HOMEM-FORMIGA E A VESPA | CRÍTICA

O longa estreia mundialmente nesta semana.

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Classificação:

Nota ótimo

 

 

O primeiro filme após Vingadores: Guerra Infinita leva consigo uma grande responsabilidade e pressão. Seguindo o maior e mais intenso capítulo da fase 3 do UCM, o 20º filme da Marvel Studios, Homem-Formiga e a Vespa, chega aos cinemas essa semana. Não é tão antecipado quanto seu predecessor, porém surpreende com uma das melhores sequências de franquias desde Capitão América: O Soldado Invernal

Na trama do filme, Scott Lang (Paul Ruddlida com as conseqüências de suas escolhas tanto como super herói quanto como pai. Enquanto ele luta para reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne (Evangeline Lillye Dr. Hank Pym (Michael Douglascom uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o traje e aprender a lutar ao lado da Vespa enquanto a equipe trabalha em conjunto para descobrir segredos do passado.

Peyton Reed retorna à sua cadeira de diretor, dessa vez sem Edgar Wright como roteirista, e sim Chris Mckenna e Erik Sommers. E sem todas as formalidades do primeiro filme com a história de origem de Scott Lang (Paul Rudd), Reed aproveita a nova liberdade para entregar um equilíbrio quase perfeito entre humor e ação. Não há exageros como em Thor: Ragnarok ou um humor forçado como em Vingadores: Era de Ultron.

O contexto do filme se dá a partir das consequências de Capitão América: Guerra Civil, onde vimos Lang pela última vez. Porém, essa não foi sua última menção no UCM. Em Guerra Infinita, Natasha Romanoff explica que tanto o Homem-Formiga e o Arqueiro não estavam presentes por terem feito um acordo com o governo e permanecido em prisão domiciliar por dois anos, por conta de suas famílias.

É no final desses dois anos de prisão que encontramos Scott no início do longa, faltando apenas 3 dias para ele retomar sua liberdade. Com uma narrativa em paralelo à guerra contra Thanos, não há nenhuma menção sobre os acontecimentos. O foco aqui é recuperar Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), mãe de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e esposa de Hank Pym (Michael Douglas), que por sinal era a Vespa original.

A grande força do filme está na Vespa de Hope. Evangeline Lilly rouba a cena com uma Vespa ágil, confiante e segura em suas habilidades. Ela esperou a vida inteira por esse momento. Como já diz o título, ela é tão protagonista quanto Lang, e Reed consegue equilibrar o poder dos dois ao evidenciar a própria química do casal, tanto em combate quanto em romance.

O gênero de comédia familiar se aplica aqui, já que vemos o reflexo da relação de pai/filha tanto entre Hope e Hank quanto com Scott e Cassie, que já mostra seu interesse em se tornar uma super-heroína como seu pai. É nessa busca pela unidade da família que o foco é salvar Janet da realidade quântica, porém enquanto buscam todas as ferramentas necessárias para criar um tipo de transportador para a realidade, existe um empecilho maior no caminho: Ghost.

De todos os vilões da Marvel, principalmente dos dois últimos, Thanos e Erik Killmonger, onde a unilateralidade do caráter de vilões anteriores foi substituída por um mergulho dentro do psicológico de cada um, criando camadas e mais camadas que justificam suas insanidades para seus próprios olhos, Ghost acaba pecando em seu papel de antagonista. Um personagem de tanta força nos quadrinhos acaba ficando genérica nas telas, sendo seu único ponto forte as linhas cinzas entre suas motivações, onde ela não se mantém como uma vilã com convicção, mas com motivações variáveis e manipuláveis, até certo ponto.

A falta de confiança no poder de Ghost acaba transparecendo no uso de antagonistas coadjuvantes, como o mafioso Sonny Burch e agentes do FBI corruptos. É claro que eles estão ali para suprir uma falha na personagem. Infelizmente, não funciona tão bem quanto eles esperaram, pois esses novos vilões são ainda mais unilaterais.

O que mais impressiona no filme é o equilíbrio entre diversas sequências de ação durante todo o enredo, muito bem desenvolvidas, e o humor irônico, por vezes até consciente da própria fórmula de filmes de heróis sem quebrar a quarta parede como em Deadpool. Michael Peña retorna em seu personagem Luis, e assim como ele foi a melhor parte do humor no primeiro filme, ele repete sua maestria com cenas ainda melhores. Na sequência, a leveza dos diálogos e as piadas inteligentes são compartilhadas com todos os personagens.

Homem-Formiga e a Vespa surpreende ao entregar um filme de entretenimento de qualidade, produto da Marvel, que cumpre o seu papel como o novo capítulo. A única menção do impactante final de Guerra Infinita se apresenta em uma das duas cenas pós-crédito e ainda aproveita para dar uma dica sobre o papel de Scott em Vingadores 4.

Confira também: HOMEM-FORMIGA E A VESPA | Assista ao novo trailer do filme

Produzido pela Marvel StudiosHomem-Formiga e a Vespa tem previsão de lançamento para 6 de julho de 2018.

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