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COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 2 | CRÍTICA

Como Treinar o Seu Dragão 2
Como Treinar o Seu Dragão 2

Desde que se embrenhou no ramo das animações cinematográficas de longa-metragem com Formiguinhaz (98), a DreamWorks Animation conseguiu fazer bons filmes, que renderam para si uma fortuna grandiosa em bilheteria e um Oscar da categoria com seu bem mais estimado, Shrek (2001). Viveu tempos gloriosos na primeira metade da década passada. Porém, eis que o casamento extraordinário entre a Walt Disney Pictures e Pixar finalmente dá certo à partir de 2004, rendendo filmes sensacionais tais como Os Incríveis (2004), Wall-E (2008) e Toy Story 3 (2010). Dali em diante a DreamWorks passou a viver à sombra da dupla, produzindo bons filmes, mis incapazes de batê-los, tanto em qualidade, quanto em público e prêmios.

Entretanto, uma semente foi plantada em 2010 com Como Treinar seu Dragão, primeiro exemplar do estúdio que tinha o potencial que faz da concorrente notável: um roteiro maduro e preciso, que sabe flutuar entre o infantil e o adulto sem prejudicar sua linguagem. Eis então que o ápice chegou na segunda parte desta aventura de vikings e dragões.

Cinco anos após os acontecimentos de Como treinar seu dragão acompanhamos as mudanças proporcionadas pela amizade forte e verdadeira de Soluço e Fúria da Noite. Sim, agora todos os moradores da Vila de Berk vivem pacificamente com os cuspidores de fogo, onde se ajudam e se divertem em brincadeiras como corridas de dragões. Soluço e seu amigo gostam de vasculhar o vasto mundo, e em uma das investidas ao desconhecido conhece uma figura misteriosa, que também voa com um dragão. Quando descobre que se trata de sua mãe Valka, que pensou ter morrido, o rapaz conhece sua história, além de um refúgio secreto onde vários dragões vivem em paz. Contudo, um grande vilão chamado Drago tem planos para controlar todos os dragões, e mãe e filho terão de se juntar na batalha que pode salvar o mundo.

O que diferencia este Como treinar seu dragão 2 é a forma de como o diretor/roteirista Dean DeBlois insere o fator humano na história de forma natural, quase imperceptível, muito pelo fato de não ter que criar uma mística em torno da trama, pois ela é perfeitamente derivada do primeiro longa. Quem assistiu o de 2010 vai logo de cara se divertir com as tiradas bem-humoradas constantes, se excitar com as vertiginosas cenas de aventura, mas também não se sentirá desconfortável quando a dose essencial de drama for dissolvida em meio a tudo isso. As mensagens existentes na composição dos personagens de Soluço e Fúria da noite é que dão tom maduro e coerente do filme. Ali está aquilo o que não se vê nos produtos Disney/Pixar, a imperfeição que torna os humanos perfeitos e a equalização dos valores que indicam que todos somos capazes de viver em constantes harmonia, mesmo que diferentes.

A inserção de Valka também nos direciona à capacidade de perdoa e que a segunda chance é um signo indicial de amor. Mas, o importante a se destacar é que tudo nos é passado na subjetividade que fazem da animação apaixonante. Não há situações limite, aquela “forçada de barra” que vem descaracterizando as últimas obras do gênero. Tudo o que DeBlois monta são peças de um conto de amor familiar e superação de seus limites. Claro que tudo isso funciona devido aos personagens periféricos, que, apesar de limitados a suporte cômico, são o desafogo necessário para que não nos esqueçamos que estamos em frente a algo que também pode nos divertir. Isto impede que o filme parta para um drama melancólico e fatigante. Ou seja, tudo faz parte da linguagem cinematográfica das animações e que as torna algo peculiar.

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Talvez o acerto, no fim das contas, é que o estúdio voltou a ser o que sempre gostou de ser: singular. Fazer algo próprio e sem a responsabilidade de “querer ser melhor que a Disney/Pixar”, que é o que ficou no ar nos últimos anos com os medianos A Origem dos Guardiões (2012), os Croods (13) e Turbo (13). Como Treinar seu Dragão 2 tem o frescor descontraído de Shrek e Madagascar (2005), mas impõe uma seriedade coesa que vimos em A Fuga das Galinhas (2000) e FormiguinhaZ (98), mas com um grau de intensidade que o torna grandioso.

Este é o melhor e mais completo filme da DreamWorks que pode marcar o recomeço de um domínio acentuado pela crise de criatividade da concorrente, que não emplaca um peso-pesado desde Toy Story 3. Mas, se usarem o bom-senso, vão deixar de lado essa obsessão em serem os melhores e pensarão apenas em como dar continuidade ao legado irreversível do “humanos são perfeitos em sua imperfeição” imposta por este estupendo filme. Que assim seja!

Classificação:
Excelente

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