sobre o espectador. Além disso, mais uma vez a Walt Disney coloca em prova seus antigos conceitos, assumindo que o amor do príncipe pode não ser aquele verdadeiro que todos pensam. Um belo filme e uma nova visão para uma personagem marcante.

Classificação:

banner cinefagia

- Publicidade -

Notícias relacionadas

MALÉVOLA | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
- publicidade -

Jornada Geek + Lolja

Últimas Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here