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ARROW 1ª TEMPORADA | EM DVD/BLU-RAY

Arrow 1ª temporada
Arrow 1ª temporada

Não existe uma forma de escrever sobre Arrow sem citar Smallville. O programa do Superman foi um sucesso por 10 temporadas, buscando novos fãs e focando uma nova geração. Entretanto, quando o assunto leva aos  fãs tradicionais de Superman o modo de visão muda bruscamente de vista. O programa deturpou o seu protagonista em certos momentos, mostrando uma nova forma de pensamento e modificando uma parte de sua essência, inclusive adiando sempre o momento em que Clark vestiria o uniforme até sua última temporada e correndo com a trama quando poderia ter aproveitado um pouco mais dela. Agora, com a missão de tirar esse peso de adaptações das costas, a Warner aposta em um Arqueiro Verde nos tempos atuais, com uma visão modificada, só que apresentando termos mais seguros no quesito ação.

Após passar cinco anos abandonado em uma ilha, o bilionário Oliver Queen volta para casa  com um novo conceito para sua vida, uma misteriosa missão e novas e mortais habilidades, a fim de combater o crime em Starling City. Usando o capuz escuro de um arqueiro “justiceiro”, Oliver está ferozmente determinado a consertar os erros de seu pai e frustrar os planos daqueles que corromperam sua cidade. Contudo, das provações angustiantes de Oliver na ilha para a guerra urbana silenciosa do Arqueiro Verde, sua cruzada torna-se cada vez mais complicada por conta dos segredos sombrios de sua própria família, a presença da mulher que ele ama em seu cotidiano e os laços inconscientes de seu melhor amigo com as forças do mal.

 O roteiro narrativo que é desenvolvido na série é  fantástico em diversos pontos. Para começar, mesmo afirmando que o tempo da série é na atualidade, eles apenas citam alguns detalhes, como o final de Lost, para não cair em algum erro e contradição. Entretanto, de uma coisa o espectador tem certeza: está na atualidade. Outro ponto muito interessante é que a proposta da série é obscura, conseguindo lembrar facilmente o Batman de Christopher Nolan em diversos aspectos, mas Gotham City nunca é citada na temporada. Sendo assim, o espectador acaba ficando na dúvida entre o existir ou não do homem-morcego. Para completar, a escuridão também está presente na série através de sua fotografia, assim como uma certa mania de utilizar flashbacks para desenvolver o herói em alguns aspectos.

Os famosos flashbacks. Tal artifício é muito interesante por diversos aspectos nas produções, exatamente por acabar criando uma ponte na narrativa em algum ponto necessário. Um programa recente que utilizada essa caracterísitica de forma fantástica era Lost, mesmo que em Arrow isso seja utilizado de forma diferente, mostrando sempre o período em que Oliver Queen estava perdido na ilha e criando uma composição em cima do seu treinamento através da presença de outros personagens. Entre tantos nomes na ilha, existem dois que chamam grande atenção: Slade e o Exterminador. Ambos são responsáveis por uma parte da transformação do protagonista, mesmo que de formas contrarias. Contudo, as lacunas só devem ser realmente compostas com o desenvolver do programa em seus anos seguintes.

Enquanto isso, nos tempos atuais o  espectador é apresentado a diversos personagens que já estiveram ligados ao protagonista, ou  que  estão chegando agora em sua vida. O caso amoroso com Laurel (Katie Cassidy) é algo que chama completamente atenção, visto que além de amor envolve um sentimento de culpa pelo passado. Enquanto isso, a família de Oliver e o seu amigo Tommy parecem tentar trazer o mesmo de volta, mas sem entender os objetivos do mesmo. A verdade é que os dois nomes que chamam mais atenção por presença são Diggle e Felicity. Amos vão se aproximando do protagonista aos poucos, mostrando ao mesmo que não é possível realizar todas suas tarefas completamente sozinho.

É algo realmente muito interessante o acompanhamento do espectador sobre a série Arrow. Observar dois desenvolvimentos chega a ser duplamente gratificante em muitos momentos, já  que em cada episódio um pouco mais é revelado sobre o protagonista. É realmente uma inovação para o mundo DC Comics, que sabe como utilizar alguns de seus personagens em momentos certos através de participações na série, mas sem tirar o foco do seu elenco fixo. A mistura do pessoal com o vigilante construído através de Oliver Queen é incrível, ainda mais levando em conta as reações que o mesmo tem para cada ação que acontece com pessoas que ele nutre algum carinho.

Outro fato que chama muita atenção é o de que Stephen Amell vai se acostumendo aos poucos, algo que é visível através de cada capítulo. Querendo ou não, mesmo que a diferença seja uma roupa e um capuz, interpretar um vigilante não parece ser nada fácil. E se você dúvida, é fácil recordar. Quem não lembra das diversas péssimas atuações de atores consagrados como Batman? A verdade é que  através da decisão de implementar seu personagem vigilante diretamente, com uma missão de consertar erros do passado, a DC Comics deu um tiro certeiro para o início de uma construção de seu universo nas pequenas telas. Um programa que sabe utilizar seu roteiro nos momentos certos, desviando o foco quando necessário, com um elenco interessante e um desenvolvimento que promete cada vez mais acertos.

Classificação:

Excelente

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, e formado em jornalismo desde 2012, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter o Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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