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JOGADOR Nº1 | CRÍTICA

Recheado de referências, longa marca o retorno de Steven Spielberg ao gênero da ficção.

Imagem do filme Jogador Nº1
Divulgação

Classificação:
Nota Surpreendente

Se você é um amante da sétima arte, mas nunca ouviu falar em Steven Spielberg, então com certeza tem algo errado na sua vida. Por mais que você não goste de blockbusters, ou acompanhe MUITO o cinema europeu, Spielberg se tornou um nome histórico da sétima arte ao longo da sua carreira. Foram sucessos incontáveis como diretor e produtor, sendo ainda o responsável por comandar o primeiro filme a cruzar os US$ 100 milhões de bilheteria. E sim, neste caso, estamos falando do paranoico Tubarão. Ao longo dos anos ainda tivemos E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Indiana Jones, Jurassic Park, além da sua viagem ao universo do drama com longas como A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Lincoln e muitos outros durante os últimos anos.

Contudo, chegou o momento de ele voltar ao gênero da ficção. E isso acontece exatamente com a adaptação de Jogador Nº1, baseado no livro escrito por Ernest Cline. E neste caso, como o próprio autor, e também roteirista do longa, já falou: não existia outro nome mais indicado para comandar este projeto. Contudo, nós não sabíamos o quanto ele estava certo…até agora.

Na trama, ambientado em 2045, o longa acompanha o jovem Wade Watts, um jovem caçador de easter eggs dentro do jogo conhecido como OASIS. Assim como ele, a maioria da humanidade prefere levar a vida neste universo virtual, com o mundo real cada vez mais esquecido pela humanidade. Contudo, nem tudo é apenas diversão. Como Wade, na pele do seu avatar Parzival, parte dos usuários também estão em busca de solucionar um quebra-cabeça deixado pelo seu falecido criador, James Halliday (Mark Rylance). Acontece que esta corrida pelas 3 chaves para encontrar o grande easter egg é na verdade um quebra-cabeça baseado na cultura do final do século XX e, por anos, muitos tentam encontrar suas peças por anos. Mas tudo muda quando Wade consegue resolver o primeiro desafio, desencadeando assim uma verdadeira guerra, não apenas virtual, mas também no mundo real, pelo controle desta grande empresa e o futuro da humanidade.

Para falar sobre Jogador Nº1, com certeza temos que falar sobre o universo que ele também acaba apresentando. Isso pelo simples fato de que o OASIS não é um lugar qualquer, mas sim um universo de referências para os fãs da cultura pop. Um mundo verdadeiro mágico, que nos é apresentado da forma extremamente correta na produção liderada por Spielberg. São os mínimos detalhes que se fazem presente deste espaço que levam o espectador realmente para dentro da trama que é mostrada, seja na narrativa inicial, ou durante as cenas que chegam ao seu decorrer. Contudo, engana-se também quem pensa que a trama em questão é feita apenas de referências deste mundo mágico.

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A verdade é que ao longo de cada cena uma coisa fica mais certa: a equipe para o desenvolvimento deste projeto foi escolhida de forma certa. Seja no roteiro de Zack Penn e Ernest Cline, na fotografia de Janusz Kaminski, ou na direção de Spielberg, tudo se encaixa perfeitamente. As referências não param de surgir nem mesmo quando os personagens estão no mundo real, mas são colocadas de forma delicada. Seja em um adesivo do batman, outro de mortal kombat, ou em uma frase de efeito. Tudo é perfeitamente trabalho dentro de um único objetivo: mostrar uma história.

E engana-se que a história não tem motivações. É claro que todos os envolvidos, ou pelo menos os mocinhos, são apaixonados pela cultura pop. Mas ainda assim, a trama evoluí. Ela passa de um simples jogo pela “conquista do mundo” para algo ainda maior: a defesa dele. Diversos aspectos se fazem presente a partir de então, seja pelo simples fato de que a humanidade não sabe mais viver, ou uma exploração financeira incontrolável existente através de outras empresas envolvidas no OASIS. A ganância do ser humano, o amor adolescente, o bem x o mal. Isso tudo se faz presente durante esta grande caçada para definir se quem vencerá o mundo é quem quer algo bom ou ruim para ele. Um típico longa de ficção, que é construído passo a passo de forma correta, sem esquecer também do público e sua diversão ao longo das cenas.

E para tudo isso acontece, é claro, um elenco também foi escalado. Liderados por Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Mark Rylance e Simon Pegg, o elenco de Jogador Nº1 consegue ser a mistura perfeita do novo com a experiência. Cada personagem é explorado em seu tempo, da sua forma e seus papéis na trama. Temos o vilão sem escrúpulos, o criador abandonado, o amigo perdido, e, claro, os jovens que se apaixonam (Parzival/Wade e Art3mis/Samantha), e que contam com seus amigos para mudar o mundo.

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Spielberg usa uma fórmula até clichê, mas da forma correta. Isso pelo simples fato de que apresenta cada um dos seus protagonistas e coadjuvantes no momento certo, mas sem enrolar. Seja envolvendo Parzival (Tye Sheridan), ou até na introdução de Art3mis (Olivia Cooke), tudo é bem articulado. Além disso, Aech (Lena Waithe), Daito (Win Morisaki) e Sho (Philip Zhao) tem as suas aparições nos momentos certos, seja dentro ou fora do OASIS. Mesmo como coadjuvantes, eles também são muito importantes para a evolução da trama e o seu desfecho ao lado dos dois protagonistas.

Verdade seja dita: aqui temos o retorno do melhor que Steven Spielberg pode oferecer. Tendo passeado por anos no gênero do drama, e até ganhado prêmios por isso, o cineasta claramente se reencontra com o seu jovem apaixonado neste longa ao poder brincar tanto com a cultura que ele próprio ajudou a criar. Até mesmo referências a longas como O Iluminado (bem importante, por sinal), ou Cidadão Kane se fazem presentes. Um fato curioso, por exemplo, é que o próprio cineasta detém o trenó rosebud em sua coleção pessoal, já que é um filme que é uma das suas paixões.

No fim das contas, por causa de todos os seus tantos aspectos citados, e este grande universo de referências, Jogador Nº1 é aquele projeto que acaba se tornando essencial para reviver a sua paixão pela cultura pop, relembrar o passado, pensar na diversão que um bom filme pode trazer para você. Um grande acerto da Warner, Ernest Cline, Steven Spielberg e tantos outros envolvidos. Uma verdadeira batalha para encontrar a maior quantidade de easter eggs possíveis, fazendo com que você queira ver mais de uma vez aquilo que está na telona.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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