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CINQUENTA TONS DE CINZA | CRÍTICA

Cinquenta Tons de Cinza
Cinquenta Tons de Cinza

Quando eu li “Cinquenta Tons de Cinza” (E.L.James, 2011) em 2012, no auge do sucesso aqui no Brasil, eu não gostei. Achei uma versão “Crepúsculo” para adultos (o que não deixa de ser verdade, já que o livro surgiu de uma fan fiction sobre a série vampiresca). A estrutura do livro era ruim, o texto pior ainda. O que fez o sucesso da publicação, acredito eu, foi o apelo sexual. Uma mulher escrevendo de sexo para outras mulheres. “Cinquenta Tons de Cinza” ganhou o apelido de “pornô para mamães” e vendeu muito, assim como os dois livros seguintes da trilogia. Claro, como toda febre literária, teve os direitos cinematográficos rapidamente comprados e estreou nesta quinta (12) aqui no Brasil.

Sei que todo mundo já conhece a história, mas vamos lá: Anastasia Steele é uma menina tímida e inocente, formanda em Literatura Inglesa que, para ajudar a amiga que está doente, vai até a empresa de Christian Grey para entrevistá-lo. Interessado pela jovem, Grey procura Anastasia e logo eles começam um relacionamento intenso e moldado pelo sadomasoquismo. A história se desenvolve entre o fascínio de Anastasia por Christian e um mundo, até então, desconhecido por ela.

Confesso que entrei no cinema preparada para o pior. O livro não é bom, logo a adaptação também não será. Minha dúvida sempre foi como eles adaptariam as cenas de sexo sem, com isso, perder na classificação etária. Bom, eles conseguiram. Vamos lá: o filme não é tão ruim quanto o livro. Ele é razoavelmente melhor no roteiro. O sexo tá ali (depois de 40 minutos de projeção), seguindo a cartilha de soft porn do canal HBO, envolto a uma trilha sonora competente. Em alguns momentos o longa tem cara de comédia romântica com algumas cenas bem engraçadas e tiradas interessantes. Em outros momentos ele é bem água com açúcar, bem chick flick, o que não casa muito bem com o enredo original da história. Os momentos românticos talvez sejam para amenizar o corte de várias cenas e a opção por mostrar um nu mais recatado.

Jamie Dornan parece a vontade como Christian Grey e, com certeza, o filme vai ser uma chance para ele entrar no mercado norte-americano. Anastasia Steele é uma personagem insossa e Dakota Johnson passa muito bem toda a falta de sal da personagem, porém, quando a cena pede emoção e sensibilidade, ela é bastante convincente. Mas, o maior problema é quanto a química do casal. Nas primeiras cenas eles parecem entrosados, minutos mais tarde, parecem totalmente desconectados. Com o caminhar do filme, a química volta a funcionar, oscilando entre boa e ruim. Tive a impressão de que, em algumas cenas de sexo, os atores estavam desconfortáveis. Dizem que a produção do filme foi complicada com discussões entre a autora e a diretora do longa, Sam Taylor-Johnson. Talvez a tensão tenha chegado às gravações.

O destaque, pra mim, é a trilha sonora. Incrível. Com nomes como Beyonce, Annie Lenoxx, Sia, Ellie Goulding e o eterno Frank Sinistra, a coletânea é sexy e melhoram significantemente o longa. O destaque é a versão do hit “Crazy in Love” que embala uma das cenas mais esperadas. No geral, é um filme que vai deixar a fan base satisfeita e vai entreter levemente os espectadores desavisados. Se você espera uma grande produção, esqueça. Se você quiser passar o tempo despretensiosamente, embarque. Não é brilhante, mas é levemente divertido.

Classificação: 2,5 / 5

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