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A CULPA É DAS ESTRELAS | CRÍTICA

A Culpa é das Estrelas
A Culpa é das Estrelas

Não é segredo que existem certos livros que acabam virando uma verdadeira febre mundial. É de fato muito comum livros de ficções com uma grande base em magias alcançaram grandes status, ainda mais após o estrondoso sucesso de Harry Potter. Desde tal fenômeno, o crescimento é notável no dia a dia, com jovens abraços aos seus títulos favoritos em diversos locais, mas as vezes surge aquele que se destaca independente da sua construção, abordagem ou gênero. No caso de A Culpa é das Estrelas foi exatamente isso, já que dentro de um tema delicado ele foi conquistando aos poucos o seu espaço. John Green abordou em seu livro o câncer, mas acima de tudo ele apresentou uma lição de amor aos seus leitores na construção de algo marcante. Agora, rodeada de expectativas, a adaptação de sua obra ganha as telas ao redor do mundo.

Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando contra a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Com um humor cáustico, um desdém convencional e um amor que os leva para uma viagem inesquecível, juntos, eles atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

O interessante da narrativa de A Culpa é das Estrelas acaba surgindo em seu início, através de suas diferenças. Tudo devido ao simples fato de que a trama é contada por sua protagonista em certos momentos, alternando com as cenas do cotidiano em outros. Na verdade, tudo lembra muito um diário, agindo de forma eficiente, situando o seu espectador cada vez mais enquanto a vida de suas personagens segue. Enquanto isso, a direção trabalha muito lembrando angulações de outros filmes do gênero, principalmente 500 Dias com Ela, mas deixando o destaque por conta do que é mostrado pelas circunstâncias de seus personagens. A trilha sonora encontra o seu encaixe perfeito em todos os momentos, completando a parte técnica de forma que beira a perfeição para o objetivo que deve ser alcançado.

Contudo, produções de tal estilo não dependem apenas de cenas bem escritas e dirigidas, mas também de um elenco que  saiba demonstrar e passar sentimentos para o seu público. Mais uma vez, um belo acerto para a trama. Mesmo tendo trabalhado recentemente como irmãos na produção de Divergente, Shailene Woodley e Ansel Elgort demonstram uma ótima química como casal durante todo o filme. O charme de Augustus que estava nos livros é passado para a tela, assim como o drama envolvendo Hazel. O elenco coadjuvante também cumpre muito bem o seu papel, mas Willem Dafoe consegue o seu espaço em apenas 2 cenas, talvez por interpretar um nome tão importante para os protagonistas.

É claro, nem tudo é perfeito na produção. O timing dela foi extremamente certo, mas alguns pontos fazem falta em seu roteiro. Cenas foram alteradas, outras cortadas, mas é evidente que o aval de John Green foi dado para tal, já que o autor esteve presente na maioria das filmagens. Entretanto, com certos acontecimentos você sente falta do envolvimento passado de Augustus, algo que aos olhos de alguns não fará falta pelo foco apresentado, mas para outros pode fazer grande diferença na hora de conferir a adaptação. Enquanto isso, outros detalhes são mantidos, assim como o clima sarcástico e irônico nos momentos mais improváveis para pessoas que estão passando por momentos difíceis. Um filme que não fala apenas de câncer, mas mostra uma excelente lição de vida através do sentimento apresentado em seu desenvolvimento.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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