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DEPARTAMENTO Q | EM DVD / BLU-RAY

Departamento Q
Departamento Q

O gênero policial tem uma história dentro da sétima arte. Independente do momento histórico, sempre existiram características em outros temas que pudessem contar com a presença de investigações, caçadas aos bandidos ou resoluções de mistérios e assassinatos. Com o tempo a evolução levou os pontos ao seu próprio estilo, alcançando um público específico, mostrando qualidades e defeitos através de roteiros. Muitos títulos acabaram se destacando com o tempo, enquanto outros alcançaram a qualidade, mas não a fama. Com características desenvolvidas principalmente para o entretenimento no mercado hollywoodiano, novas vertentes parecem surgir de outros mercados. É de conhecimento que outros países possuem o interesse por tal, principalmente a Inglaterra, mas Departamento Q foge da localidade tradicional.

Após um tiroteio que deixou dois de seus parceiros respectivamente morto e paralisado, o detetive chefe Carl Mørck é designado para o Departamento Q, um novo departamento para casos antigos e arquivados, composto por apenas ele e seu novo assistente Assad. Embora tenha recebido ordens explícitas para somente ler os casos aleatoriamente, logo depois do primeiro dia a teimosia de Carl o faz entrar de cabeça no mistério de Merete Lynggaard, uma famosa política que desapareceu de uma balsa cinco anos atrás. A única testemunha é seu desequilibrado irmão que foi encontrado no deck, gritando como um louco. O caso foi arquivado como aparente suicídio. Não convencidos por essa explicação, Carl e Assad se aventuram numa jornada que os levará às profundezas de abuso e maldade que se escondem por trás da elegante aparência da Escandinávia.

 O roteiro já apresenta uma eficiência desde a sua primeira cena. Buscando trabalhar em uma fórmula clássica para o estilo, tudo começa a ser construído nas primeiras cenas, através de arrependimentos e uma tragédia com o envolvimento de seu protagonista. A partir de então, uma narrativa bem elaborada começa a ser construída para a trama, com o personagem sendo transferido para outro setor, enquanto busca informações de um antigo caso e o mesmo é contado ao espectador. De tal forma, duas linhas são mantidas em paralelo situando o espectador, mas conseguindo manter a tensão através de suas ações. Para ajudar nos aspectos citados, o projeto conta com direção e fotografias características do cinema europeu, mas que servem ao filme de uma forma perfeita.

Todo o conteúdo mostrado é apresentado em um aspecto evolutivo necessário e eficiente para o que está sendo mostrado. A produção não pula fases que devem estar presentes em seu conteúdo, deixando a investigação cada vez mais interessante, sabendo como manter o interesse do seu espectador através dos detalhes. E assim, os personagens também passam a ajudar nesse interesse, já que tudo também caminha para o interesse do seu protagonista acreditar em suas intuições e buscar detalhes para seguir com todos os seus pensamentos. As locações também são perfeitas, dando uma ambientação perfeita para o decorrer de todo o material.

É claro, para um filme correr bem, o elenco acaba ajudando. Nikolaj Lie Kaas e Fares Fares encontram o tom do projeto de uma forma muito natural, sempre conseguindo passar convicção ao público sobre o trabalho que está sendo realizado. Ambos são policiais característicos, em busca da simples verdade na trama. Entretanto, vale ressaltar que o contexto apresentado não vive apenas dos seus oficiais da lei. Sonja Richter, responsável por interpretar Merete Lynggaard, consegue o seu espaço através da situação desesperadora abordada, sempre com uma atuação forte e convincente desde o início da sua narrativa.

Os mistérios são muito bem trabalhados através dos dois, mesmo com um destaque absoluto em cima de Carl. Além das pistas deixadas, as desconfianças de ambos também ajudam no decorrer da situação dramática pela busca de uma solução, fazendo com que exista uma continuidade. A produção não chega a ser perfeita, caindo em pequenos pontos, mas apresenta conteúdo e narrativa interessantes. Maior destaque? Em 90% do filme as armas não são necessárias, mas a tensão está sempre grande independente de tal questão. Um entretenimento, mas também a verdadeira prova de que existem outros mercados desenvolvendo tramas com investigações.

Classificação:

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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