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DIVERGENTE | CRÍTICA

Divergente
Divergente

Anos entram e saem, mas certas produções sempre acabam trazendo o dilema de adaptações cinematográficas ao foco em certos momentos. É algo comum durante o passar dos tempos, com presenças mais apagadas em tramas menos conhecidas, mas um verdadeiro destaque quando trata-se de livros com um grande público jovem como Divergente. A trama, mais uma vez, é uma distopia, mas isso não significa igualdade. A discussão realidade x ficção também é posta mais uma vez na mesa, assim como a frequência dos acontecimentos, os gêneros e as comparações. Na verdade, mesmo o último aspecto existindo, ele deveria ser aplicado apenas de acordo com sua obra original, para assim ser usado para debater mudanças. É claro, nem todos pensam assim e seguimos para assistir uma produção que pode levantar mais discussões do que o esperado.

A história se passa em uma Chicago futurista, acompanhando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley), que ao completar 16 anos tem que escolher entre as 5 diferentes facções que a cidade está dividida. Cada uma representa um valor diferente, tendo os nomes de Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o seu teste de aptidão na cerimônia de iniciação revela que ela é na verdade uma Divergente. Sendo assim, a jovem deve encarar o seu futuro sem qualquer apoio e fazer suas próprias escolhas, encarando consequências. No caminho a seguir, ela conhece Quatro (Theo James), um rapaz mais experiente na facção que ela escolheu, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo. Contudo, o caminho ainda será recheado de surpresas e muitos obstáculos.

É de fato intrigante observar as direções tomadas por cada adaptação assistida. Todas tem suas próprias características, mas as desse filme se mostram presentes desde suas primeiras cenas, com a presença de uma Chicago futurista, praticamente destruída. A partir disso, o espectador também começa a passear pela narrativa do projeto, sempre ressaltando as comunidades nos tempos necessários, mas também buscando mostrar a abordagem através de sua protagonista. Complementando o trabalho do diretor, fotografia, poucos efeitos para um maior realismo e a presença da trilha sonora nos momentos corretos se mostram eficientes. O último aspecto, por exemplo, consegue ser tão eficiente que pode mudar o clima do filme em poucos segundos por ser tão apurado com as imagens apresentadas.

É claro que no fator adaptação é plausíveis, possíveis e presentes mudanças no decorrer da história. Muita coisa ainda se mostra fiel, mas cenas do livro são trocadas de ordem nos filmes, assim como outras nem chegam a acontecer. Talvez pelo choque que poderia causar se estivessem presente, subindo também a classificação da produção, mas também existe a simples possibilidade de terem cortado por acharem que não era necessário. O leito sentirá falta de certas cenas em especial, mas ainda assim pode ficar em média satisfeito com o que é apresentado na tela. A fidelidade novamente é um ponto de destaque em uma adaptação, pelo menos em boa parte dela, enquanto em outra pode gerar uma certa revolta por conta de alguma sequência que poderia ser mostrada de forma diferente.

Enquanto isso, o elenco em si consegue manter o ritmo adequado para cada personagem, conseguindo realmente um bom destaque e conquistando seu espaço de tal forma. Atitudes prontamente lembram o que pode ter sido lido por grande parte do público, trazendo uma boa expectativa para a trama, assim como também é de reconhecimento a boa atuação do elenco inteiro, assim como a química envolvente e crescente entre Theo James e Shailene Woodley.

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Sim, temos mais uma distopia nos cinemas, mas ela não pode ser comparada com nenhum outro projeto. Na verdade, criar tal aspecto entre, por exemplo, Jogos Vorazes e Divergente pode ser um grande tiro no pé. Enquanto uma fala sobre o fascínio pela luxúria e cria uma grande revolução através de atos e críticas sobre uma sociedade fascinada por um reality show dentro de um regime imposto, a outra aborda aspectos distintos. A humanidade é algo completamente presente no decorrer de tudo o que acontece em Divergente, que mostra simplesmente escolhas da protagonista independente da sociedade em que vive. Medos são mostrados em cima disso, assim como a ganância pelo poder através de outros e a perseguição por aqueles que não se encaixam no que é imposto. Ou seja, pontos fortes que podem determinar o caminho da saga, seja para um aspecto positivo ou negativo. Até aqui? Um ótimo entretenimento mesmo com as mudanças apresentadas.

Classificação:

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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